terça-feira, 9 de abril de 2013

[Opinião] “Tão Veloz como o Desejo” de Laura Esquivel (Edições ASA)



Sinopse:
Júbilo veio ao mundo com um imenso sorriso e o dom de ouvir as palavras que habitam no coração das pessoas que o rodeiam. Era ainda menino e – ao servir de intérprete entre a avó, orgulhosa representante do povo Maia, e a mãe, de língua espanhola – já adoçava as palavras amargas que ambas trocavam, conseguindo que desse ódio nascesse respeito e amor. No México dos anos vinte, Júbilo é já um homem e trabalha como telegrafista, ocupação que lhe permite fazer bom uso do seu Dom, pois continua a ajudar as pessoas a revelarem o que lhes vai na alma, reescrevendo as mensagens que enviam. A felicidade plena chega quando Júbilo conhece Lucha, por quem se apaixona perdidamente. Enfeitiçados um pelo outro, casam e vivem uma vida de sonho.
Muitos anos passados, o telégrafo está abandonado, obsoleto que é como forma de comunicação; e Júbilo, solitário no seu leito de morte, onde jaz cego e mudo, sofre ainda com a tragédia que um dia o afastou da mulher, o seu grande e único amor.
Que acontecimento trágico poderá ter-se interposto entre os dois amantes, provocando um dano tão irreparável?
Mas Luvia, a filha de ambos, nascida já após essa inexplicável tragédia familiar, não vai descansar enquanto não desenterrar o fantasma do passado e desvendar o que está por detrás dessa história de paixão e amargura.
Ficha Técnica:
Número de páginas: 126
ISBN: 9724126552
Data de edição: Outubro de 2001
Opinião:
Este é um romance que lida com situações do quotidiano. Quem nunca se apaixonou perdidamente? Quem não sabe o que uma mentira pode custar? Este romance mostra como uma relação e um amor profundo podem acabar apenas por uma omissão.
As personagem que Laura Esquivel criou são realistas, como os humanos cometem erros e têm de viver com as suas consequências. Este livro envolve um amor enorme mas também um segredo que fica bem guardado até à parte final do livro, prendendo assim o leitor.
É um livro pequeno de leitura rápida e fácil. Achei bastante interessante a analogia com a mitologia maia que é a base cultural do México e das suas personagens.
Este foi o primeiro livro desta autora que eu li.

Novidade Matéria-Prima Edições


OS SABORES TRADICIONAIS PELA MÃO DA COZINHEIRA MAIS QUERIDA DE PORTUGAL

O Livro:
Todos os portugueses gostam de petiscar… Os amigos reunidos, delícias sobre a mesa para picar e chorar por mais, um bom vinho no copo ou uma cerveja gelada. Não são assim os nossos dias felizes?
Perante a riqueza da nossa cozinha, Filipa Vacondeus sentiu a necessidade de partilhar as suas receitas mais tradicionais, mais saborosas, para que perdurem e passem de geração em geração.

O livro Os Petiscos da Filipa é um convite à redescoberta da cozinha nacional, com requinte, com sabor e aquele toque caseiro que, no fundo, é o tempero com que as avós marcaram a nossa infância.
Encontra iguarias como pataniscas de polvo, favinhas com presunto, tibornada de sardinhas, iscas maravilhosas, tarte de bacon, tâmaras e queijo de cabra, entre muitas outras.
Saiba como cozinhar bem, à moda antiga mas com uma apresentação moderna, pela mão da cozinheira mais querida de Portugal.


A autora:
Filipa Vacondeus dispensa apresentações. É uma das figuras mais carismáticas da cozinha portuguesa, sendo reconhecida pelo seu talento gastronómico e pela capacidade de elaborar deliciosas receitas, sem gastar muito dinheiro.
Ao longo de mais de 30 anos de carreira, esteve à frente de restaurantes de sucesso, tornou-se presença regular em programa televisivos e editou dezenas de livros. As suas receitas têm acompanhado várias gerações de portugueses. Os Petiscos da Filipa é o mais recente título desta autora bestseller, onde partilha receitas tradicionais portuguesas que todos nós gostamos de comer, mas que poucos sabem fazer.



Número de páginas: 208
PVP com IVA: € 17,80
PVP sem IVA: € 16,79
Formato: 16,5*24 cm
ISBN:978-989-8461-59-9



segunda-feira, 8 de abril de 2013

Novidade Porto Editora



Porto Editora publica novo livro e outras quatro novas edições
Ao contrário da maioria dos acrónimos, MEC não é apenas uma forma de simplificar um nome extenso. MEC é uma marca de significado imenso para uma geração. Anunciar que está de regresso quer dizer que ele, Miguel Esteves Cardoso, volta a publicar de forma regular. Mas, agora, com a Porto Editora, efetivando um nunca consumado e antigo namoro. A 22 de abril são publicados um novo livro de crónicas, intitulado Como é linda a puta da vida, e ainda quatro novas edições: A causa das coisas, O amor é fodido, Os meus problemas e Explicações de Português explicadas outra vez.
Na verdade, a paixão nunca foi vivida em segredo. Mais do que uma vez, numa altura em que já assinava uma crónica diária no jornal Público, Miguel Esteves Cardoso elogiou o trabalho da Porto Editora. Mais tarde, num email à diretora editorial Cláudia Gomes afirmou: «A Porto Editora é a única editora que me orgulharia de representar, sem ser a Assírio». A paixão podia ter-se consumado de imediato, mas nem o autor, nem a Porto Editora, quiseram ser responsáveis pelo rompimento da relação entre MEC e a Assírio e Alvim, sua editora de sempre (MEC nunca disse que o amor era fácil). Em 2012, estando a Assírio & Alvim integrada no Grupo Porto Editora, desatou-se um nó e deu-se outro: Miguel Esteves Cardoso, MEC para os amigos, passa a estar casado com a Porto Editora.
A apresentação oficial dos cinco livros – cujas capas são da autoria do ilustrador portuense Rui Ricardo – vai acontecer no Porto, a 27 de abril, às 17:00, no âmbito do ciclo literário Porto de Encontro (Biblioteca Municipal Almeida Garrett, aos Jardins do Palácio de Cristal). Em Lisboa, a apresentação acontecerá a 3 de maio, em local a anunciar brevemente.
O AUTOR
Em 1955 nasceu em Lisboa. Em janeiro de 1981 nascem em Manchester as duas filhas, Sara e Tristana. Em 
2000 casou-se com a Maria João Lopes Pinheiro, amor da vida dele. A partir desse ano, dedica-se tanto ao 
casamento como ao trabalho. Desde 2009 escreve diariamente no Público e, em 2013, passa a ser autor da 
Porto Editora, a quem confia a obra inteira. É feliz da vida e vive com a Maria João em Colares.

Este livro é a primeira coleção de crónicas publicadas pela Porto Editora e é aqui que 
tenho de deixar o meu apreço agradecimento e amizade pela minha editora de sempre, 
a Assírio & Alvim.
Aturaram-me durante 27 anos. Se eu conseguir induzir a Porto Editora no mesmo erro 
terei 84 anos quando chegar a hora difícil de me despedir dela. Qualquer casamento 
que dura 27 anos e que, apesar de acabar, não acaba mal ou a mal, pode considerar-se 
um casamento feliz.
Este livro não é o princípio de uma nova vida; Deus me livre. É a celebração de uma 
vida velha, cheia de novidades que envelhecem mais devagar do que eu.
(Do Prefácio)



Relançamentos:
O Amor é Fodido

Os Meus Problemas

Explicações de Português explicadas outra vez
A Causa das Coisas

domingo, 7 de abril de 2013

[Opinião] “O Guerreiro Psíquico – O portal Interdimensional de Satamar” de Aníbal Ávila Castro (Chiado Editora)



Sinopse:
Era o ano da profecia, mas esta tinha caído no esquecimento ao longo dos tempos. Os "vatang", um povo hostil, tinham descoberto o pequeno continente e lançavam sortidas de navios para atacar e pilhar, bem como exterminar todos os que fossem telepatas.

Um emissário do Templo da Voz da Mente chega em "busca" a uma aldeia à beira mar. O jovem Aron deseja ser telepata, mas várias vozes levantam-se contra ideais quase impossíveis de serem alcançados e que podem resultar em séria desilusão. O tempo para agarrar a oportunidade é escasso, porque o emissário pode não ficar muito tempo. Está à procura de uma lenda perdida. Procura o caminho escondido para a cidade de Satamar, que a profecia refere permanecer visível e invisível, para onde se retiraram os antigos. Nesta cidade espera encontrar o "Cristal Telepático" e o "Guerreiro Psíquico", que os ajudarão a enfrentar os piratas. O emissário está disposto a levá-lo e a uma outra jovem, mas a autorização é negada mais de uma vez, face aos perigos. Aron não quer largar o sonho da sua vida de maneira nenhuma, mas os ataques piratas estão a aproximar-se.

Fiha Técnica:

Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 389
Editor: Chiado Editora
ISBN: 9789896973674
Coleção: Mundo Fantástico

Opinião:

“O Guerreiro Psíquco” é um livro de fantasia cujo tema central é a telepatia. A temática está bastante interessante. Num continente desconhecido os antepassados das nossas personagens encontraram refúgio dos vatang, um povo vil e hostil.
Aníbal criou todo um Universo, que ainda não revelou na sua totalidade. O final deixa em suspenso muitas perguntas algumas delas podiam ter sido respondias neste primeiro volume sem deixar de despertar a curiosidade do leitor. As personagens estão às cegas relativamente à profecia e às suas consequências e a quem vão encontrar.
As personagens estão bem trabalhadas mas por vezes tem-se a sensação que coisas foram acrescentadas para dar resposta a questões que podiam ser abertas. É de referir que o livro tem apenas seis capítulos muito extensos que por vezes podem fazer o leitor cansar-se e perder o interesse. A parte onde eles aprendem a voar é demasiado extensa e podia ter sido tratada em menos páginas. Também necessitava de alguma revisão pois encontrei alguns erros, nomeadamente a nível dos travessões nas falas, que por vezes aparecem e outas vezes não, aparecendo também quando é o narrador.
No geral, está uma obra interessante que deixa no final a vontade de se ler mais.

[Opinião] “O Grande Arquiteto do Universo – do símbolo à fratura” de Robert Kalbach (Campo da Comunicação)



Sinopse:

Símbolo importante da maçonaria, o Grande Arquiteto do Universo surgiu, no século XVI, para representar Deus. Na Maçonaria nascente do século XIX, aparece como o menor denominador comum metafísico, mas, para a imensa maioria dos maçons, é claramente o Deus da Bíblia. Para Newton, sábio da modernidade e, simultaneamente, biblista apaixonado, ele é visto como o Grande relojoeiro e matemático. Ao deus trinitário dos cristãos opõe-se este «deus uno». Mas, como escreveu Voltaire, indo cada um para o céu pelo caminho que mais lhe agradar, este conceito cómodo aceita todas as definições, todos os homens projetam nele as suas próprias crenças, até à mais flexível, a de um «princípio criador» não definido. A referência ao GADU foi, em todo o caso, obrigatória em França até 1877, em todas as lojas de todas as obediências. Foi nesta data que o Grande Oriente de França rompeu com esta obrigação, assentando, assim, as bases da liberdade absoluta de consciência. Através da história deste símbolo, é toda a história da evolução das ideias que levam à nossa «modernidade» que é assim traçada.

Ficha Técnica:

Edição/reimpressão: 2012
Páginas:184
Editor: Campo da Comunicação
ISBN: 9789898465085

Opinião:

Este livro tem como objectivo entender quem é O Grande Arquitecto do Universo na maçonaria e quando é que essa ideia surgiu.
O autor apresenta alguns aspectos da maçonaria desde os seus primórdios até ao seu aspecto actual, referindo nomes como Newton e a Royal Society como estando relacionados com esta sociedade secreta.
A maçonaria é tida como um grande monstro que tem como objectivo controlar o mundo. E muitas vezes é referida como um cancro que se deve combater. Robert tenta neste livro desmitificar e mostrar a história deste culto que remonta à época de Henrique VIII na Inglaterra quando surgiram os primeiros sinais de quebra com a Igreja Católica Romana.
É um bom livro de pesquisa e no qual se consegue entender certos aspectos da maçonaria, um tema tão abordado na literatura contemporânea.

sábado, 6 de abril de 2013

[Opinião] “Harry Potter e a Pedra Filosofal” de J. K. Rowling (Editorial Presença)



Sinopse:

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 6º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma e leitura com apoio do professor ou dos pais.

Harry Potter é antes de mais o fenómeno editorial de 1999. É-o porque demove crianças de jogos de computador e de infindáveis horas frente ao televisor. É-o porque está traduzido em cerca de 30 idiomas. É-o porque tem angariado os mais importantes prémios de literatura infanto-juvenil. É-o, por fim e entre outras inúmeras razões, porque ocupa há meses consecutivos os primeiros lugares das mais importantes listas de vendas mundiais. Mas Harry Potter, o personagem dos livros de J. K. Rowling, não é um herói habitual. É apenas um miúdo magricela, míope e desajeitado com uma estranha cicatriz na testa.

Estranha, de facto, porque afinal encerra misteriosos poderes que o distinguem do cinzento mundo dos muggles (os complicados humanos) e que irá fazer dele uma criança especialmente dotada para o universo da magia. Admitido na escola Howgarts onde se formam os mais famosos feiticeiros do mundo, Harry Potter irá viver todas as aventuras que a sua imaginação lhe irá propocionar. Um grande sucesso editorial que os mais jovens adoram e que apetece também aos adultos.

Ficha Técnica:

Edição/reimpressão: 2002
Páginas: 256
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722325332
Coleção: Estrela do Mar

Opinião:

J. K. Rowling criou uma saga que conquistou todo o mundo. Neste primeiro livro ela apresenta-nos ao já famoso Harry Potter, um rapaz que aparenta ser normal mas que um segredo de família vai-lhe abrir as portas a um mundo fantástico e a um dos melhores antagonistas literários, quem não adora odiar o Voldemort.
Rowling revela desde o início uma excelente qualidade de escrita e consegue prender os leitores, independentemente da sua idade. O seu livro havia sido recusado diversas vezes por ser longo demais. Este é o mais pequeno de toda a saga.
Seguimos as personagens que evoluem ao longo da história, neste primeiro livro a que mais se adapta é a Hermione que começa como um rato de biblioteca e que vai começando a se aproximar das outras pessoas e tornando-se uma heroína como Harry. O trio Harry, Hermione e Ron, complementam-se nas suas fraquezas e nas suas capacidades. Isso é bem visível na parte final do livro.
Adorei rever a história, pessoalmente prefiro os livros do que os filmes. 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Novidade da Bertrand


“Isto é um Assalto” Francisco Louçã e Mariana Mortágua

Um livro que promete ser interessante


Ilustrações de Nuno Saraiva

A história da dívida em Banda Desenhada

Em março de 2012, a Bertrand Editora publicou A Dividadura, de Francisco Louçã e Mariana Mortágua.
Um ano depois, regressamos ao tema que tem dominado a vida dos portugueses, numa edição em Banda Desenhada.
Do texto de contracapa:
«Este livro descreve o assalto que Portugal está a sofrer. Eles estão a cobrar impostos acima das nossas possibilidades, a retirar subsídios de férias e de Natal, que eram as nossas possibilidades, a destruir o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública e a Segurança Social que deveriam ser a devolução dos nossos tributos. Eles querem tudo. Eles, a finança, cobram uma renda sobre o nosso futuro e ainda querem convencer-nos de que somos culpados. Por isso, em Isto é um Assalto, faz-se a conta e cobra-se a fatura: verá como os bancos foram financiados pelos nossos impostos, como a austeridade e a chantagem da dívida estão a criar o maior desemprego da história do nosso país, como a troika destrói a vida das pessoas.»
A banca floresceu com a especulação e a dívida: os seus ativos cresceram para 800% do produto nacional em Chipre, 700% na Islândia, 500% na Irlanda. Até ao dia do colapso. E os impostos foram convocados para pagar o resgate bancário: 60 mil milhões em Espanha só para a banca, 80 mil milhões em Portugal para a banca e credores. Tragédia na Grécia, desastre em Chipre, Portugal a empobrecer. Para financiar este desastre, a troika impôs colossais aumentos de impostos, queda de salários e pensões, mais desemprego. A consequência é mais dívida. Isto é um assalto. Então e se discutíssemos a dívida? É o que se faz neste livro. Da Bíblia à história de D. Sebastião, da restruturação da dívida da Alemanha ao Jogo do Monopólio e ao Feiticeiro de Oz, de Júlio César a Filipe II, dos bancos mafiosos ao triângulo do Espírito Santo com os nazis e com Salazar, aqui tem a história deste assalto moderno.
Francisco Louçã, professor catedrático de Economia, e Mariana Mortágua, economista, escreveram os textos. Nuno Saraiva ilustrou e criou a BD. A Rita Gorgulho coube o design.

Ficha Técnica:

Género: Economia/BD
Autores: Francisco Louçã e Mariana Mortágua
Ilustração: Nuno Saraiva
Design: Rita Gorgulho
Formato: 15 x 23,5 cm
N.º de páginas: 176

O livro será apresentado pelo escritor Urbano Tavares Rodrigues, no lançamento a 10 de abril, pelas 18h30, na Livraria Bertrand do Picoas Plaza, em Lisboa.