segunda-feira, 15 de abril de 2013

[Opinião] “As Filhas do Graal” de Elizabeth Chadwick (Chá das cinco)



Sinopse:

As mulheres descendentes de Maria Madalena possuem dons místicos que ameaçam os poderes estabelecidos. E, agora a igreja quer acabar com eles...

França, século XIII: Bridget cresceu aprendendo a controlar os dons místicos da sua antepassada Maria Madalena, cuja ininterrupta linhagem feminina manteve vivo um legado de sabedoria durante milénios. Mas agora, a todopoderosa Igreja Católica jurou destruir Bridget por ter usado os seus talentos curativos e as suas habilidades naturais.

O dever de Bridget, de continuar a linhagem, leva-a até aos braços de Raoul de Montvallant, um misterioso católico. E quando a perseguição da Igreja leva Raoul a rebelar-se, a Igreja só vê um caminho: a vingança e uma cruzada de sangue. Uma história maravilhosa e arrepiante que reúne romance, misticismo e muita emoção.

Ficha Técnica:

Chancela: Chá das Cinco
Data 1ª Edição: 22/03/2013
ISBN: 9789897100505
Nº de Páginas: 384
Dimensões: [160x230]mm
Encadernação: Capa Mole

Opinião:

Como começar a minha opinião acerca deste livro? Numa frase: Este livro é espectacular e altamente viciante. Elizabeth Chadwick leva-nos numa viagem à França Medieval, em plena cruzada contra os Cátaros, a inquisição encontrava-se no seu auge e as fogueiras ardiam por todo o lado. Os cátaros tornavam-se mais poderosos e a Igrejo romana sentia-se ameaçada e queria destruí-los. Reza a lenda que eles tinham em sua posse o Santo Graal.

Neste romance, Chadwick apresenta a linhagem de Maria Madalena como uma importante base para a fé cátara, as suas descendentes tinham poderes mágicos, curam os feridos sem olhar a quem e também conseguem ter vislumbres do futuro. Ela consegue tornar isto natural e credível, levando o leitor a entrar no enredo de uma forma natural e acaba por ficar preso na história.

As personagens são realistas, os cenários detalhados. Não consegui pousá-lo sem chegar ao final. É impossível não nos apaixonarmos por Bridget, Raoul, Magda, entre outros. Todos eles evoluem ao longo da saga e cada um tem de aceitar as personalidades e crenças dos outros. O que torna o romance interessante.
A pessoa que mais evolui é a Claire, que começa como uma jovem virginal, acaba por perder a sua inocência e sofre horrores, tem de aceitar o que lhe acontece e encontrar paz interior. Por sua vez Bridget tem um conhecimento do possível futuro e toma uma posição de observador, sem interferir muito com os acontecimentos.

Seguimos duas gerações ao longo deste livro, tendo assim muitas personagens que agradam ao leitor e com as quais ele se pode identificar.

É um livro que me surpreendeu e que li sem o pousar. Recomenda-se vivamente.

domingo, 14 de abril de 2013

[Opinião] “Marés Perigosas” de Christine Feehan (Saída de Emergência)



Sinopse:
Sete irmãs…

Venha conhecer a história de Libby Drake, a mais bela, misteriosa e sensível das irmãs Drake.

A Dr.ª Libby Drake é uma mulher sensível e prática. Para as suas irmãs muito mais aventureiras, ela sempre foi a «rapariga bem-comportada». Certamente que não a veem como uma mulher capaz de atrair a atenção de um génio como Ty Derrick – até um acidente trágico deixar o atraente bioquímico à sua mercê.

Ao ajudá-lo, ela vai avivar os desejos há muito reprimidos do recém despertado Ty pela mulher que lhe salvou a vida. Mas ele não é o único homem que anda de olho em Libby Drake. Ela captou igualmente a atenção de um admirador perigosamente influente. Alguém que persegue a sua beleza elementar e tem algum objetivo perverso. E está disposto a tudo para o conseguir.

Com a sua combinação sensual de romance e suspense de cortar a respiração, a campeã de vendas número um do New York Times, Christine Feehan, chega com ousadia onde nenhum outro escritor chegou. Desta feita apresenta-nos Libby Drake, uma das mágicas irmãs Drake todas elas encantadas por profecias de amor…

Ficha Técnica:

Saga/Série: Saga Irmãs Drake  Nº: 1
Data 1ª Edição: 05/04/2013
ISBN: 9789896375027
Nº de Páginas: 352
Dimensões: [160x230]mm
Encadernação: Capa Mole

Opinião:

Este livro é o quarto de uma saga editada pela Saída de Emergência. Nunca li nada de Christine Feehan, mas fiquei rendida à sua narrativa, inicialmente custou-me entrar no enredo porque não conhecia a saga e não conhecia as personagens. Depois de entender quem era quem, não me custou a ler a história e facilmente segui a história.

Todas as irmãs Drake possuem algum poder mágico. Este volume centra-se numa irmã, a Libby que é médica e que o seu dom é curar.

 Esta mistura entre a magia e o mundo real é algo que ultimamente os autores de fantasia têm explorado recentemente abrindo todo um novo estilo e uma nova analogia com a realidade abrangendo assim um maior número de leitores.

As personagens que Christine Feehan criou são realistas, mesmo tendo os poderes mágicos, estes são tão naturais que o leitor aceita como parte delas. A cena em que Libby salva a vida de Ty é um dos momentos em que essa faceta se manifesta. É totalmente credível, enquanto lemos, que ela consiga curá-lo. Mas, ao contrário de muitos livros de fantasia, sempre que ela usa esse poder coloca a sua vida em risco e mesmo a vida das suas irmãs.

Por seu lado Ty, encontra-se dividido entre a sua mente científica, a qual rejeita a magia, e o amor que sente por Libby. É a minha personagem preferida, porque é o mais céptico de toda a cidade e que tem de ser convencido que a magia existe de uma forma extrema. Acabando por se render. É uma personagem forte, decidida e teimoso, com todos os génios são.
Durante a acção existe um mistério que envolve os dois e alguém que tem atentado contra a vida dos dois. Que aumenta a tensão com a evolução do livro e do romance dos dois até um final surpreendente e que é impróprio para cardíacos, eu admito que este me apanhou desprevenida, o que é raro.

Também é de notar que a autora abordou um tema acerca da investigação do Ty acerca de medicamentos e ensaios clínicos, que revela todo o trabalho de investigação da autora.

Este livro tem cenas escaldantes que estão descritas de uma forma exemplar e com bom gosto. Recomenda-se a quem gosta de um livro completo e com uma trama envolvente. Eu fiquei completamente viciada e não o consegui largar enquanto não o parei de ler que foi de madrugada.

Entrevista Internacional - Sarah Sundin



Sarah Sundin é farmacêutica hospitalar e vive no norte da Califórnia com o marido e três filhos. O seu tio-avô voou com a Oitava Força Aérea dos EUA em Inglaterra. Sarah tem um bacharel em Química pela UCLA e um doutoramento em Farmácia pela Universidade de São Francisco. A Quinta-essência publicou já “Nas Asas do Amor”, “Nas Asas da Memória” e “Nas Asas do Amanhã”.










1.       When did your passion for writing start?

Quando é que começou a sua paixão pela literatura?

I’ve always loved to read, but I didn’t think about writing for publication until January 2000. Then I had a story idea that wouldn’t leave me alone. I simply had to write it. I loved writing that story so much, and I was thrilled when more story ideas came to me.

Eu sempre adorei ler, mas nunca pensei em escrever para publicar até Janeiro de 2000. Quando tive uma ideia para uma história que não me deixava em paz. Eu simplesmente tive de a escrever. Eu gostei tanto de escrever aquela história, e fiquei extasiada quando tive mas ideias.

2.       Here in Portugal there is a stigma that science people don’t know how to write. What can you say to our writers from your point of view, as a scientist and a writer.

Em Portugal existe o estigma que os cientistas não sabem escrever. O que tem a dizer aos nossos escritores do seu ponto de vista, enquanto cientista e escritora.

Same stigma in the US—and it’s mostly based on truth. Most scientific people I know can’t write well at all, but a number of us can. I know several physicians and nurses, an engineer, a geologist, a biochemist, a physicist—and another pharmacist—who are published novelists.

Existe o mesmo estigma nos US – e é maioritariamente baseado na realidade. A maioria dos cientistas que conheço não consegue escrever bem, mas alguns de nós conseguem. Eu conheço vários físicos e enfermeiras, um engenheiro, um geólogo, um bioquímico, um físico -  e outro famaceutico – que são romancistas publicados.

3.       How did you handle the rejection letters of your first book?

Como é que lidou com as cartas de rejeição do seu primeiro livro?

It’s never easy to be rejected. Most of the letters were “good” rejection letters—they liked my story, characters, and writing—but they weren’t looking for my genre. Two things helped me through. First, I loved the characters so much, I had to keep writing their stories. Second, I kept praying.

Nunca é facil ser-se rejeitado. A maioria das cartas eram “Boas” cartas de rejeição – eles gostaram da minha história, personagens, e forma de escrever -  mas não estavam à procura do meu género. Duas coisas ajudaram-me a ultrapassar.  Primeiro, eu gostava muito das personagens, e continuei a escrever as suas histórias. Segundo, continuei a rezar.

4.       You received in 2011 an award, how did it feel to see your work recognized?

Em 2011 recebeu um prémio, como é que se sentiu a ver o seu trabalho reconhecido?

I was stunned and touched and thrilled. It meant so much to me to be recognized by the writers who had mentored me for years.

Eu fiquei chocada e emocinada e extasiada. Significou tanto para mim ser reconhecida por escritores que foram meus mentores por anos.

5.       How do you manage your personal life and writing?

Como é que organiza a sua vida pessoal e escrever?

I’m still working on that. I’ve had to scale back some of my non-writing activities to make sure I have enough time for my family.

Ainda estou a trabalhar nisso. Eu tive de reduzir as minhas actividades não literárias de modo a ter a certeza que tinha tempo para a minha família.

6.       Why did you choose the Second World War has background of your trilogy?

Porque é que escolheu a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo para a sua triologia?

I think it’s such a fascinating time period, when ordinary men learned they could do extraordinary things, and when women explored new roles—while remaining ladies. It was a time of intense drama and danger and even romance.

Eu acho que é um período histórico fascinante, quando homens normais aprenderam que podiam fazer coisas extraordinárias, e quando as mulheres exploraram novos papeis – permanecendo senhoras. Foi um período de drama intenso e perigo e até romance.

7.       Which one is your favorite character?

Qual  é a sua personagem preferida?

That’s like asking which of my three children is my favorite. I love them all equally, but I see all their strengths and weaknesses.

Isso é como me perguntar qual dos meus três filhos é o meu preferido. Eu gosto deles de forma igual, mas eu vejo todas as suas força e fraquezas.

8.       Who are your favorite writers and influences?

Quais são os seus atores preferidos e as suas influências?

My all-time favorite author is Jane Austen. I love the characters, the romance, and the humor.

A minha autora preferida é a Jane Austen. Eu adoro as personagens, o romance, e o humor.

9.       How did your faith influence your writing?

Como é que a fé influencia a sua escrita?

My relationship with the Lord is the most important part of my life, so I can’t imagine writing a novel without God in it. My main purpose in writing is simply to tell a good entertaining story, but I also hope that readers will grow closer to God by watching how my characters grow and change.

A minha relação com Deus é a parte mais importante da minha vida, portanto não consigo imaginar escrever um romance sem Deus nela. O meu principal prepósito em escrever é simplesmente contar uma história boa e divertida, mas também  espero que os leitores se aproximem de Deus ao verem como os meus personagens crescem e evoluem.

10.   Do you have any message to your Portuguese readers?

Tem alguma mensadem para os seus leitores portugueses?

I love my Portuguese readers so much! My books are also available in Dutch and German, but I receive by far the most emails and Facebook messages from Portugal. I’ve enjoyed chatting with all of you. Obrigado!!

Eu adoro os meus leitores Portugueses! Os meus livros estão disponíveis em holandês e Alemão, mas eu recebo, de longe, mais e-mails e mensagens no Facebook de Portugal. Eu gosto de falar com todos vocês. OBRIGADO!!

sábado, 13 de abril de 2013

[Opinião] “O Vampiro Lestat volume 2” de Anne Rice (Publicações Europa-América)



Sinopse:

Na sequela de Entrevista com o Vampiro, Lestat é um excêntrico e sedutor vampiro que, ao longo de várias eras, procura as suas origens e quer desvendar o segredo da sua obscura imortalidade. Essa vertiginosa viagem leva-o da Inglaterra dos druidas aos lupanares de Paris do século XVIII e à Nova Orleães finissecular.
Avesso ao código de honra dos vampiros, que lhes impõe o silêncio sobre a sua condição, Lestat revela-se na esperança de que os imortais se unam para descobrirem o mistério da sua existência. E é então que Lestat, o caçador, se transforma numa presa.

Ficha técnica:

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 264
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721040328
Coleção: Obras de Anne Rice

Opinião:

A crítica ao primeiro volume de “O Vampiro Lestat” já saiu aqui no blog.
Novamente, acompanhamos as memórias deste vampiro que nos leva a viajar pelo mundo, neste volume vamos até ao Cairo e a Nova Orleães, onde ele conhece Louis, personagem principal do primeiro volume destas crónicas “Entrevista com o Vampiro”. Esta saga tem aumentado de intensidade, quer a nível de acção quer a nível do desenvolvimento das personagens.
Neste segundo volume, a história não se centra tanto no Lestat, ma sim no que ele vai descobrindo acerca dos vampiros e dos seres nocturnos com quem se cruza, Armand, Marius, Enkil e Akasha.
Lestat que nunca quis estar só acaba por se tomar consciência que esse será, inevitavelmente, o seu destino por mais vezes que o tente enganar.
Quem viu o Filme “Rainha dos Malditos” que foi inspirado neste livro e no seguinte da saga chega à conclusão que este não tem a ver com a história de Anne Rice. A qual é muitas vezes superior.
As cenas introspectivas de cada personagem são bastante elucidativas do seu estado mental. As cenas de acção são completas e prendem o leitor.
Este volume agarra o leitor e a forma como termina desperta a curiosidade para o “A Rinha dos Malditos”. É sem dúvida a melhor saga de vampiros que já li e que agarra os leitores de uma forma subtil e que se entranha na nossa pele, deixando-nos a vontade de ler mais e mais.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

[Opinião] “O Vampiro Lestat – Volume 1” de Anne Rice (Publicações Europa-América)


Sinopse:
Lestat, personagem de Entrevista com o Vampiro, tem uma história para contar. O segundo volume da saga «Crónicas dos Vampiros» acompanha Lestat ao longo de várias eras, à medida que ele procura as suas origens e desvenda o segredo da sua obscura imortalidade.
Extravagante e apaixonado, Lestat mergulha nos lascivos lupanares de Paris do século XVIII, na Inglaterra dos druidas e na Nova Orleães finissecular. Após um sono profundo de cinquenta e cinco anos, Lestat está fascinado pelo mundo moderno. Quando quebra o código de honra dos vampiros, que lhes impõe o silêncio sobre a sua condição, Lestat revela-se na esperança de que os imortais se ergam e se unam para descobrirem o mistério da sua existência. E é então que Lestat, o caçador, se transforma numa presa.

Anne Rice é a autora consagrada de vários best-sellers na área da literatura de fantasia e gótica. Entre êxitos como A Rainha dos Malditos e A Hora das Bruxas, alcançou a notoriedade com Entrevista com o Vampiro, um clássico que redefiniu a literatura de vampiros e foi adaptado ao cinema por Neil Jordan.

Ficha Técnica:

Título original: The Vampire Lestat
Tradução: Sophie Vinga
Colecção: Obras de Anne Rice
Pp.: 256
Formato: 14 cm x 21 cm
ISBN: 978-972-1-04002-1
Data de edição (2.ª): Dezembro de 2006

Opinião:

Este é o segundo volume da série “Crónicas dos Vampiros” de Anne Rice. O primeiro volume “Entrevista com o Vampiro” já foi criticado aqui no blog.
Em “O vampiro Lestat” ficamos a conhecer melhor o infame Lestat, que Louis definiu como sendo vil e vingativo. Ele pretende viver na luz e não oculto nas sombras, após ler o “Entrevista com o Vampiro” ele decide contar a sua versão da história.
Conhecemos tudo o que estava por trás da sua forma de ser e de reagir. Também entendemos melhor outras personagens do primeiro volume, como é o caso do vampiro Armand e as suas relações com o Lestat. Também surgem personagens misteriosas, cujos segredos têm de ser desvendados.
Novamente, Anne Rice consegue-nos surpreender, pois Lestat é completamente diferente das ideias pré-concebidas que tínhamos após a leitura do primeiro livro e conhecemos o seu lado mais humano.
Todas as personagens tornam-se mais reais ao longo da história, sofrendo alterações ao longo da narrativa. Anne Rice continua a demonstrar porque é que é chamada de mãe dos vampiros e leva-nos numa viagem alucinante ao mundo oculto e negro, onde estas criaturas residem.
A autora continua a comprovar a sua mestria nos relatos na primeira pessoa, encarnando na sua plenitude a personagem principal enquanto narrador. Reflete os seus sentimentos com precisão, os seus desejos são bem patentes nas suas palavras. As descrições das ruas de Paris pré-Napoleónica são bem desenvolvidas e podem mesmo chocar alguns leitores pela forma crua como são descritos.
Estou ansiosa para ler o segundo volume deste livro “O Vampiro Lestat”.