sábado, 13 de abril de 2013

[Opinião] “O Vampiro Lestat volume 2” de Anne Rice (Publicações Europa-América)



Sinopse:

Na sequela de Entrevista com o Vampiro, Lestat é um excêntrico e sedutor vampiro que, ao longo de várias eras, procura as suas origens e quer desvendar o segredo da sua obscura imortalidade. Essa vertiginosa viagem leva-o da Inglaterra dos druidas aos lupanares de Paris do século XVIII e à Nova Orleães finissecular.
Avesso ao código de honra dos vampiros, que lhes impõe o silêncio sobre a sua condição, Lestat revela-se na esperança de que os imortais se unam para descobrirem o mistério da sua existência. E é então que Lestat, o caçador, se transforma numa presa.

Ficha técnica:

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 264
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721040328
Coleção: Obras de Anne Rice

Opinião:

A crítica ao primeiro volume de “O Vampiro Lestat” já saiu aqui no blog.
Novamente, acompanhamos as memórias deste vampiro que nos leva a viajar pelo mundo, neste volume vamos até ao Cairo e a Nova Orleães, onde ele conhece Louis, personagem principal do primeiro volume destas crónicas “Entrevista com o Vampiro”. Esta saga tem aumentado de intensidade, quer a nível de acção quer a nível do desenvolvimento das personagens.
Neste segundo volume, a história não se centra tanto no Lestat, ma sim no que ele vai descobrindo acerca dos vampiros e dos seres nocturnos com quem se cruza, Armand, Marius, Enkil e Akasha.
Lestat que nunca quis estar só acaba por se tomar consciência que esse será, inevitavelmente, o seu destino por mais vezes que o tente enganar.
Quem viu o Filme “Rainha dos Malditos” que foi inspirado neste livro e no seguinte da saga chega à conclusão que este não tem a ver com a história de Anne Rice. A qual é muitas vezes superior.
As cenas introspectivas de cada personagem são bastante elucidativas do seu estado mental. As cenas de acção são completas e prendem o leitor.
Este volume agarra o leitor e a forma como termina desperta a curiosidade para o “A Rinha dos Malditos”. É sem dúvida a melhor saga de vampiros que já li e que agarra os leitores de uma forma subtil e que se entranha na nossa pele, deixando-nos a vontade de ler mais e mais.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

[Opinião] “O Vampiro Lestat – Volume 1” de Anne Rice (Publicações Europa-América)


Sinopse:
Lestat, personagem de Entrevista com o Vampiro, tem uma história para contar. O segundo volume da saga «Crónicas dos Vampiros» acompanha Lestat ao longo de várias eras, à medida que ele procura as suas origens e desvenda o segredo da sua obscura imortalidade.
Extravagante e apaixonado, Lestat mergulha nos lascivos lupanares de Paris do século XVIII, na Inglaterra dos druidas e na Nova Orleães finissecular. Após um sono profundo de cinquenta e cinco anos, Lestat está fascinado pelo mundo moderno. Quando quebra o código de honra dos vampiros, que lhes impõe o silêncio sobre a sua condição, Lestat revela-se na esperança de que os imortais se ergam e se unam para descobrirem o mistério da sua existência. E é então que Lestat, o caçador, se transforma numa presa.

Anne Rice é a autora consagrada de vários best-sellers na área da literatura de fantasia e gótica. Entre êxitos como A Rainha dos Malditos e A Hora das Bruxas, alcançou a notoriedade com Entrevista com o Vampiro, um clássico que redefiniu a literatura de vampiros e foi adaptado ao cinema por Neil Jordan.

Ficha Técnica:

Título original: The Vampire Lestat
Tradução: Sophie Vinga
Colecção: Obras de Anne Rice
Pp.: 256
Formato: 14 cm x 21 cm
ISBN: 978-972-1-04002-1
Data de edição (2.ª): Dezembro de 2006

Opinião:

Este é o segundo volume da série “Crónicas dos Vampiros” de Anne Rice. O primeiro volume “Entrevista com o Vampiro” já foi criticado aqui no blog.
Em “O vampiro Lestat” ficamos a conhecer melhor o infame Lestat, que Louis definiu como sendo vil e vingativo. Ele pretende viver na luz e não oculto nas sombras, após ler o “Entrevista com o Vampiro” ele decide contar a sua versão da história.
Conhecemos tudo o que estava por trás da sua forma de ser e de reagir. Também entendemos melhor outras personagens do primeiro volume, como é o caso do vampiro Armand e as suas relações com o Lestat. Também surgem personagens misteriosas, cujos segredos têm de ser desvendados.
Novamente, Anne Rice consegue-nos surpreender, pois Lestat é completamente diferente das ideias pré-concebidas que tínhamos após a leitura do primeiro livro e conhecemos o seu lado mais humano.
Todas as personagens tornam-se mais reais ao longo da história, sofrendo alterações ao longo da narrativa. Anne Rice continua a demonstrar porque é que é chamada de mãe dos vampiros e leva-nos numa viagem alucinante ao mundo oculto e negro, onde estas criaturas residem.
A autora continua a comprovar a sua mestria nos relatos na primeira pessoa, encarnando na sua plenitude a personagem principal enquanto narrador. Reflete os seus sentimentos com precisão, os seus desejos são bem patentes nas suas palavras. As descrições das ruas de Paris pré-Napoleónica são bem desenvolvidas e podem mesmo chocar alguns leitores pela forma crua como são descritos.
Estou ansiosa para ler o segundo volume deste livro “O Vampiro Lestat”.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Convite


Vencedor do passatempo Chiado

Boa tarde,
Desde já agradeço a todos os participantes. Mas como só pode haver um vencedor, o sr. Random pronunciou-se:
Sílvia Joana Marques Ávila
Parabéns

Entrevista Internacional - Diana Scarpine

Hoje trago-vos a entrevista à Escritora Brasileira Diana Scarpine. O seu Livro "Entrelace" já foi criticado aqui no blog.
1.       O que é que te motivou para escrever este livro?
Resposta: Durante toda a minha vida, frequentemente presenciei o preconceito contra as pessoas com deficiência e, devido a isso, tive vontade de protestar. Por outro lado, ser escritora de romances sempre foi meu sonho. Então, resolvi  “unir o útil ao agradável” e escrever um romance que mostrasse minha indignação com o preconceito contra as pessoas com deficiência.

2.       Como te sentes ao ver o teu livro publicado?
Resposta: Sem dúvida, eu me sinto realizada. Era um grande sonho que se realizou.

3.       Com qual das tuas personagens mais te identificas?
Resposta: Eu me identifico um pouco com todos eles, exceto com Walmir, mas gosto muito dele justamente por ele não ter nada de mim (ele está sendo melhor desenvolvido em outro livro). Mas eu amo Henri (a auto-confiança dele é minha, mas sua doçura e seu amor foram inspiradas em meu esposo). Amo Carol, apesar de seu preconceito, por ela reunir em si muito do preconceito que eu vi durante toda a minha vida e também por sua capacidade de mudança e redenção e, especialmente, por mostrar que as pessoas podem se livrar do preconceito se esforçarem-se para isso. Amo Leno também, pois tentei fazer dele um irmão bem verossímil (inspirei sua boa vontade na boa vontade do meu irmão). O amor dos pais de Henri por ele foi inspirado no amor dos meus pais por mim.

4.       Como é que nasceu o teu gosto pela escrita?
Resposta:  Meus pais liam para mim e isso me fez amar a leitura. Eles também me incentivaram a escrever (eu sempre escrevia cartas e bilhetes para eles). Comecei a escrever aos treze anos de idade e de lá para cá foram cerca de 19 romances e uns 3 livros de poesia, contudo Entrelace é a minha primeira publicação.

5.       Porque é que escolheste a tua cidade natal como cenário do livro?
Resposta:  Por vários motivos:
1º - amo Jequié;
2º - sempre imaginei minhas histórias lá (ainda imagino);
3º - conheço bem a cidade e isso faz com que a história seja mais verossímil;
4ª – justamente por amar Jequié é que não posso e não devo fechar os olhos para seus problemas e, escrever minhas histórias lá, é uma forma de denunciar seus problemas para que, um dia, quem sabe, isso mude.

6.       Quais são os teus autores preferidos e porquê?
Resposta:
Brasileiros:
Machado de Assis – por sua narrativa mais psicológica (que eu adoro) e por sua capacidade de conversar com o leitor;
José de Alencar – tocou-me pelo romantismo de seus personagens;
Clarice Lispector – por sua delicadeza e sensibilidade;
Jorge Amado – por mostrar a Bahia (meu Estado natal) ao mundo;
Marcelo Ruben Paiva – por sua coragem de se expor e desmistificar muitas coisas sobre as pessoas com deficiência em seu livro “Feliz Ano Velho”
Ruben Fonseca – porque ri muito com seus contos de “Feliz Ano Novo”;
Estrangeiros:
Eça de Queirós – um autor português clássico e um dos mais lidos do Brasil. Na minha opinião, ele mistura capacidade crítica e um humor refinado.
Jane Austen – por sua capacidade crítica em seus romances e por ter sido, com certeza, uma mulher a frente de seu tempo.
Jeffrey Eugenides – por me fazer acreditar na história e terminar de ler com a sensação de que ela poderia ser real (adoro isso).

7.       Como é que foi esta primeira experiência editorial?
Resposta: Tenho achado bastante interessante. No início, estava bastante ansiosa em relação à resposta do público, mas ela tem sido muito boa, o que me deixa muito feliz. Todas as resenhas publicadas sobre o livro até agora são positivas e bem elaboradas.

8.       Como é que reges a tua vida familiar, profissional e a tua vida artística?
Resposta: É bastante complicado conciliar família, trabalho formal (o que paga as minhas contas), o trabalho de escritora (que não me rende dinheiro, mas me dá prazer) e também o meu lado leitora (que também me dá prazer e auxilia em meu trabalho como escritora). Não é todo dia que eu consigo escrever; mas, sempre que posso, escrevo. Justamente, por causa disso, não tenho uma estratégia nem planejamento específico. Vou improvisando, me adaptando ou, como dizem aqui, “levando do jeito que dá”.

9.       O que é que o futuro reserva a nível de romances?
Resposta: Estou escrevendo um novo romance, cujo nome provisório é “Uma chance para recomeçar”, mas ainda não sei quando será publicado.

10.   Que mensagem tens para os leitores portugueses?
Resposta: Eu aprecio muito o povo português, especialmente devido ao seus livros e artigos, tanto científicos como literários. Infelizmente, esta é minha única referência da cultura do país, pois nunca fui a Portugal. Aproveito o ensejo para agradecer a receptividade dos portugueses - em especial ao blog Sofá dos Livros - ao romance “Entrelace: Caminhos que se cruzam ao acaso”. Espero que quem não o leu ainda o aprecie tanto quanto os que já leram.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Bizâncio - Novidades de Abril de 2013


  



Título: Baby Blues 30 – Indo eu, Indo eu, a Caminho do Museu
Autor: Rick Kirkman e Jerry Scott
Colecção: Banda Desenhada
ISBN: 978-972-53-0523-2 Código de Barras: 9 789 725 305 232
Págs.: 132
Preço: Euros 11,90 / 12,61
BD
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Os McPherson retratam, da melhor forma, as saídas em família... Com 3 crianças pequenas.








Título: A Linguagem É a minha Pátria
Autor: Jorge Semprún
Colecção: Vidas
ISBN: 978-972-53-0524-9 Código de Barras: 9 789 725 305 249
Págs.: 160
Preço: Euros 10,38 / 11,00
Entrevista/Biografia
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No Verão de 2010, Jorge Semprún dedicou-se a uma série de conversas com Franck Appréderis, seu amigo de há décadas, que deu origem a um programa emitido pela France Télévisions. De modo simultaneamente íntimo e pudico, Jorge Semprún regressa ao conjunto da sua obra, tanto literária como cinematográfica, e ao seu percurso político: resistente comunista deportado para Buchenwald, militante clandestino em luta contra o franquismo e ministro da Cultura de Felipe González. Testemunha e actor das convulsões da história do século XX, fala com franqueza e simplicidade: «Tenho mais recordações do que se tivesse mil anos.» O relato ímpar da vida de um homem extraordinário. Uma revisitação do século XX por um dos mais empenhados protagonistas da história recente da Europa.





 Reedições:



Título: Uma Paixão Humana
Subtítulo: O Seu Cérebro e a Música
Autor: Daniel J. Levitin
Colecção: Musicalmente
ISBN: 978-972-53-0363-4 Código de Barras: 9 789 725 303 634
Págs.: 336
Preço: Euros 14,15 / 15,00
Música
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«O livro de Levitin é eloquente e poético (...) é muito gratificante acompanhar esta investigação de um autor que é um notável músico, um conceituado cientista e alguém que ainda se encanta a contemplar o universo.»
— STING

Este é o primeiro livro que conduz a um entendimento científico abrangente sobre o modo como experimentamos a música e sobre o papel ímpar que desempenha nas nossas vidas. Como Oliver Sacks afirmou, o professor Daniel Levitin é uma das poucas pessoas no mundo que poderiam escrevê-lo. Uma Paixão Humana é um encontro entre os dois mundos magníficos da Arte e da Ciência e está destinado a ser um marco na história da cultura. Esta investigação sem precedentes do papel da música na evolução humana e no nosso quotidiano abarca a Psicologia, a Neurociência e exemplos musicais de Mozart a Eminem, passando por Bach, Count Basie, Creedence Clearwater Revival e tantos outros. Levitin demonstra que estamos todos mais musicalmente equipados do que pensamos, pois os nossos cérebros estão dotados para a música. Alguns especialistas de referência defenderam durante muito tempo que a música é um elemento decorativo que vive de forma parasita nas franjas da natureza humana. Levitin, pelo contrário, defende e demonstra de modo convincente que a música é uma paixão da essência da natureza humana, talvez mais fundamental para a nossa espécie do que a linguagem.







Título: Cozinha Fácil para Homens que não sabem Estrelar um Ovo
Autor: João Viegas
ISBN: 978-972-53-0462-4 Código de Barras: 9 789 725 304 624
Págs.: 192
Preço: Euros 18,40 / 19,50
Culinária
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Aqui não vai encontrar nenhum manual de Cozinha Portuguesa, Alentejana ou mesmo Açoriana. Dificilmente, também, irá dar de caras com aquele Cabrito à Padeiro ou o Pargo Assado no forno, que era a especialidade da sua mãe, que, de acordo com a sua opinião, cozinha como nenhuma outra mulher à face da Terra. Em contrapartida, terá dezenas de receitas divertidas, modernas, saborosas, fáceis e com raízes e influências de muitas latitudes. Não garanto que a Carne de Vaca com Espargos e Molho de Ostras seja exactamente igual à que o último imperador comia com pauzinhos, mas uma coisa é certa... depois de saborear, e de repetir esta iguaria, vai sentir-se como um verdadeiro... imperador. Mais do que o purismo, privilegiei o sabor, o visual e a simplicidade. Que me perdoem os «fundamentalistas» mas com este livro não se pretende ganhar estrelas Michelin. O objectivo é transmitir o prazer que cozinhar nos pode dar (e aos amigos que convidarmos) e mostrar que a cozinha, mesmo a original, criativa, internacional e cosmopolita, não é nenhum «bicho de sete cabeças», e está ao alcance de todos nós. ...Mesmo daqueles que, como eu,
não sabem estrelar um ovo!

João Viegas












MEC no Facebook



Adere à rede social uma das personalidades mais citadas do país
Quem, em Portugal, utiliza o Facebook já se deparou, por certo, com partilhas de frases e textos de Miguel Esteves Cardoso. Seja sobre o amor ou a portugalidade, certo é que MEC é das personalidades mais citadas do país. A militância de muitos fãs levou mesmo à criação de várias páginas e grupos organizados. A partir de hoje, porém, passa a existir uma página oficial de Miguel Esteves Cardoso no Facebook, gerida pelo autor e pela Porto Editora.
Em www.facebook.com/miguelestevescardoso, os fãs vão poder encontrar informações sobre o autor e conteúdos exclusivos criados pelo próprio MEC.
Lembre-se que, a 22 de abril, são publicados um novo livro de crónicas,intitulado Como é linda a puta da vida, e ainda quatro novas edições: A causa das coisas, O amor é fodido, Os meus problemas e Explicações de Português explicadas outra vez.
A apresentação oficial das cinco obras – cujas capas são da autoria do ilustrador portuense Rui Ricardo – vai acontecer no Porto, a 27 de abril, às 17:00, no âmbito do ciclo literário Porto de Encontro (Biblioteca Municipal Almeida Garrett, aos Jardins do Palácio de Cristal). Em Lisboa, a apresentação acontecerá a 3 de maio, em local a anunciar brevemente.