sábado, 28 de dezembro de 2013

[Opinião] “Sangue e Ouro” de Anne Rice (Publicações Europa-América)

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Sinopse:

As Crónicas do Vampiro prosseguem agora com o regresso de Marius.

O belo e louro filho da Roma Imperial, antigo mentor do vampiro Lestat, revela-nos, com uma voz intensa mas intimista, os segredos da sua existência de dois mil anos. Cercada de luxo mas também de tragédia, a vida de Marius vai conhecer os cenários da queda do Império Romano, da nova civilização em Constatinopla e dos ambientes mágicos de Florença e Veneza. É nessa Itália renascentista que ele vai conhecer o misterioso Armand… E uma outra personagem que o vai enfeitiçar: o genial Botticelli…

Trágico, sensual e arrepiante, como sempre, Sangue e Ouro é Anne Rice no seu melhor.

Ficha Técnica:

Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 438
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721051003

Opinião:

“Sangue e Ouro” é um volume que pertence às “Crónicas Vampíricas” de Anne Rice. Este volume apresenta-nos novas personagens, uma delas é um vampiro antigo sobre o qual ainda não se tinha falado anteriormente, o Thorne, o qual fora criado pela própria Maharet e tinha dormido por séculos sem ter qualquer interesse no que acontecia no mundo, vítima do efeito em cadeia do que Lestat fez, o qual acordou a rainha, Akasha, e com ela trouxe de volta velhos vampiros, entre eles a criadora de Thorne. Isto fez com que Thorne acordasse e se dirigisse à civilização. Então quem é que ele vai encontrar? O Marius, um vampiro, também ele antigo, e que vai travar conhecimento com ele.

Marius passa a ser o narrador deste livro e nos conta o que se passou entre os eventos que já conhecemos dos volumes anteriores. Também ficamos a conhecê-lo melhor e o que o move em tudo o que faz.

Parte do livro está escrita na terceira pessoa e a outra parte está escrita na primeira pessoa, o que torna o livro bastante versátil.

Aqui Marius, vagueia por entre o passado e nos leva numa viagem pela Roma Antiga, Antígua, Constantinopla, a época Renascentista, e também pelos momentos mais recentes. Marius tem uma capacidade de adaptação enorme e que o auxilia a integrar-se facilmente no meio dos humanos. Esta personagem delicia-se com a companhia dos mortais, de modo a não se sentir só, acabando por se ligar a vários mais intimamente ao ponto de não os querer perder e acaba por sofrer com isso. Penso que Marius é muito parecido com Lestat nesse aspecto.

Todos os vampiros, que eu já li, escritos por Anne Rice, têm uma necessidade excessiva de companhia e todos têm os seus sentimentos humanos aumentados exponencialmente, quando eles pensam que não são humanos apresentam os mesmos sentimentos de perda e medo da solidão.

Anne Rice criou uma saga que é viciante e que nos deixa ansiosos por mais.


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