quarta-feira, 17 de julho de 2013

[Opinião] “Sedução” de Nora Roberts a escrever como J. D. Robb (Chá das Cinco)

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Sinopse:

A rainha da literatura romântica agora também é a rainha do policial

A Tenente Eve Dallas está em perseguição de um serial killer que vitimiza jovens mulheres em encontros amorosos virtuais. Assim que o assassino marca um encontro, prepara um cenário de velas acesas, música, pétalas de rosa espalhadas por cima da cama, toda uma sedução planeada para lhe dar prazer a ele, não a ela. A arma do crime: uma rara e invulgarmente indetetável droga de violação e de valor incalculável.

Eve revê incessantemente as pistas, mas a inteligência deste psicopata romântico tornam o caso inteiro um pesadelo, num momento em que a detetive se sente vulnerável e fragilizada pelos demónios do passado. Estará o fim da carreira como polícia a aproximar-se para Eve? Ou conseguirá Roarke, o seu marido, resgatar Eve do negrume que a atormenta?

Ficha Técnica:

Chancela: Saida de Emergência
Data 1ª Edição: 05/07/2013
ISBN: 9789897100581
Nº de Páginas: 320
Dimensões: [160x230]mm
Encadernação: Capa Mole

Opinião:

Este é o segundo livro que li desta autora, o primeiro foi o “Fumo Azul” que já foi criticado aqui no blog anteriormente. Se gostei desse livro, pelo “Sedução” apaixonei-me. Este volume pertence a uma série que a autora escreve sob o pseudónimo de J. D. Robb. À parte da polémica associada à escolha do título por parte da SDE, comecemos por falar da capa, esta chama a atenção pela sua tonalidade, que se destaca numa livraria e mesmo entre os restantes volumes da autora desta colecção, este é o décimo terceiro.

Quanto à forma de escrever de Nora enquanto J. D. Robb, é diferente do que estamos habituados. É mais crua e mais descritiva, o que apreciei bastante.

Quando o gato gosrdo, Galahad, lhe deu uma turra no braço, pegou nele. Ficou ali sentada, a Tenente Dallasm polícia há onze anos, reconfortando-se com um gato da mesma forma que uma criança faria com um urso de peluche.

Em “Sedução” acompanhamos a história da Tenente Eve Dallas, a qual persegue um serial killer perigoso. A história está bem construída e vi-me por vezes à beira de gritar “Não, não faças isso” ou “Ele está mesmo ali!”, tal como se se tratasse de um filme em que estamos abraçados a uma almofada e prestes a desfazê-la em pedaços. Este livro deixou-me essa sensação e penso que seja já habitual nesta série.

Eve é uma mulher forte, mas fragilizada por eventos no seu passado que a marcou profundamente, inicialmente custou-me a entender o que a autora falava em certas partes porque remetia para os outros livros que não li, mas facilmente compreendi o contexto e apreciei a história. Eve é uma mulher muito inteligente e que é menosprezada por muita gente, assumem que ela se deixa pisar e adorei vê-la a descobrir tudo e a fazer ver os seus pontos de vista.

Roarke é o homem perfeito para ela, igualmente torturado, consegue ser o apoio que Eve precisa e está sempre disposto a ajudá-la mesmo quando ela não lho pede.

Quanto ao Vilão, não quero levantar muitos spoilers por isso apenas digo que é bastante interessante a solução que a autora encontrou e que este me irritava profundamente. Eu desejava que ele fosse rapidamente apanhado, antes que cometesse outro crime. Aqui fali ele como vilão, agora mais não adianto, têm mesmo de ler.


É um romance policial viciante e que nos deixa em suspenso até às ultimas páginas.
Reacções:

1 comentário:

  1. Deixe-me aconselhar - vos a lerem "Pedras Negras" de Cati Martins (disponíveis na Bertrand)!

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