quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

[Opinião] “O Monte dos Vendavais” de Emily Brontë (Civilização Editora)


Sinopse:

Mr. Lockwood aluga uma casa no Yorkshire para uma calma temporada no campo. Contudo, certa noite, ao ver-se forçado a pernoitar na obscura mansão de Wuthering Heights à conta de uma forte tempestade, irá descobrir e quase reviver os tormentosos acontecimentos aí ocorridos anos antes, e que perduram no tempo como uma terrível maldição.
O Monte dos Vendavais centra-se na relação intensa entre Heathcliff, um jovem cigano adotado, e Catherine Earnshaw, a filha do próspero patriarca que acolhe Heathcliff no seio da sua família, e explora magistralmente as consequências trágicas da escolha que Catherine teve obrigatoriamente de fazer entre o amor de Heathcliff e as obrigações sociais a que estava sujeita por condição e nascimento. Esta é uma história de amor intenso e trágico que o tempo há muito consagrou.

Ficha técnica:

ISBN: 9789722635912
Páginas : 312 páginas
Capa dura

Opinião:
Neste livro acompanhamos o amor impossível de Heathcliff e de Catherine. Sabemos que estes nunca terão a oportunidade de serem felizes. É uma história condenada ao fracasso desde as primeiras páginas, sofremos os desamores das personagem e as escolhas que ambos fazem que os afastam um do outro.
Ambas as personagens são pessoas más e egoístas, as quais recorrem a todo o tipo de artimanhas para fazerem o outro sofrer. As personagens foram escritas há muito tempo atrás, mais precisamente no século XVIII, e apesar disto continuam tão reais como o eram naquela altura. O sentimento de possessão sobre outra pessoa ainda existe actualmente e a obsessão leva a comportamentos extremos. As personagens secundárias que Emily criou são igualmente ricas, alguns são loucos, outros rústicos, mas todos igualmente apaixonados e fortemente fiéis às suas convicções.
Um livro pesado e lúgubre. Repleto de emoções e de pontos altos.
A história é contada pela ama da Catherine, Nelly, a qual relembra todos os pormenores e o desenrolar dos acontecimentos. Emily Brontë escreveu um romance negro, que tem situações que nos arrepiam. As suas descrições transmitem todos os sentimentos que as personagens sentem em cada momento. Um excelente livro de uma das famosas irmãs Brontë.
Quanto a esta edição, adorei a capa dura. Admito que sou maluca por livros assim. São mais duradouros e quando lemos dão-me outra sensação. Temos no início um resumo da vida de Emily Brontë e das suas irmãs e uma pequena análise da obra, que é uma ajuda para nos situarmos na época em que esta foi escrita.
Este é um dos livros da nova coleção que a Editora Civilização lançou, a baixos preços temos acesso a alguns dos clássicos da literatura mundial. As capas são lindas como se pode ver na imagem seguinte. Espero que gostem tanto como eu deste livro.



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

[Opinião] “100 Graus Celsius” de Miguel Aires-Lisboa (Chiado Editora)




Sinopse:

Em Agosto de 2013 apareceu no Céu o Grande Sol, a Nova Solar. Enquanto a superfície do planeta ardia e a maior parte da sua água se evaporava, a loucura apoderou-se das nações e uma guerra termonuclear sem precedentes fustigou ainda mais a Terra moribunda. A Humanidade à beira da extinção foi salva pela ciência. Quase dois séculos e meio depois, Lourenço Rios, açoriano e ex-detective particular, aceita um último trabalho que o faz percorrer parte do que resta do mundo e as novas colónias do sistema solar à procura de si próprio, de justiça, e até mesmo de Deus e da origem da Vida. É neste cenário pós-apocalíptico, onde as viagens interplanetárias são tão banais quanto necessárias, que se desenrola toda uma intriga que nos leva da Terra a Marte, e às luas geladas de Júpiter onde o comércio de água, o bem mais precioso do Universo, dita as suas leis. E o mundo? Será que começa e acaba sempre quando um homem e uma mulher se apaixonam? E será possível amar no Inferno?

Ficha técnica:

Edição/reimpressão: 2010
Editor: Chiado Editora
ISBN: 9789898222787

Opinião:

“110 Graus Celsius” leva-nos de um mundo pós-apocalíptico onde a humanidade luta pela sobrevivência. O sol transforma-se numa Nova, a camada de ozono desaparece e a Terra fica à mercê dos prejudiciais raios ultravioletas. Quase sem água e com o Oxigénio a escassear, são tempos desesperados.
Quanto ao livro em si, a ideia está muito interessante e as consequências do “ desastre” muito realistas. O ritmo do livro inicia lento mas vai acelerando com avançar da história. Apesar de ter alguns termos científicos, Miguel Aires-Lisboa, conseguiu criar um romance acessível a todos os leitores.
O mundo é bastante realista e as descrições dos cenários são curtas mas eficazes. Somos facilmente transportados para Marte, Io e para outros tantos lugares. Achei bastante prática a solução para o problema da duração de uma viagem interplanetária e as escolhas que não dadas aos passageiros.
As personagens são bastante interessantes, é bem evidente que todas têm um passado, mesmo que não esteja implícito no livro. Estão bem desenvolvidas e “não caem do céu” todas têm uma razão de existir.
O livro em si tem algumas gralhas. São coisas simples como por exemplo hífens fora do sítio, coisas que passam despercebidas facilmente numa revisão. Isto não afecta de modo nenhum a leitura do mesmo.
O final, esse está bastante interessante. Vemos a evolução de Lourenço Rios, será que a viagem o irá mudar? O que é que ele descobrirá acerca de si próprio?
Um livro para quem é amante da ficção científica e para curiosos. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

[Opinião] "A Branca de Neve" de Suzanne Kabok e Benjamin Lacombe (Editora Paleta de Letras)



Sinopse:

“Branca de Neve” é o primeiro livro do talentoso ilustrador francês Benjamin Lacombe a ser publicado em Portugal. Tem a chancela da editora Paleta de Letras e chega às livrarias como uma forte aposta de natal para o público infanto-juvenil.
Bem ao seu estilo, Lacombe apresenta-nos uma Branca de Neve envolta em mistério e nostalgia, com imagens a transportarem-nos para o reconto surrealista da obra. O ilustrador recria os personagens tradicionais da versão do conto dos irmãos Grimm.

Benjamin Lacombe, Ilustrador da Obra:

   Lacombe andou na Escola Nacional de Artes Decorativas (ENSAD) em Paris e, aos 19 anos, publicou o seu primeiro livro. Desde então, trabalhou com dezenas de editoras de todo o mundo e os seus temas recorrentes são a juventude, a melancolia, a solidão e a diferença, temáticas tabu que fogem ao habitual universo infantil colorido e que, num misto de inspiração pré-rafaelista e contemporânea, resultam num estilo próprio.

Ficha Técnica:

Baseado no conto de Jacob & Wilhelm Grimm
Adaptação de Suzanne Kabok
Tradução de Elisabete Santos
Ilustrado por Benjamin Lacombe
1ª Edição: Novembro de 2012

Opinião:

Quando abri o envelope onde vinha o exemplar deste livro, fiquei deslumbrada. A primeira coisa que fiz foi folheá-lo e ver as belas e delicadas ilustrações que o compõem. Os meus olhos ficaram deslumbrados. O livro é agradável ao toque, com as suas folhas rugosas, despertando assim mais um sentido, enriquecendo a experiência de leitura. É um livro de capa dura e de maior do que uma folha A4. Adorei os pormenores como é o caso da página 24, onde as imagens interagem com o texto. De todas as ilustrações a minha preferida é de quando a Branca de Nove come a maçã. Consegue-se ver todo o trabalho nos pormenores que o ilustrador Benjamin Lacombe, tornando-se assim num dos meus de eleição.
Era uma vez… é já uma expressão intemporal que nos leva imediatamente para um mundo de fantasia e de magia.
Quem não conhece a Branca de Neve e as suas tribulações? Existem imensas versões para esta história. Vimos em filmes e em séries recentes o renascimento dos contos de fadas. Mas, a versão original deste conto continua a ser a minha preferida. O lado negro que associamos aos contos dos Grimm ainda se encontra nesta obra. A Madrasta má e bruxa que tem ciúmes de uma pequena rapariga a quem começa a florescer a beleza, enquanto a sua começa a definhar. São daquelas histórias infantis que nos dão sempre lições de moral e regras de conduta. Não abras a porta a estranhos. Um conselho que Branca de Neve, inocente, não segue e acaba por ser enganada por três vezes pela Madrasta. A adaptação de Suzanne Kabok é muito próxima da versão dos irmãos Grimm e daí estar no top das minhas preferidas, neste momento.
O tom da obra permite uma interacção entre adultos e crianças. Tornando-se numa experiência enriquecedora. E um bom momento passado em família. Pois nós, os adultos, também gostamos dos contos de fadas e de viajar de regresso à nossa infância.
Um livro é uma obra de arte. E a Editora Paleta de Letras levou este ao seu expoente máximo. “Branca de Neve” é uma obra que fica ao lado dos maiores pintores do mundo. A beleza do livro é incrível e a qualidade dos materiais utilizados, excelente. Um livro que se recomenda comprar para se ter em todas as casas, e com o Natal à porta é uma prenda para se fazer uma criança feliz. E aproveitar a tarde fria de 25 de Dezembro para partilhar uma história intemporal. 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Passatempo Recicl@rte


A Recicl@rte e o Blog "O Sofá dos Livros" trazem até vós este passatempo, o prémio é o que está ao lado.
Regras:
1 -Ser seguidor do blog
2 - Ser seguidor da página do Facebook do blog.
3 - Ser seguidor da página do Facebook da Recicl@rte RA
4 - Morar no território nacional (Continente e ilhas)
5 - Partilhar o passatempo
6 - Apenas uma participação por pessoa.
7 - Válido até 20 de Dezembro de 2012

O Fim - parte 2

(link para a Parte 1)


Manuel subiu para o seu quarto. Estava preocupado com o seu avô e com medo do que iria acontecer. Estava tão absorto nos seus pensamentos que nem reparou logo no pequeno embrulho que estava pousado na sua almofada.
Ele abriu o embrulho, este continha um envelope e um livro, o “1984” de George Orwell Uma lágrima correu-lhe pelo rosto. Com as mãos trémulas, pegou no envelope. Tinha receio de o abrir. Estas eram as últimas palavras que o avô escrevera para si. Rasgou o envelope lentamente, retirou com gentileza a carta manuscrita.
Meu Caro Neto,
Se estás a ler isto é porque acabaste de me ver a ser levado pela polícia, eu já sabia que eles vinham. O meu amigo Francisco foi preso há uns dias atrás e eu sei que ele vai falar dos meus livros. Decidi oferecer-te pelo natal o “1984” porque é muito semelhante ao que se passa nestes tempos conturbados, espero que este te ilumine no futuro. Aconteça o que acontecer, mesmo que eu não volte tens de proteger os livros, e não deixar a cultura morrer.
Conto contigo meu neto querido, os meus livros estão escondidos na cave, tens de os mudar arranjar um lugar seguro, onde ninguém os encontre. Já tens dezoito anos e agora esta responsabilidade recai sobre ti. Perdoa-me.
O teu avô que te ama muito.
Fernando
Manuel releu a carta. Afinal era verdade, ele estava a esconder os livros do governo. Sentiu-se orgulhoso do seu avô, apesar da sua idade, era um revolucionário. E agora ele tinha de o ser também. O risco era muito alto, mas tinha de o correr.
Tinha de esperar que todos adormecessem para retirar os livros. Ele confiava que a casa não estivesse a ser vigiada, apenas quando as pessoas recolhessem às suas casas para dormir é que ele conseguiria confirmá-lo. Deitou-se na cama a ler o seu novo livro. Ele devorou as páginas, tudo o que estava a acontecer no seu mundo tinha um paralelo nas palavras que o autor havia escrito décadas antes. Eram altas horas da madrugada quando terminou, todos dormiam e era uma excelente altura para ver se a costa estava livre e tentar sair com os livros. À primeira vista, na rua estavam estacionados os carros habituais, mas uma segunda verificação revelou um carro que nunca vira antes. De certeza que estavam a tentar apanhar alguma coisa. Como por exemplo, ele a sair com os livros. Tinha de engendrar um plano para conseguir tirar tudo da cave. Primeiro tinha de encontrar o lugar ideal, não podia ser na sua casa, a sua mãe matava-o. Mas, o cansaço estava a levar a melhor, naquela hora tardia, o melhor era mesmo deitar-se a descansar. De manhã era um dia novo e podia pensar no que fazer. Primeiro tinha de ir à cave ver o que o esperava. No silêncio da noite conseguia ouvir um soluçar vindo do quarto da avó, a qual lamentava a ausência do seu amado esposo.
A partir desse Natal as coisas mudaram drasticamente. Para além do avô Fernando, outros intelectuais e donos de grandes quantidades de livros não registados, foram arrancados de suas casas. As famílias tentavam saber novidades, para onde os tinham levado, como se encontravam. Mas, na esquadra da polícia ninguém sabia de nada, não haviam quaisquer registos de detenções nem de quaisquer missões. Cada vez mais desesperados, não entendiam o que se passava.
Manuel acompanhou a avó Maria e o seu pai Filipe, numa tentativa de encontrar o seu avô, mas as suas esperanças foram logradas. Um velho amigo da família, o agente Fernandes, trabalhava no posto da aldeia, ele informou-os que nada havia passado por lá. Mas corriam rumores que o governo havia criado uma secção secreta que estava a levara cabo raptos por todo o país. A verdade é que em todo o mundo o mesmo se estava a passar. Os livros estavam a ser todos registados e quem não o fizesse era levado como insurgente.
Regressaram devastados. Sem notícias e com o coração despedaçado, não sabiam mais o que fazer.
Manuel pediu ao seu pai para ficar com a avó, para lhe fazer companhia. Pedido esse que foi logo aceite por Filipe, o qual ficava mais descansado com ele por lá e orgulhoso da iniciativa do jovem. Sem saber que ele tinha uma segunda intenção em ficar lá em casa, pretendia ir à cave.
 A sua avó recolheu-se cedo. Eles não trocaram nem uma palavra, ela estava cada vez mais deprimida, parecia que a sua vida se esvaía lentamente, como uma vela quê se estingue. Ele preocupava-se com ela. Tinha de arranjar uma forma de a animar, mas não lhe ocorria nada.
O seu avô costumava guardar a chave da cave no seu escritório. Manuel vasculhou em todas as gavetas sem sucesso, tirou todos os papéis. Olhou desesperado, mas onde estaria?
Enquanto procurava na primeira gaveta novamente esta caiu e revelou um compartimento secreto. No seu interior encontrava-se a malfadada chave. Apressou-se a ir até à cave. Quando lá chegou ficou estarrecido, a velha cave havia sido convertida numa biblioteca. As estantes chegavam até ao tecto, o espaço entre elas mal permitia uma pessoa passar de lado. Como é que eu vou tirar isto daqui? Pensou ele.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Artesanato II

Hoje venho-vos trazer uma outra artesã que conheci através do facebook. As maravilhas das redes sociais são mesmo estas, acabamos por nos relacionarmos com pessoas que nunca iríamos conhecer de outra forma.
Mais uma proposta para prendas de Natal, para quem ainda não comprou.
Recicl@rte RA é da bela ilha da Madeira, mais precisamente do Funchal e foi fundada neste ano. Utilizando materiais reciclados cria peças únicas e lindíssimas. Podem-se verificar nas seguintes imagens.
Tem objectos para todos os gostos e todas as carteiras.
Espero que gostem. E ambas temos uma surpresa para vocês a partir de amanhã.

Um Conjunto ideal para quem lê muito, com um original marcador de livros.



Um Belo Colar

Outro belo colar


O meu colar preferido


Um fio

Molas ou ganchos para cabelo