quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

[Opinião] “Poemas do Rio Azul” de Marco Aurélio (edições Vieira da Silva)

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Sinopse:
O nome artístico Marco Aurélio é uma referência cultural e uma homenagem ao conhecido imperador-filósofo (121-180). Com este pseudónimo, vence o prémio de Poesia do 1º Concurso Literário dos Fazedores de Letras da FLUL, ao qual concorreu com «A Decadência da Estrela Cadente», no ano 2000. No entanto, a sua produção artística remonta a 1992, «Do Tempo em que o Poeta Foi Anjo». Após décadas de amadurecimento da sua escrita em verso, Marco Aurélio assume a firme convicção de que alguns poemas merecem a publicação em livro em 2010, escolhendo para a antologia Poiesis, cinco poemas que espera serem do agrado dos leitores: «Arte», «Pó», «Pigmaleão», «Mauritânia» e «Encontro».
«Poemas do Rio Azul» e «Pássaro Azul» constituem uma recolha de poemas inéditos inspirados em Setúbal, terra celebrizada pelos versos de Bogage onde, no dizer de António Telmo “não se morre”.
Ficha Técnica:
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 80
Editor: Edições Vieira da Silva
ISBN: 9789898545800
Opinião:
Este livro de poemas de Marco Aurélio aborda imensos temas, sem ter um fio condutor lógico à primeira vista.
A métrica e a rima são bastante rígidas, sem deixar muita margem para divagações. O que limita um pouco o poeta, mas isso faz parte do ofício.
O livro divide-se em duas partes, as quais têm no seu interior um fio condutor.
“Por isto tudo
Porque isto está na parte final
Porque o bem não compensa o mal
Por todo o derramado sal
Por tanta pedra, tanta cal.

Por tanta dor nua
Pela encoberta lua
Pela chave que é tua
Pela estrada, pela rua.

Por todo o grande Mar
Pelo estranho estar
Por ouvir chamar
Porque nada há como o lar.”
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