quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

[Opinião] "Cinder" de Marissa Meyer (Planeta)

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Sinopse:

Com dezasseis anos, Cinder é considerada pela sociedade como um erro tecnológico. Para a madrasta, é um fardo. No entanto, ser cyborg também tem algumas vantagens: as suas ligações cerebrais conferem-lhe uma prodigiosa capacidade para reparar aparelhos (autómatos, planadores, as suas partes defeituosas) e fazem dela a melhor especialista em mecânica de Nova Pequim. É esta reputação que leva o príncipe Kai a abordá-la na oficina onde trabalha, para que lhe repare um andróide antes do baile anual. 

Em tom de gracejo, o príncipe diz tratar-se de «um caso de segurança nacional», mas Cinder desconfia que o assunto é mais sério do que dá a entender. 

Ansiosa por impressionar o príncipe, as intenções de Cinder são transtornadas quando a irmã mais nova, e sua única amiga humana, é contagiada pela peste fatal que há uma década devasta a Terra. A madrasta de Cinder atribui-lhe a culpa da doença da filha e oferece o corpo da enteada como cobaia para as investigações clínicas relacionadas com a praga, uma «honra» à qual ninguém até então sobreviveu. Mas os cientistas não tardam a descobrir que a nova cobaia apresenta características que a tornam única. Uma particularidade pela qual há quem esteja disposto a matar.

Ficha Técnica:

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 318
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896573270

Opinião:

O conto da Cinderela é conhecido por todos. Um conto tradicional que acompanha o crescimento de todas as crianças. Quem não gosta de magia e de sonhos, e esse conto ensina-nos isso mesmo, que se lutarmos a magia acontece e conseguimos atingir os nossos sonhos. Já se escreveram tantas versões quer literárias, quer cinematográficas que realmente se pensava que tudo já tinha sido explorado, pesquisado e escrito e que não havia nada de novo a acrescentar, mas a verdade é que havia e "Cinder" mostrou a todos que ainda havia muito a explorar e novas ideias a apresentar sobre o tema. Nesse aspecto o livro revolucionou as versões existentes deste conto, quebrando barreiras e abrindo novos horizontes e novas ideias.

Em "Cinder" temos uma Cinderela improvável em que a parte do sapatinho tem um twist interessante e também surpreendente. O livro é viciante e de leitura rápida e fácil. Primeiro é uma distopia, coisa que eu adoro, segundo tem toda aquela ideia de tecnologia que dá uma noção de futurismo.

Ao longo da história é bem patente o trabalho de preparação que a autora teve na elaboração do mundo e das suas personagens.

Cinder é uma personagem que surpreende o leitor pela sua força de vontade e independência, muito segura de si e que nunca deixa de expressar a sua opinião. Esta foi "adoptada" e está a cargo da sua tutora legal, Adri, que se aproveita deste facto de uma forma descarada e abusiva. Esta última é maliciosa e vingativa, uma personagem profundamente detestável.

O príncipe Kay é um mistério que se vai revelando ao longo do livro e que nos vai surpreender bastante e que tem um grande sentido de responsabilidade.

Houveram duas personagens que adorei, estas foram a androide Iko e a "irmã" de Cinder, Peony, ambas me despertaram, por diferentes motivos, sentimentos fortes de compaixão e solidariedade. Estas duas personagens mantêm a Cinder humana e acabam por ser os alicerces e motivadores que a transformam e suportam, mesmo nas alturas mais complicadas da sua vida.

O mundo de "Cinder" surge após a Quarta Guerra Mundial e é um mundo oriental, que a autora consegue criar com facilidade e transmitir esse ambiente ao leitor. Uma praga está a assolar o mundo e que mata indiscriminadamente e que não se conhece nenhuma cura.

Um romance que nos vai dar uma nova visão de um conto antigo e que nos traz uma nova heroína.  
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