sábado, 7 de março de 2015

[Opinião] "Dá-me só mais um pedaço de Luar" de Daniela Guerreiro (Chiado Editora)

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Sinopse:

"Somos nós que construímos o nosso próprio puzzle, peça por peça, mão por mão, lágrima por lágrima, sorriso por sorriso."

É com estas palavras que precedem a narrativa de uma vida, que poderia ser a minha ou a sua, que Marta Correia, uma mulher de 37 anos, nos dá a conhecer, de forma clarividente, a sua caminhada de alegrias e perdas, de conquistas e desventuras…

Dá-me só mais um pedaço de luar celebra a essência da vida e desperta-nos para a necessidade de nunca desistirmos de lutar: as peças da vida estão dentro de uma caixa cuja tampa não apresenta o desenho da figura final. Somos nós os jogadores que, expostos à aleatoriedade da sorte, procuramos encaixar os pedaços por tentativa-erro. Estamos sujeitos aos caprichos de um destino que nos transcende, mas vamos vencendo as mais diversas batalhas, ao movermos as diferentes peças para a posição que consideramos mais adequada. É por isso mesmo que é tão fácil identificarmo-nos com Marta. Com ela, como na vida real, somos cúmplices de momentos plenos de realizações, mas não deixamos de testemunhar a dor, a desilusão, a doença, a tragédia…Quando ameaçada pela própria vida, Marta apercebe-se que há que viver a vida na sua plenitude, para que, quando encaixarmos a última peça do puzzle, não tenha ficado nada por dizer, nada por sentir, nada por fazer.

Susana Amante

Ficha Técnica:

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 278
Editor: Chiado Editora
ISBN: 9789895110957
Coleção: Viagens na Ficção


Opinião:

Há personagens que simplesmente me irritam muito, e Marta Correia é uma dessas personagens, a sua indecisão dá cabo da minha paciência. Mas, a verdade é que muitas pessoas são como esta personagem é. Pode-se mesmo dizer que é um cliché da literatura o que limita muito o livro e nos vai fazer antever muitos dos passos que ela pode dar ao longo do livro e quando é colocada perante uma situação qualquer.

Este é um romance de uma vida mas falha por vezes por se desenrolar muito depressa. Há momentos em que preferia que a autora parasse para pensar cinco minutos e nos mostrasse algo mais acerca da personagem e podiam fazê-la evoluir ainda mais. Mas a autora optou por não o fazer.


O Diogo é por assim dizer resistente. Vamos vê-lo a permanecer na vida apesar de todas as inseguranças e atitudes da personagem principal.

O livro em si precisava de um pouco mais de trabalho e de exploração. A autora podia ter apostado mais me certos aspectos e ter melhorado algumas coisas. Mas no geral é um livro interessante.
LilianaNovais

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