terça-feira, 29 de outubro de 2013

[Opinião] “Divina por Engano” de P. C. Cast (Saída de Emergência)

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Sinopse:

Shannon Parker é uma professora de Inglês a aproveitar umas muito merecidas férias de verão. Ao fazer compras, encontra um antigo vaso com a figura de uma deusa celta muito parecida consigo. Shannon compra o vaso, mas nem sonha na aventura em que se irá meter.

Sem saber como, vê-se, de súbito, transportada para Partholon, onde assume o papel de Rhiannon, a Sumo-Sacerdotisa de Eponina. E apesar de todas as regalias e do tratamento de luxo – qual a mulher que não gosta de receber uns mimos? – ser deusa envolve um casamento ritual com um centauro e lutar contra os fomorianos, criaturas maléficas que tudo farão para travar o regresso da verdadeira deusa. Conseguirá Shannon livrar-se deste sarilho e arranjar alguma forma de regressar a casa sem acabar morta, casada com um cavalo ou enlouquecida? É que ser divina, afinal, não é um mar de rosas!

Ficha Técnica:

Chancela: Saida de Emergência
Coleção: BANG
Saga/Série: Serie Divina  Nº: 1
Data 1ª Edição: 20/08/2013
ISBN: 9789896375676
Nº de Páginas: 432
Dimensões: [160x230]mm
Encadernação: Capa Mole

Opinião:

“Divina por Engano” é um romance a solo de P. C. Cast. Este é o início de uma saga, e segundo a própria autora foi escrito antes da saga Casa da Noite, que escreveu com a sua filha. Já muito foi dito acerca deste romance em vários locais, e uma coisa é certa, tal como no caso da outra saga ou se adora a autora ou se detesta, mas ninguém é capaz de ficar indiferente à sua escrita e às suas personagens.

Cast cria muitos mitos relacionados com a fantasia e este caso não é excepção. Viajamos com Shannon para um mundo onde as criaturas da mitologia existem num misto entre cultura celta e cultura grega, criando um Universo realista e que nos envolve nos pormenores que a autora nos mostra.

Quanto às personagens, Shannon fez-me lembrar uma amiga minha que fala como ela. Esta personagem é muito complexa e nota-se na sua forma de falar a influência que os seus alunos têm sobre ela. Não me parece que Shannon tenha sido uma daquelas professoras que tenha muita rigidez nas suas aulas, mas sim aquela professora que achamos porreira e que gostamos das aulas dela. O vício dela por vinho, sim pode-se chamar vício, retrata de uma forma muito realista um problema muito comum nos EUA. Quanto às outras personagens penso que a autora podia ter investido mais em algumas personagens secundárias. Por exemplo acho estranho que nenhuma delas desconfiasse que Shannon não era daquele mundo até Carolan a desmascarar. Isto pode criar alguma confusão ao leitor. Alanna por seu lado desempenha na perfeição o seu papel de amiga, protectora e confidente de Shannon.

Foi um livro que me diverti a ler, o humor da autora é bem presente nesta obra, e delicia-nos com uma leitura leve.
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