domingo, 22 de dezembro de 2013

[Opinião] “A Cidade dos Ossos” de Cassandra Clarke (Planeta)

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Sinopse:

No Pandemonium, a discoteca da moda de Nova Iorque, Clary segue um rapaz muito giro de cabelo azul até que assiste à sua morte às mãos de três jovens cobertos de estranhas tatuagens. Desde essa noite, o seu destino une-se aos dos três Caçadores de Sombras e, sobretudo, ao de Jace, um rapaz com cara de anjo, mas com tendência a agir como um idiota…

Ficha Técnica:

Edição/reimpressão: 2009
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896570231
Número de páginas: 414

Opinião:

Este ano está repleto de adaptações cinematográficas de livros. E esta é mais uma delas, “A Cidade dos Ossos” faz parte de uma saga escrita pela autora Cassandra Clarke intitulada “Instrumentos Mortais”. Tal como todas as adaptações, o filme está um pouco diferente do livro em vários pormenores.

Clary é uma rapariga normal, igual a tantas outras, mas sempre um pouco à parte, não pertence em lado nenhum e sente-se deslocada, como tantos adolescentes da mesma idade. O seu mundo é abalado quando, numa discoteca, assiste a um crime que parece que mais ninguém viu, nem mesmo o seu melhor amigo, o Simon. É assim que Clary é introduzida num mundo que existe à margem do mundo humano e onde ela aparentemente pertence. Esta descoberta precipita uma série de eventos que vão fazer com que Clary se compreenda melhor e acabar por descobrir a verdade acerca do seu passado e que a sua mãe lhe ocultou e que a protegeu dessa mesma verdade.

A história é mais direccionada para o público mais jovem mas, os adultos também apreciarão a leitura porque está repleto de acção e de pormenores que saltam à vista. Também nós os adultos gostamos de ler algo que nos leve ao limite da nossa imaginação e que nos mostre algo mais do que vivemos.

A autora consegue prender o leitor desde o primeiro momento e acaba por se tornar uma leitura compulsiva.
As personagens que a autora criou são extremamente realistas e isso as torna credíveis. Gostei principalmente da Julie e do Simon, devido a serem os mais realistas de todos, com as suas inseguranças e forças servem como âncoras nesta história, e principalmente o segundo serve para chamar muitas vezes os outros à razão. O Jace, por seu lado, parece demasiado bom demais para ser verdade, as coisas correm-lhe sempre bem, e depois vem uma inconsistência e ele acaba por ser facilmente influenciável. Valentine é o perfeito vilão, manipulador e controlador, consegue fazer com que todos o sigam.

Ao longo do romance é bem visível todo o trabalho de construção que a autora teve antes de começar a escrever o romance graças às suas descrições pormenorizadas de vários locais que apenas existem na sua imaginação.


Ficaram muitas respostas em aberto e muito ficou para dizer no próximo volume.
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