terça-feira, 21 de maio de 2013

[Opinião] “Viver depois de ti” de Jojo Moyer (Porto Editora)

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Sinopse:

Lou Clark sabe muitas coisas. Sabe quantos passos deve dar entre a paragem do autocarro e a sua casa. Sabe que trabalha na casa de chá The Buttered Bun e sabe que não está apaixonada pelo namorado, Patrick. O que ela não sabe é que vai perder o emprego e que todas as suas certezas vão ser postas em causa.
Will Traynor sabe que o acidente de motociclo lhe tirou o desejo de viver. Sabe que agora tudo lhe parece triste e inútil e sabe como pôr fim a este sofrimento. O que não sabe é que Lou vai irromper na sua vida com toda a energia e vontade de viver. E nenhum deles sabe que as suas vidas vão mudar para sempre.
Em Viver depois de ti, Jojo Moyes aborda um tema difícil e controverso com sensibilidade e realismo, obrigando-nos a refletir sobre o direito à liberdade de escolha e as suas consequências.

Ficha técnica:

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 424
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04577-5

Opinião:

As pessoas que conhecemos marcam e mudam a nossa vida. É esta a mensagem que tirei deste livro. É simples sim, mas a subtileza com que é contada por Jojo Moyes, torna este romance numa obra de arte que emociona todos os que a leem. A história que a autora criou em “Viver depois de ti” provoca no leitor um misto de emoções, por vezes rimos, outras sentimos as lágrimas virem-nos aos olhos. É uma história repleta de sensações que agitam o leitor e o guiam pelas páginas. Sentimos aquele constante aperto no coração de quem quer saber mais e que almeja por um final feliz.

Confesso que, inicialmente, adorei a personagem do Will Traynor por ser mauzinho e irrascível para todos os que o rodeavam, estava repleto de autopiedade e não deixava ninguém se aproximasse até Lou Clark ser contratada para “tomar conta dele”. Ao longo da história vemos a evolução da relação dos dois, contada na primeira pessoa por esta e também com partes contadas por Camilla Traynor e Katrina Clark, o que permite uma melhor visão de certos acontecimentos.  A única personagem que não narra na primeira pessoa é o Will Traynor, nunca sabemos o que é que ele está realmente a pensar. A personagem que mais detestei foi mesmo a do namorado, Patrick, que estava mais interessado em correr e no seu corpo do que na namorada e lhe dar atenção. Era demasiado convencido e pomposo, e muito preconceituoso.

O realismo da autora nesta obra é assombroso. Ela consegue colocar de uma forma crua os diversos problemas e o preconceito que uma pessoa em cadeira de rodas enfrenta no seu dia-a-dia. A minha cena preferida é a dos anos da Lou, o comentário sarcástico que Will faz à saída fez com que eu desse umas valentes gargalhadas:

- Pois, você é um homem de sorte – disse o Will, enquanto o Nathan o levava embora. – Não há dúvida de que ela sabe dar um bom banho na cama. – Disse-o tão depressa que a porta se fechou antes que o Patrick tivesse tempo de perceber o que ele tinha dito.

Esta pequena fala mostra-nos o humor da personagem e o livro está repleto de exemplos destes e de discussões entre Will e Lou que nos levam a rir.

É um livro que nos abre a uma realidade que nos passa ao lado e que preferimos ignorar. Um romance cujo final é surpreendente mas que nos deixa com um sabor agridoce.

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