terça-feira, 3 de junho de 2014

[Opinião] “A Filha da Floresta” de Juliet Marillier (Bertrand Editora)

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Sinopse:

Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era Lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, e dos seus seis irmãos.

O domínio Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e Criaturas Encantadas que deslizam pelos bosques vestidos de cinzento e mantêm as armas afiadas. O maior perigo para este idílio vem de dentro: Lady Oonagh, uma feiticeira, que casou com o pai de Sorcha, senhor de Sevenwaters. Frustrada por conseguir encantar todos menos a enteada, Oonagh lança um poderoso feitiço sobre os irmãos da rapariga, que só Sorcha poderá conseguir quebrar. Porém, a meio da pesada tarefa de libertar os irmãos, Sorcha é raptada por um grupo de salteadores, e ver-se-á dividida entre o dever de salvar a vida dos irmãos e um amor cada vez maior, proibido, pelo senhor da guerra que a capturou.

Ficha Técnica:

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 448
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722520355

Opinião:

Eu já tinha ouvido falar de JulietMarillier através do facebook e de vários fãs desta autora, mas nunca tive a oportunidade de a ler até agora. Agradeço a um amigo meu por me ter emprestado o livro e me ter convensido a lê-lo. Adorei e compreendi o motivo pelo qual esta autora é tão adorada pelo mundo fora.

A literatura celta sempre me levou para um mundo diferente do que estou habituada e também sempre me fascinou. Todo aquele mundo mágico que domina os nossos sonhos e os nossos momentos mais sonhadores. Para os amantes de literatura fantástica este romance tem os elementos necessários para fascinar e viciar o leitor.

Sofremos com as personagens e com as suas desventuras. A autora consegue prender-nos numa leitura compulsiva até ao final, quando temos uma resolução para o problema, mas que ainda deixa muito por dizer. A personagem feminina, Sorcha, é bastante forte e revela ser muito mais do que a menina que inicialmente pensamos. A sua preserverança e força surpreendem-nos a cada página e as tentações a que é sujeita para não cumprir o seu acordo é muita. Ela é levada ao extremo e tem de lutar pelas suas convicções mesmo contra quem nem a compreende e acima de tudo a odeia por ser diferente.

Neste romance, Marillier mostra bem como a intolerância e a ignorância podem ser os maiores inimigos do ser humano e o levar ao limite e não nos deixar ver para além do nosso próprio preconceito e ideias retrógradas.

A autora é bastante crua nas suas descrições e não evita chocar os leitores em certas passagens, o que torna o livro ainda mais interessante e viciante.

Fiquei ansiosa por ler a continuação e ver que desafios vão esperar pelas personagens nos livros seguintes.
Reacções:

1 comentário:

  1. Viva,

    Fico muito contente que tenhas gostado, quando quiseres ler os seguintes é só dizer e vale a pena ;)

    Bjs

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