sábado, 29 de dezembro de 2012

Boas Entradas


[Opinião] “Quando Menos Esperamos” de Sarah Dunn



Sinopse:

Holly Frick é uma escritora nova-iorquina de trinta e cinco anos, inteligente e divertida, que se vê confrontada com a separação do marido, Alex, por quem ainda está apaixonada. No seu círculo de amigos todos parecem capazes de retirar algum prazer da situação de vida em que se encontram, e Holly decide fazer o mesmo. Compra um cão e envolve-se com um rapaz bastante mais novo. O quotidiano de Holly e dos seus amigos, as amizades, os casos amorosos e as aventuras sexuais, a busca incessante da felicidade e do amor formam um complexo padrão afectivo e emocional que é aqui retratado com profundidade, subtileza e muito humor.

Ficha Técnica:

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 248
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722343862
Coleção: Grandes Narrativas

Opinião:

Este livro foi uma das minhas prendas de Natal. É um livro leve e o qual seguimos sem grandes dificuldades. Mostra-nos a vida de um grupo de amigos, os quais têm todo o tipo de complexos, desde medo de compromissos a traições. As personagens que Sarah criou são bastante realistas, e caracterizam bem a sociedade actual na cidade de Nova Iorque. O isolamento e as neuroses são o tema deste livro. O divórcio é a solução rápida para os casamentos, quer sejam felizes ou não, que se acumulam como cromos de uma caderneta. E a desculpa será sempre, não era bem aquilo que eu queria, era a pessoa errada.
Este é um livro de leitura rápida, sem grandes introspecções nem grandes conflitos. O fim pode surpreender o leitor mais distraído, mas a história torna-se previsível a partir de um certo ponto. A escrita da autora é simples e directa.
É  livro perfeito para quem quer apenas descansar a cabeça numa leitura branda.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

[Opinião] "Percepção- uma estranha realidade" de Sara Farinha (Alfarroba)



Sinopse:

Joana cedo descobriu que os estados emocionais dos outros toldavam o seu raciocínio e moldavam o seu comportamento.
Em busca duma vida anónima, Joana esconde-se em Londres, procurando ignorar a maldição que a impede de viver uma vida normal. É aí que a sua vida se cruza com a de Mark, um arqueólogo americano que viaja pelo mundo à procura de outros sensitivos como ele. Joana relutantemente aceita a amizade de Mark, acabando por encontrar nele o seu maior aliado na aprendizagem sobre a vivência dum sensitivo.
As capacidades crescentes de Joana atraem as atenções não só de Mark como do Convénio, uma organização ilegal que pretende reunir sobre o seu domínio todos os sensitivos. É apenas quando a sua melhor amiga é posta em perigo, que Joana descobre que a sua maldição pode ser um dom, e que a vida ultrapassa todos os seus receios e expectativas.

Ficha técnica:

Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 220
Editor: Alfarroba
ISBN: 9789898455284

Opinião:

Este livro foi mais um dos que me surpreendeu este ano de 2012. Sara Farinha consegue criar uma harmonia entre a parte do romance e da acção neste livro. A história que acompanhamos é a de Joana, uma pessoa que se isola do mundo devido a ser “Sensitiva”. Mas o que é isto? A autora tenta responder a esta pergunta ao longo de todo o livro. O leitor vai descobrindo a resposta ao mesmo tempo que a personagem o que faz com que fiquemos agarrados.
Joana começa como uma pessoa tímida, bastante fechada, podendo-se considerar até antissocial, tendo apenas Lara como amiga. Vemos o seu desabrochar e crescimento após conhecer Mark. O mistério que envolve Mark e a sua estranha aparição na vida de Joana é um outro ponto alto. Esta personagem actua como professor dela, o seu mentor. Mas quem é que ele é?
O que é o convénio? Será que eles conseguem converter a Joana à sua vontade? Porque é que ela é tão importante?
Todas as personagens foram bem trabalhadas pela autora, mas não foi tudo dito no primeiro livro. Há mais coisas a descobrir e a investigar.
A atracção entre as duas personagens principais está bem descrita, as palavras que Sara utilizou transmitem perfeitamente a intensidade da relação de ambos, não deixando o leitor indiferente. Gostei bastante da linguagem utilizada, e da escrita fluída da autora.
O livro devora-se em poucas horas e quando se acaba deseja-se continuar a história. Espero poder ler em breve a continuação.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Em Janeiro num cinema Perto de Si



Alex Cross, protagonista da série policial mais vendida em todo o mundo, está de regresso ao grande ecrã, desta vez em “Eu, Alex Cross”. Depois da publicação do livro no passado mês de novembro, dia 3 de janeiro chega então às salas de cinema nacionais o terceiro filme inspirado na coleçãobestseller mundial Alex Cross, do autor mais bem sucedido em todo o mundo, James Patterson. Tyler Perry, como Dr. Alex Cross, e Matthew Fox, o vilão, são os protagonistas do filme.

O lançamento do livro Alex Cross rapidamente despertou a memória de quem vibrou com os filmes «Na Teia da Aranha» e «Beijos que Matam», então com Morgan Freeman no papel de Dr. Alex Cross.

Conheça melhor James Patterson e os espantosos números que fazem deste escritor o mais bem sucedido do momento em todo o mundo, e ainda mais alguns pormenores do livro Alex Crossaqui

Os primeiros capítulos do livro estão disponíveis online para ler ou descarregar, aqui.



[Opinião] “O Monte dos Vendavais” de Emily Brontë (Civilização Editora)


Sinopse:

Mr. Lockwood aluga uma casa no Yorkshire para uma calma temporada no campo. Contudo, certa noite, ao ver-se forçado a pernoitar na obscura mansão de Wuthering Heights à conta de uma forte tempestade, irá descobrir e quase reviver os tormentosos acontecimentos aí ocorridos anos antes, e que perduram no tempo como uma terrível maldição.
O Monte dos Vendavais centra-se na relação intensa entre Heathcliff, um jovem cigano adotado, e Catherine Earnshaw, a filha do próspero patriarca que acolhe Heathcliff no seio da sua família, e explora magistralmente as consequências trágicas da escolha que Catherine teve obrigatoriamente de fazer entre o amor de Heathcliff e as obrigações sociais a que estava sujeita por condição e nascimento. Esta é uma história de amor intenso e trágico que o tempo há muito consagrou.

Ficha técnica:

ISBN: 9789722635912
Páginas : 312 páginas
Capa dura

Opinião:
Neste livro acompanhamos o amor impossível de Heathcliff e de Catherine. Sabemos que estes nunca terão a oportunidade de serem felizes. É uma história condenada ao fracasso desde as primeiras páginas, sofremos os desamores das personagem e as escolhas que ambos fazem que os afastam um do outro.
Ambas as personagens são pessoas más e egoístas, as quais recorrem a todo o tipo de artimanhas para fazerem o outro sofrer. As personagens foram escritas há muito tempo atrás, mais precisamente no século XVIII, e apesar disto continuam tão reais como o eram naquela altura. O sentimento de possessão sobre outra pessoa ainda existe actualmente e a obsessão leva a comportamentos extremos. As personagens secundárias que Emily criou são igualmente ricas, alguns são loucos, outros rústicos, mas todos igualmente apaixonados e fortemente fiéis às suas convicções.
Um livro pesado e lúgubre. Repleto de emoções e de pontos altos.
A história é contada pela ama da Catherine, Nelly, a qual relembra todos os pormenores e o desenrolar dos acontecimentos. Emily Brontë escreveu um romance negro, que tem situações que nos arrepiam. As suas descrições transmitem todos os sentimentos que as personagens sentem em cada momento. Um excelente livro de uma das famosas irmãs Brontë.
Quanto a esta edição, adorei a capa dura. Admito que sou maluca por livros assim. São mais duradouros e quando lemos dão-me outra sensação. Temos no início um resumo da vida de Emily Brontë e das suas irmãs e uma pequena análise da obra, que é uma ajuda para nos situarmos na época em que esta foi escrita.
Este é um dos livros da nova coleção que a Editora Civilização lançou, a baixos preços temos acesso a alguns dos clássicos da literatura mundial. As capas são lindas como se pode ver na imagem seguinte. Espero que gostem tanto como eu deste livro.



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

[Opinião] “100 Graus Celsius” de Miguel Aires-Lisboa (Chiado Editora)




Sinopse:

Em Agosto de 2013 apareceu no Céu o Grande Sol, a Nova Solar. Enquanto a superfície do planeta ardia e a maior parte da sua água se evaporava, a loucura apoderou-se das nações e uma guerra termonuclear sem precedentes fustigou ainda mais a Terra moribunda. A Humanidade à beira da extinção foi salva pela ciência. Quase dois séculos e meio depois, Lourenço Rios, açoriano e ex-detective particular, aceita um último trabalho que o faz percorrer parte do que resta do mundo e as novas colónias do sistema solar à procura de si próprio, de justiça, e até mesmo de Deus e da origem da Vida. É neste cenário pós-apocalíptico, onde as viagens interplanetárias são tão banais quanto necessárias, que se desenrola toda uma intriga que nos leva da Terra a Marte, e às luas geladas de Júpiter onde o comércio de água, o bem mais precioso do Universo, dita as suas leis. E o mundo? Será que começa e acaba sempre quando um homem e uma mulher se apaixonam? E será possível amar no Inferno?

Ficha técnica:

Edição/reimpressão: 2010
Editor: Chiado Editora
ISBN: 9789898222787

Opinião:

“110 Graus Celsius” leva-nos de um mundo pós-apocalíptico onde a humanidade luta pela sobrevivência. O sol transforma-se numa Nova, a camada de ozono desaparece e a Terra fica à mercê dos prejudiciais raios ultravioletas. Quase sem água e com o Oxigénio a escassear, são tempos desesperados.
Quanto ao livro em si, a ideia está muito interessante e as consequências do “ desastre” muito realistas. O ritmo do livro inicia lento mas vai acelerando com avançar da história. Apesar de ter alguns termos científicos, Miguel Aires-Lisboa, conseguiu criar um romance acessível a todos os leitores.
O mundo é bastante realista e as descrições dos cenários são curtas mas eficazes. Somos facilmente transportados para Marte, Io e para outros tantos lugares. Achei bastante prática a solução para o problema da duração de uma viagem interplanetária e as escolhas que não dadas aos passageiros.
As personagens são bastante interessantes, é bem evidente que todas têm um passado, mesmo que não esteja implícito no livro. Estão bem desenvolvidas e “não caem do céu” todas têm uma razão de existir.
O livro em si tem algumas gralhas. São coisas simples como por exemplo hífens fora do sítio, coisas que passam despercebidas facilmente numa revisão. Isto não afecta de modo nenhum a leitura do mesmo.
O final, esse está bastante interessante. Vemos a evolução de Lourenço Rios, será que a viagem o irá mudar? O que é que ele descobrirá acerca de si próprio?
Um livro para quem é amante da ficção científica e para curiosos. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

[Opinião] "A Branca de Neve" de Suzanne Kabok e Benjamin Lacombe (Editora Paleta de Letras)



Sinopse:

“Branca de Neve” é o primeiro livro do talentoso ilustrador francês Benjamin Lacombe a ser publicado em Portugal. Tem a chancela da editora Paleta de Letras e chega às livrarias como uma forte aposta de natal para o público infanto-juvenil.
Bem ao seu estilo, Lacombe apresenta-nos uma Branca de Neve envolta em mistério e nostalgia, com imagens a transportarem-nos para o reconto surrealista da obra. O ilustrador recria os personagens tradicionais da versão do conto dos irmãos Grimm.

Benjamin Lacombe, Ilustrador da Obra:

   Lacombe andou na Escola Nacional de Artes Decorativas (ENSAD) em Paris e, aos 19 anos, publicou o seu primeiro livro. Desde então, trabalhou com dezenas de editoras de todo o mundo e os seus temas recorrentes são a juventude, a melancolia, a solidão e a diferença, temáticas tabu que fogem ao habitual universo infantil colorido e que, num misto de inspiração pré-rafaelista e contemporânea, resultam num estilo próprio.

Ficha Técnica:

Baseado no conto de Jacob & Wilhelm Grimm
Adaptação de Suzanne Kabok
Tradução de Elisabete Santos
Ilustrado por Benjamin Lacombe
1ª Edição: Novembro de 2012

Opinião:

Quando abri o envelope onde vinha o exemplar deste livro, fiquei deslumbrada. A primeira coisa que fiz foi folheá-lo e ver as belas e delicadas ilustrações que o compõem. Os meus olhos ficaram deslumbrados. O livro é agradável ao toque, com as suas folhas rugosas, despertando assim mais um sentido, enriquecendo a experiência de leitura. É um livro de capa dura e de maior do que uma folha A4. Adorei os pormenores como é o caso da página 24, onde as imagens interagem com o texto. De todas as ilustrações a minha preferida é de quando a Branca de Nove come a maçã. Consegue-se ver todo o trabalho nos pormenores que o ilustrador Benjamin Lacombe, tornando-se assim num dos meus de eleição.
Era uma vez… é já uma expressão intemporal que nos leva imediatamente para um mundo de fantasia e de magia.
Quem não conhece a Branca de Neve e as suas tribulações? Existem imensas versões para esta história. Vimos em filmes e em séries recentes o renascimento dos contos de fadas. Mas, a versão original deste conto continua a ser a minha preferida. O lado negro que associamos aos contos dos Grimm ainda se encontra nesta obra. A Madrasta má e bruxa que tem ciúmes de uma pequena rapariga a quem começa a florescer a beleza, enquanto a sua começa a definhar. São daquelas histórias infantis que nos dão sempre lições de moral e regras de conduta. Não abras a porta a estranhos. Um conselho que Branca de Neve, inocente, não segue e acaba por ser enganada por três vezes pela Madrasta. A adaptação de Suzanne Kabok é muito próxima da versão dos irmãos Grimm e daí estar no top das minhas preferidas, neste momento.
O tom da obra permite uma interacção entre adultos e crianças. Tornando-se numa experiência enriquecedora. E um bom momento passado em família. Pois nós, os adultos, também gostamos dos contos de fadas e de viajar de regresso à nossa infância.
Um livro é uma obra de arte. E a Editora Paleta de Letras levou este ao seu expoente máximo. “Branca de Neve” é uma obra que fica ao lado dos maiores pintores do mundo. A beleza do livro é incrível e a qualidade dos materiais utilizados, excelente. Um livro que se recomenda comprar para se ter em todas as casas, e com o Natal à porta é uma prenda para se fazer uma criança feliz. E aproveitar a tarde fria de 25 de Dezembro para partilhar uma história intemporal.