quinta-feira, 3 de abril de 2014

[Opinião] “As aventuras de Alice no país das Maravilhas e Alice no outro lado do Espelho” de Lewis Carol (Relógio d’Água)

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Sinopse:

As Aventuras de Alice, originalmente Alice's Adventures Underground, 1863 (As Aventuras de Alice debaixo da Terra), nasceram de uma ocasião, a 4 de Julho de 1862, em que Charles Lutwidge Dogson, matemático e cónego, também conhecido por Lewis Carroll, levou as meninas Liddell a passear de barco no Tamisa. Nessa tarde, entreteve as crianças com histórias que, a pedido de Alice, passou a escrito para lhe oferecer. A presente tradução segue o texto de Through the Looking Glass and What Alice Found There, publicado pela primeira vez em 1871 (embora com data de 1872.) "Deixem-me acrescentar, pois sinto que me deixei divagar num tom demasiado sério para um prefácio de um conto de fadas, a deliciosa e ingénua observação de uma menina a quem quero muito, quando lhe perguntei, depois de a conhecer há dois ou três dias, se ela lera As Aventuras de Alice e o Do Outro Lado do Espelho. “Sim, sim”, respondeu ela prontamente, “li os dois! E acho…” (disse ela mais devagar, como se pensasse no assunto), “Acho que o Do Outro lado do Espelho é mais estúpido do que As Aventuras de Alice. Não lhe parece?” Mas eu achei que não seria de bom-tom entrar nessa discussão." Prefácio de Lewis Carrol de Dezembro, 1886.

Ficha Técnica:

Autor    Lewis Carrol
Editor    Relógio d'Água
ISBN      9789727089192
EAN       978-9727089192
Nº Páginas          336
Idade Recomendada     + 10 anos

Opinião:

A primeira vez que li este livro era adolescente e achei bastante estranho e também interessante. Os diálogos sem sentido que dominam o universo de Alice e parecem ser compreendidos pelos seus intervenientes. É um livro que inicialmente nos faz sentir como peixes fora de água, mas rapidamente nos integramos naquele mundo.

A Alice que conhecemos no início do livro é bastante infantil e não gosta de desafios à mente como ler um livro ou estar parada a pensar.

Alice começa a aborrecer-se imenso de estar sentada à beira-rio com a irmã, sem nada para fazer: espreitava uma ou duas vezes para o livro que a irmã lia, mas não tinha gravuras nem diálogos. «E de que serve um livro», pensou Alice, «se não tem gravuras nem diálogos»

Outro exemplo da sua irresponsabilidade e da sua inocência é quando vê o coelho e o segue. Entra no túnel atrás dele sem pensar nas consequências. Ao longo do livro ela debate-se com dilemas acerca da sua entrada na adolescência.

Alice evolui ao longo do livro e cada personagem representa alguma pessoa da sociedade.

Carrol, enquanto professor de matemática, aplicou alguns dos conceitos matemáticos no seu romance. Tornando-a interessante e divertida.


Um excelente livro que é um clássico da literatura.
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