terça-feira, 28 de janeiro de 2014

[Opinião] "O Jogo" de Anders de la Motte (Bertrand Editora)

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Sinopse:

Henrik Pettersson, «HP», encontra acidentalmente um telemóvel que o convida a entrar num jogo de realidade alternativa. Passado o teste de admissão, começa a receber uma grande variedade de missões emocionantes, todas elas filmadas e avaliadas secretamente. HP deixa-se imediatamente conquistar por este jogo, mas não tarda a perceber que ele não é tão inocente como a princípio parecia. A inspetora da polícia Rebecca Normén é o oposto de HP. É uma mulher com perfeito controlo da sua vida e uma carreira ambiciosa em ascensão. Tudo seria perfeito não fosse o bilhete escrito à mão que ela encontra no seu cacifo. Seja quem for que o escreveu, sabe demais acerca do seu passado. Os mundos de HP e Rebecca aproximam-se inevitavelmente um do outro. Mas se a realidade é apenas um jogo, então o que é real?

Ficha Técnica:

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 328
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722527453

Opinião:

"O Jogo" é o livro de estreia de de La Motte. O autor foi premiado pela Academia Sueca de Escritores com este romance, o que nos revela a sua enorme aptidão enquanto escritor.

de la Motte criou um thriller viciante que nos faz ficar agarrados desde a primeira página. A linguagem por ele utilizada é directa e crua sem qualquer floreado nem tentativa de suavizar as situações.

O romance é muito intenso e cheio de acção, a forma como o autor estruturou o romance permite ao leitor uma maior interacção com os personagens e uma sensação quase cinematográfica dos acontecimentos. A forma como o estruturou é electrizante e nos deixa agarrados a cada palavra, que sorvemos com uma necessidade enorme de sabermos o que vai acontecer de seguida.

O autor coloca as personagens em situações complicadas e leva-os aos extremos. inicialmente a nossa curiosidade é em saber o que o jogo é e também como é que as duas personagens principais estão relacionadas.

HP é na minha opinião um miúdo, que se deixa levar na onda de cada momento. Ao longo do romance ele cresce e amadurece. E torna-se mais homem do que anteriormente e a sua responsabilidade e torna-se mais interessante.

Por seu lado, Rebecca é extremamente madura e profissional, o seu trabalho está à frente de tudo e todos, não tem vida privada nem sequer se permite tê-la, como penitência por um pecado ocorrido há muito tempo.

As personagens são realistas e credíveis desde as principais às secundárias.

Este e o primeiro volume da trilogia e deixou a fasquia muito elevada para os volumes seguintes.
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