domingo, 12 de maio de 2013

[Opinião] "Dragões de um crepúsculo de Outono” de Margaret Weis e Tracy Hickman (Saída de Emergência)

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Sinopse:

Uma história de grande imaginação, inovadora e de leitura compulsiva vinda dos autores de fantasia mais populares desde J. R. R. Tolkien.

Prepare-se para conhecer o clássico da fantasia Dragonlance que influenciou gerações de leitores com um novo mundo cheio de paixão e aventura.

Anos após terem optado por seguir caminhos diferentes, um grupo de companheiros reencontra-se na sua terra natal apenas para descobrir que o mundo de Krynn mudou. Rumores de guerra e sombras dominam as conversas de estalagem e monstros e criaturas míticas que só existiam em lendas voltaram a ser avistados. E nenhum companheiro se atreve a confidenciar os segredos que oculta no coração e que descobriu em viagens cheias de perigo.

Até ao dia em que um encontro ocasional com uma bela mulher, que detém em seu poder um bastão de cristal, arrasta os companheiros para o caos e muda as suas vidas para sempre. Ninguém esperava que se revelassem heróis. Muito menos eles. Mas conseguirão arranjar a força, honra e coragem para enfrentar os Deuses da Luz e Trevas no momento em que a Guerra da Lança está prestes a começar?

Ficha Técnica:

Chancela: Saida de Emergência
Coleção: BANG
Saga/Série: As Crónicas de Dragonlance  Nº: 1
Data 1ª Edição: 22/02/2013
ISBN: 9789896374907
Nº de Páginas: 448
Dimensões: [160x230]mm
Encadernação: Capa Mole

Opinião:

Este é o primeiro volume de uma série que já é famosa e tem milhares de fãs, um pouco por todo o mundo, “As Crónicas de Dragonlance”. Este foi o meu primeiro contacto com esta série, nunca a li, nem mesmo em inglês, por isso era terreno novo para desbravar, como se diz habitualmente. Mas, rapidamente fui conquistada pela história e o seu ritmo. Motivo pelo qual muitos apreciadores de fantasia aderiram a esta saga. No final do livro fica uma questão, será que as autoras conseguirão manter o ritmo por toda a saga ou será que este abrandará? É um problema com as sagas e trilogias, é o abrandamento deste e acabam por arrastar a história com momentos parados e de descrição longa.

Para já o ritmo acelerado do livro não dá espaço para o leitor respirar colocando as personagens sempre em xeque e viciando assim os leitores que querem saber o que lhes vai acontecer de seguida e como vão sair dessa situação.

Esta saga tem muitos dos elementos clássicos utilizados na fantasia clássica, mantendo os mesmos clichés e não quebrando tabus antigos. Isto não deve ser tomado como um ponto negativo, pois poucos livros fugiriam ao clássico.

Apesar das semelhanças nas bases, este livro é bastante original. As personagens são cativantes e ganham vida própria ao avançarmos nas páginas e capítulos do romance. Algumas delas são extremamente afáveis e outras deixam-nos desconfiados, como se estivessem a esconder alguma coisa. Rastlin é a personagem de quem eu mais desconfio e que acho que tem um lado negro secreto, o qual está prestes a ser revelado, talvez por uma traição, não sei, nem neste livro, isso é revelado. Mas que ele esconde algo, isso é certo, falta é saber o quê? É muito misterioso e enigmático. O facto de ele utilizar magia, ou melhor dizendo, ser um mago, não o torna todo-poderoso, pelo contrário, esta drena as suas energias deixando-o à mercê do inimigo e precisa da constante protecção de Caramon. A personagem que achei mais engraçada foi mesmo o kender, Tas, sendo o mais pequeno deles, tem uma alegria muito própria e uma forma muito interessante de ver a vida e de encarar os desafios. Um dos mais corajosos de todo o livro, ou será apenas resultado da sua própria natureza, acaba por salvar os seu amigos de situações complicadas. Existem muitas mais personagens a mencionar e a explorar, mas se falar de todas ao pormenor nunca mais terminava a crítica. Por isso, devo dizer que todas as personagens são dignas de nota e acabam por ganhar vida própria que transcende a que se encontra no papel.

Conforme avançamos, verificamos que muitos personagens têm um passado comum, uma história que partilharam e que ainda não foi totalmente revelada. Isto é claro quando em certas partes do discurso eles falam desses episódios com um certo humor à mistura. Essa união aumenta, especialmente com os novos membros do círculo, impulsionada pela luta pela sobrevivência e pela liberdade.

Os diálogos entre as diversas personagens revelam o humor e a confiança de velhos amigos que se reúnem ao final de muitos anos:

- Tanis? – indagou Flint, hesitante, enquanto o homem se aproximava.

- O próprio – e o rosto barbudo do recém-chegado abriu-se num enorme sorriso. Ficou de braços abertos e, antes que o anão pudesse impedi-lo, agarrou Flint num abraço que o levantou do chão. O anão abraçou também o velho amigo contra si durante um breve momento, e depois, lembrando-se da sua dignidade, sacudiu-se e libertou-se do abraço do meio elfo.

- Bom, não aprendeste boas maneiras nestes cinco anos – resmungou o anão. – Continuas a não respeitar a minha idade nem a minha posição. Erguer-me como um saco de batatas! – Flint olhou para a estrada mais abaixo. – Espero que ninguém tenha visto.

Este é um dos imensos exemplos desta cumplicidade que se repetem ao longo do livro. E que dão uma enorme familiaridade entre as personagens e criam teias de amizade entre elas.

É um livro que está bastante interessante, viciante e que nos faz desejar pelo próximo volume. Deixando bastantes perguntas em aberto, aumentando assim a curiosidade do leitor. Os diálogos rápidos e familiares entre as personagens dão ao leitor um vislumbre das relações entre estas e dos sentimentos que nutrem entre si. As descrições são rápidas e concisas, indo directamente ao assunto sem o uso de grandes floreados, o que facilita a manutenção do ritmo da história.

Pessoalmente, aguardo pelo próximo número desta saga que é ideal para quem gosta de fantasia.
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