quarta-feira, 13 de março de 2013

Novas edições de Isabel Allende



Porto Editora publica obras mais marcantes da autora chilena

Depois de ter editado, com grande sucesso, em 2011, O Caderno de Maya, a Porto Editora dá início, em 2013, à publicação das obras mais marcantes de Isabel AllendeChegam às livrarias, a 18 de Março, êxitos como A casa dos espíritosEva Luna ePaula.

Para além das novas edições dos três títulos mais marcantes da autora – A casa dos espíritos, a obra que a revelou internacionalmente, Eva Luna, romance de consagração, e Paula, o livro mais intenso e intimista –, a Porto Editora reedita ainda A ilha debaixo do mar, sucesso recente em Portugal.
Isabel Allende integra o lote de escritores mais populares do mundo, com perto de 60 milhões de livros vendidos.


Sobre a autora: 
Isabel Allende nasceu em 1942 no Peru. Viveu no Chile entre 1945 e 1975, com largos períodos de residência noutros locais, na Venezuela até 1988 e, desde então, na Califórnia. Em 1982, o seu primeiro romance, A Casa dos Espíritos, converteu-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana. Seguiram-se muitos outros, todos êxitos internacionais. A sua obra está traduzida em trinta e cinco línguas.
Recentemente, foi galardoada com o Prémio Nacional de Literatura do Chile.
 
Título: A casa dos espíritos
Autor: Isabel Allende
Tradução: Cristina Paixão
Págs.: 408
Capa: mole com badanas
PVP: 17,70 €

A Casa dos espíritos relata a saga familiar dos Trueba, desde o início do século XX até aos nossos dias. O despótico patriarca Esteban Trueba construiu com mão de ferro um império que entra em declínio com o passar do tempo e no meio de um contexto social explosivo. Envolvidas em dramáticas relações familiares, as personagens deste poderoso romance encarnam as tensões sociais, políticas e espirituais de uma época que abarca grande parte do século.
Esta obra foi adaptada com enorme sucesso ao cinema, num filme protagonizado por Jeremy Irons, Meryl Streep e Antonio Banderas.

Título: Eva Luna
Autor: Isabel Allende
Tradução: Cristina Paixão
Págs.: 272
Capa: mole com badanas
PVP: 15,50 €

Em Eva Luna, Isabel Allende recupera o seu país através da memória e da imaginação. Eva, a cativante protagonista da narrativa, constitui um nostálgico alter ego da autora, pois também ela acredita que radica nas histórias o segredo da vida e do mundo. Filha da selva, do analfabetismo e da pobreza, Eva luta tenazmente por conquistar o seu espaço no mundo, sem nunca perder o encanto feminino. Nesta obra, marcada por um profundo humanismo, Isabel Allende consegue fundir o destino individual com o coletivo através de uma fulgurante prosa, confirmando-se como uma das maiores escritoras dos nossos tempos.
Título: Paula
Autor: Isabel Allende
Tradução: Cristina Paixão
Págs.: 336
Capa: mole com badanas
PVP: 17,70 €

Paula, com um forte cunho autobiográfico, é uma das obras mais intensas de Isabel Allende, que nos faz revisitar o universo mágico dos seus primeiros romances. Paula, a filha da escritora, adoeceu gravemente, entrando pouco tempo depois em coma. Durante meses no hospital, a autora começou a escrever a história da família para a filha, que permanecia inconsciente. Nesse relato somos levados a conhecer os segredos e recordações mais íntimos do seu passado e do seu país natal, o Chile, ao mesmo tempo que assistimos às sucessivas tentativas de contrariar e, por fim, aceitar a partida iminente de um ente querido. Escrita como uma catarse face à irreversível doença, Paula é uma enorme lição de vida, ao mesmo tempo que nos permite conhecer um pouco melhor o mundo fantástico de A casa dos espíritos e Eva Luna e concluir que as suas personagens pertencem, na verdade, ao mundo fantástico de Isabel Allende: a sua realidade encantada.
Título: A ilha debaixo do mar
Autor: 
Isabel Allende
Tradução: Jorge Fallorca
Págs.: 512 
 Capa: mole com badanas
PVP: 18,80 € 


Zarité foi vendida aos 9 anos a um rico fazendeiro de Saint-Domingue. No entanto, não conheceu o esgotamento das plantações de cana nem a asfixia e o sofrimento dos moinhos, porque foi sempre uma escrava doméstica. A sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e conhecer as misérias dos amos, os brancos. Isabel Allende dá voz a uma mulher lutadora que singrará na vida, apesar das partidas do destino. Zarité é uma heroína que, contra todas as adversidades, conseguirá abrir caminho para alcançar a liberdade.

[Opinião] “Cracrá A Galinha Esperta” de Maria dos Anjos da Costa Santos Conceição (Edições Vieira da Silva)



Sinopse:
Cracrá a Galinha Esperta, conta a história sobre um pintinho que cresceu sofrendo com o bulling por ser diferente.
Sendo acusados pelos outros pintos que não o aceitavam, até que cresce se torna uma bela galinha apesar de toda rejeição das outras de sua espécie, sendo preciso ser retirada do convívio do galinheiro, no sítio de dona Maria da Penha, uma senhora muito preocupada com o meio ambiente.
Mas isto não impediu Cracrá de ter garra, coragem e a ousadia quando arrisca sua própria vida para defender um pintinho de uma de suas algozes, pois o mesmo estava para ser devorado pelo gato selvagem.
Provando assim que as diferenças podem ser muitas, mas se soubermos usar a tolerância e a paciência, conseguiremos através de nossos atos, que as mesmas sejam superadas para o bem e a união de todos da comunidade.
Desejo uma leitura alegre e divertida para todas as crianças que lerem este livro!

Ficha Técnica:
Coleção: Infanto-juvenil
ISBN: 978-989-736-000-8
Depósito Legal: 348777/12
Opinião:
A ideia de Maria dos Anjos está bastante interessante, este livro divide-se em dois, a primeira parte é o conto e a segunda um caderno de actividades. O que torna a leitura mais dinâmica e instrutiva.
Ela descreve uma quinta e a vida nesta, tentado explicar temas como a sustentabilidade e a reciclagem, assim como a roda dos alimentos. A faixa etária a que este livro será recomendado será a alunos da primária com 8 a 9 anos que já saibam ler e escrever.
A autora tenta adaptar o discurso ao público-alvo, mas é bastante complicado, e no início nota-se essa dificuldade.
A língua utilizada é o português do Brasil o que introduz termos que não são utilizados em Portugal como é o caso de “Sitio” em vez de “Quinta”, entre outros termos e formas de expressão.
As ilustrações são simples e pequenas, relacionadas com a história.

terça-feira, 12 de março de 2013

Adeus à Escola [Maximum Ride N.º 2] de James Patterson


Ficha Técnica:

Edição/reimpressão: 2013 
Páginas: 384 

Sinopse: 
Passaram 24 horas desde que Max e o seu bando escaparam do Instituto, em Nova Iorque. Os seis amigos com poderes extraordinários — são 98% humanos e 2% pássaros — continuam a emocionante procura dos seus pais e da verdade sobre quem realmente são. Embora perseguidos pelos medonhos Erasers, os seis amigos tentam levar uma vida normal, com a ajuda de uma agente do FBI. É assim que voltam a estudar e que Max se apaixona por um rapaz, tentando a todo o custo não desvendar os seus poderes… Mas para este bando não existem dias normais. Max apercebe-se de que estão a ser alvo de uma emboscada e que terão de abandonar a escola. E a situação é ainda mais grave — ela e os cinco amigos devem, supostamente, salvar o mundo. Mas salvá-lo de quem? Quando? E como?

Depois de "O Resgato de Angel", a TopSeller continua a editar as aventuras de Max e o seu bando, quem ainda não leu a nossa crítica ao primeiro volume desta saga pode fazê-lo clicando aqui.

[Divulgação] A PAIXÃO PELAS ORQUÍDEAS | MANUAL DO ORQUIDÓFILO de José M. M. Santos



SINOPSE

O universo da orquidofilia está repleto de bons exemplos de livros estrangeiros, mas com eles aprendemos a cultivar orquídeas em países cujo clima é completamente diferente do nosso. A paixão pelas orquídeas – Manual do orquidófilo é aprimeira obra escrita por um especialista português sobre o cultivo de orquídeas exóticas e ornamentais no nosso país e vem ao encontro da necessidade que muitos cultivadores, alunos e não só, demonstraram ao longo dos últimos anos. Este livro não é um livro científico, é um livro sobre uma grande paixão que se transformou num hobby alimentado por um saber feito de experiência, muito estudo, leituras, viagens, exposições, conferências e múltiplos ensinamentos transmitidos por professores e conhecedores da matéria. Em última instância, o objetivo da conceção desta obra seria ter um país mais florido e com mais adeptos da orquidofilia e da jardinagem, dado que esta paixão incurável faz bem ao corpo, à mente e à alma.

SOBRE O AUTOR

Autor do blogue http://musgoverde.blogspot.pt/, José M. M. Santos descobriu na adolescência as orquídeas, que rapidamente passaram a ocupar um lugar privilegiado entre as suas paixões. A beleza e o exotismo das formas desta planta, aliados às suas cores e perfumes inexplicáveis, têm constituído uma fonte de atração irresistível. Em Lisboa, onde vive, encontrou outros adeptos do mesmo hobby e tornou-se um dos sócios fundadores da Associação Portuguesa de Orquidofilia. O seu grupo de amigos orquidófilos cresce cada vez mais. Viaja frequentemente para assistir a exposições e palestras ou para fazer cursos no estrangeiro. É membro de várias organizações internacionais de orquidofilia e partilha muitos dos seus conhecimentos em apresentações e cursos sobre orquídeas e diversos temas de jardinagem. Colabora, entre outras publicações, com a revista Jardins e participou nas duas séries do programa de televisão de jardinagem «A Verde e a Cores». Trabalha com animais e plantas na empresa Jardins Sintra.

Ficha Técnica:

Páginas: 208
Formato: 170x240 mm
Referência: 01010487
ISBN: 978-972-576-621-7

[Opinião] “Encontras-me no Fim do Mundo” de Nicolas Barreau.



Sinopse:

Jean-Luc Champollion é aquilo a que os franceses chamam um homme à femmes. O encantador proprietário de uma galeria bem-sucedida ama a arte e a vida, é muito sensível ao encanto das mulheres, que de bom grado lho retribuem, e vive num dos bairros da moda de Paris, em perfeita harmonia com o seu fiel dálmata Cézanne. Tudo corre bem até que, uma da manhã, Jean-Luc encontra no correio um envelope azul, e a sua vida muda para sempre. A missiva é uma carta de amor, ou melhor, uma das declarações de amor mais apaixonadas que o galerista já viu, mas não vem assinada: a misteriosa autora decidiu esconder-se e convida-o a descobrir quem é. Jean-Luc fica inicialmente confuso, mas decide alinhar. A remetente anónima forneceu-lhe um endereço de e-mail e desafia-o a responder. Mas a tarefa não é fácil. Em breve, Jean-Luc tem apenas um objetivo: descobrir a identidade da caprichosa desconhecida, que parece conhecer muito bem os seus hábitos e gosta de o provocar incessantemente. Assombrado pelas suas palavras, Jean-Luc segue as pistas dispersas na correspondência, cada vez mais incapaz de resistir à mais doce das armadilhas. O objeto da sua paixão existe apenas no papel e na sua imaginação, mas ele sente conhecer melhor esta mulher do que os quadros expostos na sua galeria, mesmo que nunca tenha visto o seu rosto. Ou será que viu?
Um galerista fascinante.
Uma mulher misteriosa.
Uma série de provocantes cartas de amor.
Nicolas Barreau serve-nos o romance mais encantador da temporada

Ficha Técnica:

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 216
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260513

Opinião:

“Encontras-me no Fim do Mundo” foi editado no passado dia 4 de Março pela editora Quinta-essência. A capa do livro salta logo à vista, tal como esta chancela já nos habituou, o design é de grande qualidade, tornando-o uma obra de arte extremamente apetecível.

O tema central desta história é muito abordado. Jean-Luc Champollion encontra, certo dia, uma carta de amor na sua caixa de correio. Quem a escreveu prefere permanecer anónimo, apenas assinando como Principessa. Todo o mistério que envolve esta mulher vai alterar a forma como Jean-Luc vê a vida. Antes desta carta entrar na sua vida, ele era um mulherengo, ou como dizem os franceses, um hommes à femmes. A abordagem que Nicolas Barreau a este tema está bastante interessante e o resultado é um livro que agarra o leitor, quer pelo mistério quer pelo humor que o autor transmite em certas situações caricatas. O facto de o romance ser escrito na primeira pessoa dá-nos uma melhor noção dos dilemas e dos sentimentos do personagem principal.

O romance começa na infância de Jean-Luc, ou Duc, como lhe chamam os amigos, numa situação que lhe foi traumática. O próprio personagem inicia assim o seu discurso: “A minha primeira carta de amor terminou em catástrofe, Eu tinha então quinze anos e cada vez que via Lucille quase desmaiava de amor.” É a tragédia do primeiro amor que molda o carácter de Jean-Luc e o torna no bon-vivant que será em adulto.

O livro acaba por ser um pouco complicado de ler para quem não percebe francês, acaba por colocar a explicação de seguida no discurso da personagem. Esta técnica é bastante interessante mas pode afastar compradores que folheiem o livro e não se apercebam desse artifício.

Eu que nunca vivi em Paris senti-me levada para aqueles cenários românticos da capital francesa que a tornaram famosa por todo o mundo, pelas descrições simples de Nicolas.

Todas as personagens estão bem trabalhadas e vemos a evolução das mesmas ao longo do romance e vamos conhecendo-as melhor. As particularidades dos compradores da galeria, as neuroses e manias dos artistas.

O final é surpreendente, uma vez que o leitor tenta adivinhar quem é a Principessa e acaba sempre por falhar, porque somos guiados por Jean-Luc e as suas suspeitas. E no final pensamos, como é que não me lembrei disto!

sábado, 9 de março de 2013

Novidade Nascente



Zibia Gasparetto, com mais de 15 milhões de livros vendidos só no Brasil, Paulo Coelho e Mônica Buonfiglio 
foram os únicos autores a conseguirem colocar mais do que um livro no ranking dos 10 livros mais vendidos de sempre 
em Terras de Vera Cruz.

Depois de Abraçar a Vida, a A Vida Sabe o que Faz e Nada é Por Acaso, chega às livrarias Vencendo o Passado (Nascente, 19,99€), da autora bestseller brasileira Zibia Gasparetto. Um romance espiritual que vai, uma vez mais, mexer com sentimentos, formas de estar e pensar.

«Carolina, uma rapariga solitária de 18 anos, sente-se limitada pelo controlo opressivo do pai e pela submissão silenciosa da mãe. Os seus momentos de felicidade chegam através dos romances que lê às escondidas, e de sonhos agradáveis, nos quais se vê acompanhada por um espírito misterioso. 

Tudo muda quando o avô de Carolina morre e ela se muda temporariamente para casa da avó. É então que conhece Sérgio, um rapaz em tudo semelhante ao espírito dos seus sonhos. A desfrutar pela primeira vez de liberdade, Carolina e Sérgio assumem a sua paixão, mas o pai dela opõe-se veementemente ao relacionamento, proibindo-o. Ajudada por amigos espirituais, Carolina apercebe-se de que a oposição do pai é consequência dos atos dela em vidas passadas. Conseguirá Carolina reparar esses erros ancestrais, vencer o passado e libertar-se para o seu grande amor?»

A Nascente disponibiliza, aqui, os primeiros capítulos.

sexta-feira, 8 de março de 2013

[Opinião]“A entrevista com o Vampiro” de Anne Rice (Publicações Europa-América)



Sinopse:

Obra já clássica no seu género, Entrevista com o Vampiro é o primeiro volume da saga «Crónicas dos Vampiros» e granjeou o estatuto de livro de culto, comparável a Drácula de Bram Stoker.
Das plantações oitocentistas do Luisiana aos becos sombrios e cenários sumptuosos de Paris, do Novo Mundo à Velha Europa, Claudia e Louis fogem de Lestat, o seu criador e companheiro imortal. E o cruel vampiro que tirara partido do desespero de Louis e da fragilidade da órfã Claudia, no bairro francês da Nova Orleães assolada pela peste, move-lhes uma perseguição sem tréguas no submundo parisiense, entre a trupe Théâtre des Vampires do misterioso Armand e criaturas das trevas.
É com esta mescla de sangue, violência e erotismo ímpares, no pano de fundo da reflexão sobre a condição trágica que é a do vampiro condenado à imortalidade, que Anne Rice narra uma extraordinária história em que a crueldade e os sentimentos tenebrosos que percorrem as páginas resultam numa maravilhosa sinfonia poética que viria a inspirar muitos escritores, como Stephenie Meyer.

Ficha Técnica:

Edição/reimpressão: 1999
Páginas: 276
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721037502
Coleção: Obras de Anne Rice

Opinião:

Esta obra, “A Entrevista com o Vampiro” de Anne Rice, foi a primeira obra da autora a ser adaptada ao cinema em 1994. Com nomes sonantes como Brad Pitt, Tom Cruise, Christian Slatter, os mais cobiçados jovens actores da época. Mas esta crítica não é ao filme mas sim ao livro. Tenho apenas de referir a forma como o realizador e o argumentista se mantiveram fiéis ao livro original.
Passemos então ao livro em si, a autora começa de uma forma bastante interessante, já com o vampiro e com o entrevistador frente a frente, sem se preocupar muito como é que os dois se encontraram e acabaram naquela posição, o que torna desde já a leitura interessante e permite ao leitor mergulhar directamente naquele mundo que sempre nos fascinou.
A autora leva-nos numa viagem pelo tempo, a qual é interrompida pontualmente com um regresso à realidade, de modo a dar mais realismo à acção e à história, o que obriga o leitor a estar atento para não se confundir, no decorrer da narração.
A forma como Anne Rice escreve e descreve é directa e simples, sem de forma alguma descurar do seu objectivo, que é transportar os leitores através dos cenários elaborados e luxuriantes da América, passando pela Europa. Ela não poupa nas descrições que poderiam ser tomadas como as mais chocantes, como é por exemplo um vampiro a alimentar-se ou mesmo a morte de Cláudia.
Anne Rice é considerada a mãe dos vampiros, o que é verdade. No seu livro temos personagens vampíricas para todos os gostos, Lestat, o louco e sanguinário, Louis, o consciencioso, Cláudia, a criança. O amor retratado neste livro não é o romântico como nas outras sagas mais recentes, em que temos um vampiro apaixonado por uma humana e vice-versa, mas sim o amor fraternal e o medo de se passar a eternidade sozinho sem ninguém e sem reconhecimento da existência. Um medo que é tão humano e comum, tornando-os intimamente ligados com os seres humanos dos quais foram originados e também mantendo as suas características pré-transformação.
Os vampiros de Anne Rice são sedutores, felinos até. As pessoas sentem-se atraídas por eles de uma forma inexplicável e cedem a todos os seus desejos, acabando por serem joguetes nas suas pérfidas mãos. Os vampiros de Armand levam esse expoente ao extremo alimentando-se em público como se se tratasse de um espectáculo e apenas uma ensenação.
Cláudia e Louis tentam, finalmente, fugir da obsessão doentia de Lestat, seu criador, e da sua carência excessiva, o que acaba em tragédia.
Acaba-se o livro com uma questão: Afinal qual dos dois está correcto? Lestat que abraça a sua natureza ou Louis que tenta, em vão, manter-se o mais humano possível? Pode ser que se consiga encontrar as respostas nos outros livros.
É uma excelente introdução às crónicas Vampíricas, que incluiu outros livros, um dos quais também foi adaptado ao cinema no filme “Rainha dos Malditos”.