quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

“Mil Pontos de Luz” de Susana Rosária Castro (Chiado Editora)




Sinopse:

Rudolfo transformou-se num homem sombrio, dedicado a fazer companhia à sua própria solidão. Para ele, apenas o silêncio da sua casa e o denso escuro da noite cerrada lhe consolam a alma. Quando era ainda uma criança, Rudolfo acordou, numa inocente brincadeira, um dom que o acompanhava de nascença e que lhe revelou algo terrível.
Toda a sua vida mudou a partir desse momento. Depois conheceu Carolina e o amor que sentiu de imediato por ela arrancou-lhe do peito o coração e colocou-o nas mãos desta bela mulher. Agora, nada mais importa senão tê-la ao seu lado, e para isso, Rudolfo tem de lutar contra o seu próprio destino.

Ficha técnica:

Autor: Susana Rosária Castro
Colecção: Viagens Na Ficção
Páginas: 428
Data de publicação: Novembro de 2012
Género: Ficção
ISBN: 978-989-697-882-2

Opinião:

“Mil pontos de luz” é o livro de estreia de Susana Rosália Castro. O livro com as suas 428 páginas torna-se um livro grande. A ideia é bastante interessante, apesar de abordar o tema do sobrenatural, a forma como trata o tema está bastante interessante.
Este livro conta a história em círculos, a cada volta que dá compreendemos melhor o que se passa e como as personagens chegam a um certo ponto. A parte inicial tem um desenvolvimento lento, mas rapidamente a acção surge e desenvolve-se de uma forma natural. Acabando por prender o leitor a partir de metade do livro. Sendo a parte do mistério bem abordada
As personagens são interessantes, mas podiam estar mais desenvolvidas, gostava de conhecer melhor algumas das personagens, apenas Rudolfo se conhece melhor as outras são deixadas a meio de desenvolvimento.
O final é surpreendente e tem um twist interessante.
Um livro mais leve de sobrenatural com uma abordagem simples. Bom livro para uma primeira edição de um autor.

Aquisições de Janeiro


Este é o primeiro post das aquisições.Os livros foram oferecidos pelas editoras.
Quinta essência - "Filha da Magia"
Vogais - Beleza Atormentada
Civilização - Borboletas Nocturnas
O colar Ganhei no passatempo do Blog Desejos de Alma.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Num cinema Perto de si

Um clássico de convicção, humanismo e coragem.
Um romance imortal.
Um filme inesquecível.

Romance social marcado por uma vasta análise de costumes da França de meados do século XIX. Os Miseráveis revela uma grande complexidade tanto ao nível da escrita como da própria intriga, misturando intimamente realismo e romantismo.
Num contexto histórico que cobre o período entre a batalha de Waterloo e as barricadas de Paris, Victor Hugo apresenta-nos a história de Jean Valjean, um popular prisioneiro condenado por ter roubado um pão e cuja pena será agravada por tentativa de evasão
Em vez de ser reeducado pela justiça humana para a vida civil, é endurecido no mal.
Esta história, imbuída de misticismo e maravilhoso, é, antes de mais, uma denúncia de todo o tipo de injustiças, espelhando a forma exemplar as contradições e grandezas daquele século.

Leia o livro. Veja o filme.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Entrevista à Sara Farinha


1.       Como é que te surgiu a ideia para este livro?

O tema de ‘Percepção’ surgiu num texto que li numa das muitas pesquisas online, que continha um pequeno conjunto de explicações sobre os signos, e as susceptibilidades de algumas pessoas às emoções dos outros.
A ideia dos predadores de emoções alheias despertou a minha curiosidade e, mais tarde, alarguei o âmbito da pesquisa e comecei a formar o conceito que se transformou em ‘Percepção’. Atraída pela possibilidade de juntar Ciência e Paranormal, investiguei o que existia sobre o tema, e comecei a escrever sobre ele.

2.       Como é que te sentiste ao ver o teu livro editado?

Segurar o meu primeiro livro nas mãos foi uma experiência emocionante. Assim como, poder partilhar esse momento e todos os que se seguiram, com as pessoas que fazem parte da minha vida. Tem sido um orgulho e uma chamada de atenção para tudo aquilo que é possível fazer se nos predispusermos a trabalhar para isso.

3.        Enquanto escritora estreante, o que achaste da recepção do teu livro pelo público?

Um ano depois, ainda sinto que há interesse em ler este livro e que a comunidade de leitores, que se agrega no mundo virtual, tem-lhe prestado bastante atenção. O que, para um autor estreante, quer dizer alguma coisa.
Não é demais agradecer a todos os que leram e opinaram sobre ‘Percepção’ pelo que quero aproveitar e deixar aqui o meu sincero Obrigada.

4.       O sobrenatural é algo que te fascine?

O sobrenatural (entendido como aquilo que existe fora das leis da natureza) e o fantástico (o que só existe na imaginação) são, sem qualquer margem para dúvida, algo que me fascina.
A Ficção Especulativa, a Fantasia e a Ficção Científica são géneros que sempre me atraíram. Como leitora, e como escritora, agrada-me a criação de mundos, o potencial na mistura de ciência e fantasia e a riqueza de vivências alternativas. Adoro o poder que estes géneros literários têm de nos transportar para outras realidades, de traçar paralelismos e usar metáforas, de introduzir alguma magia nesta existência às vezes tão banal.

5.       A tua experiência profissional e académica ajudou-te na concepção do livro?

Acredito que minha experiência académica me proporcionou algumas ferramentas, a nível pessoal e educacional, que influenciaram a minha escrita. Foi aí que fui exposta ao estudo dos comportamentos individuais e sociais dos seres humanos e onde aprendi a teoria que sustenta a pesquisa e a investigação sociológica.
Quanto à experiência profissional, acho que tem servido para comprovar tudo aquilo que os manuais escolares debitavam. Todas as experiências são valiosas quando se escreve com regularidade e, num contexto em que é cada vez mais difícil gerir a quantidade e diversidade de indivíduos, todas essas vivências são preciosas para um melhor entendimento da natureza humana.

6.       Qual é a tua personagem preferida e porquê?

Sinto um carinho muito especial por Albert, o descontraído companheiro de casa de Joana. Ele contribuiu bastante para a paz relativa em que a personagem principal vivia, no início da história, com a sua personalidade jovial e desregrada. A influência subtil de Albert, para além da amizade entre eles, ajudava Joana mais do que ela própria tinha consciência.

7.       Quais são os autores que mais te influenciaram e que mais aprecias?

São vários, os meus autores favoritos, e fazem parte duma lista em contínuo crescimento: Fernando Pessoa, Eça de Queirós, J.R.R. Tolkien, Florbela Espanca, Bram Stoker, Oscar Wilde, J.R. Ward, Luis Sepúlveda, Stephenie Meyer, Laurell K. Hamilton, Richelle Mead, Nora Roberts, Anne Lamott, entre tantos outros.
Aqui a palavra de ordem é Diversificar. Adoro misturar géneros e aprofundar temas. As minhas escolhas são sempre baseadas naquilo que gosto de ler, e no que faz mais sentido para mim, no momento. Não gosto de constrangimentos, obrigatoriedades ou exclusividades. Aprecio cada uma delas de forma diferente e escolho-as tanto quanto sou escolhida por elas.

8.       A história passa-se em Londres. Sentes afinidade com aquela cidade?

Londres terá sempre um cantinho especial no meu coração. Adoro a cidade, os seus ritmos, recantos e misturas culturais. Foi o palco perfeito para ‘Percepção’ e foi com enorme prazer que partilhei algumas das coisas que absorvi nas várias viagens que tive oportunidade de fazer. É, sem dúvida, uma cidade a visitar.

9.       Porquê o título percepção?

No domínio das ciências cognitivas, ‘percepção’ consiste num conjunto de processos mentais que recebem e interpretam os estímulos sensoriais fornecidos pelo meio. O indivíduo é uma conduta que recebe informação do ambiente que o rodeia, assimila esses dados, e interpreta-os.
É a acção de organizar os inputs, recebidos através dos sentidos, que nos permite viver em sociedade e agir de acordo com a ideia que fazemos de cada estímulo a que somos expostos.
A recepção e o uso destes estímulos são o tema principal deste livro, pelo que o uso do conceito científico, é adequado para explicar as capacidades sobrenaturais das personagens. Faz todo o sentido, usar o conceito como título, uma vez que ele é um vislumbre daquilo que podem encontrar nas suas páginas.

10.   Quando vais escrever a segunda parte?

Sem data marcada, mas ainda durante este ano, voltarei ao Universo de ‘Percepção’. Para já, planeio continuar a acompanhar os resultados deste primeiro livro, a envolver-me nos meandros da sua divulgação, e permanecer atenta às opiniões dos leitores. A pouco mais de um ano da data de publicação tenho recebido feedback no sentido de dar continuidade a esta história. Espero poder fazê-lo em breve.

Quero agradecer o convite para esta entrevista. Obrigada Liliana, pela tua simpatia e apoio, e desejo muito sucesso para ‘O Sofá dos Livros’.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

[Opinião] “Ana Karenina” de Leão Tolstoi (Publicações Europa-América)



Sinopse:

*Um clássico intemporal!*

Por entre o frio de Moscovo e as neblinas geladas de São Petersburgo, uma história de amor imortal que nasce com um simples olhar. Uma paixão trágica que tudo abandona para se dedicar ao amor de um único homem. Uma heroína tão intensa e comovedora como Madame Bovary e a Dama das Camélias, que eternizou o nome de Leão Tolstoi colocando-o na galeria dos grandes génios da literatura universal.

/«Já se disse que a obra de Shakespeare, a de Balzac e a de Tolstoi são os três maiores monumentos erguidos pela Humanidade à própria Humanidade. Estou cada vez mais convencido de que isso é verdade!»/ André Maurois

Agora numa nova adaptação cinematográfica de Joe Wright, realizador de /Orgulho e Preconceito/ e /Expiação,/ com Keira Knightley e Jude Law, nos principais papéis, Aaron Taylor-Johson e Kelly Macdonald.

Leia o livro. Veja o Filme.

Ficha técnica:

Título: Anna Karenina
Autor: Leão Tolstoi
Colecção: Clássicos
Pp.: 872

Opinião:

Quando o livro me chegou às mãos fiquei de boca aberta com o seu tamanho e com um pouco de receio de que este fosse pesado. Comecei a ler e a partir do terceiro capítulo fiquei totalmente agarrada à história, o livro é extremamente viciante e os capítulos curtos facilitam muito a leitura. Li-o em apenas treze horas, o que para mim foi um record.
Falemos do livro em si. Tolstoi escreveu um romance intemporal, isso é um facto já assente e mundialmente aceite. A história não se centra na vida de Anna Karenina apenas, as personagens que se designariam secundárias ganham vida própria e ganham destaque. Isto faz com que a história tenha vários fios condutores. Tomando as cidades moscovitas como plano de fundo, o autor faz descrições simples e pequenas, mas eficazes. A acção avança num ritmo harmonioso, que facilita a leitura.
As personagens frequentemente têm lutas internas entre o que querem e o que é socialmente correcto. Todo o livro tem o tom de critica à sociedade russa da época, o que era comum nos escritores dessa época. Os livros eram utilizados como ferramentas de critica social. Tolstoi mostra-nos um mundo há muito desaparecido em que os vícios eram muitos e que deram origem à revolução russa, onde a alta sociedade russa se move, longe do povo.
Vemos a evolução das várias personagens, umas amadurecendo, outras regredindo.  Todas vivem em função da sociedade e do correcto, excepto Anna que cede aos seus desejos e aos caprichos do seu coração escandalizando todos os que a conhecem. O final desta personagem deixou-me triste, mas no contexto e na evolução desta personagem é compreensível. Será que ela é consumida pela paixão?
Vronski assume desde o início a posição de homem apaixonado. Mas rapidamente evolui e o ócio toma conta de si e começa a ficar aborrecido coma sua vida. Que decisão tomará? E como é que isso vai influenciar Anna?
Nem consigo imaginar o tempo que Tolstoi demorou a escrever este livro. Mas  a sua linguagem é simples e acessível.
Um livro intenso com uma história interessante e envolvente que se recomenda ler.

"Na cama com um Highlander" de Maya Banks (Editora Bertrand)

Este é mais um livro "quente" que vai ser lançado este ano. Para as amantes desta literatura e da autora é um livro a não perder. A editora Bertrand leva-o às bancas já no dia oito deste mês. Vejam bem esta capa. Que tal pedir isto para o dia dos namorados?


Sinopse
Ewan, o mais velho dos irmãos McCabe, é um guerreiro decidido a destruir o seu inimigo. Agora que o momento é ideal para a guerra, os seus homens estão preparados e Ewan quer reaver aquilo que lhe pertence - até que uma tentação de olhos azuis e cabelo negro se atravessa no seu caminho. Mairin pode muito bem ser a salvação para o clã de Ewan, mas, para um homem que sonha com vingança, as questões do coração são um território desconhecido a conquistar.
Mairin é filha ilegítima do rei e é senhora de propriedades valiosas que a obrigaram a esconder-se e a desconfiar do amor. Os seus piores receios acabam por acontecer quando é salva do perigo mas depois obrigada a casar com o seu salvador, Ewan McCabe, um homem carismático que está habituado a mandar. Mas a atração que sente pelo seu novo marido fá-la desejar o seu toque; o seu corpo ganha vida com a mestria sensual dele. E à medida que a guerra se aproxima, as forças, o espírito e a paixão de Mairin obrigam Ewan a derrotar os seus próprios fantasmas e a entregar-se a um amor que significa mais do que a vingança e a terra.
Sobre a autora:
Maya Banks, autora best-seller do New York Times que escreve romances eróticos e de suspense, conquistou as leitoras com a sua escaldante série de romances históricos escoceses.
 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

[Opinião] “A Vingança das Vagas” de José Teles Lacerda (Esfera do Caos)



Sinopse:

"No longínquo ano de 1506, trinta e sete colonos moribundos foram forçados à desesperada tentativa de povoar uma ilha amaldiçoada. Dizia-se, nessa época, que naquele gigantesco amontoado de ravinas negras vogava a voz do Diabo. Quinhentos anos passados, não existem documentos que descrevam o sinistro martírio coletivo, na tentativa de povoamento dessa ilha maldita. Aliás, em nenhuma biblioteca do mundo se descobriu uma única página contendo alusões ao sucedido. Em suma, ninguém conhece a verdadeira localização da maligna massa insular, para sempre perdida no meio do oceano. Durante os serões, o avô Vicente alerta Bernardino Gávea para os perigos inerentes à convivência com a violência das vagas. O menino, porém, não se amedronta. Pode ser a mais miserável das crianças, mas, por viver num casebre encavalitado nas dunas, considera-se o legítimo dono de toda a praia. Fascinado pelas narrativas náuticas, que o septuagenário lhe transmite, sonha ser um intrépido conquistador dos mares — há-de conseguir, afinal, reencontrar a ilha que o medo humano apagou dos mapas. Todos estamos sujeitos às ingratas investidas do imprevisto. No mar ou em terra, a palavra vaga pode unir-se a outras, numa sanguinária cumplicidade catastrófica, que culminará com a materialização dos nossos piores pesadelos. Surgirão então vagas de desgraça, vagas de infortúnio, vagas de desespero e desilusão. Nas páginas deste livro poderemos esbarrar com os sonhos de uma criança miserável e viver as preocupações do seu decrépito avô. Mas também teremos notícias de um assustador mundo paralelo. Vindos de ilhas distantes, esvoaçam os gritos dos colonos condenados, ressoam os cânticos melancólicos de musas moribundas, ouvem-se fraudulentas vozes fantasmagóricas. E sobre as ondas do mar existem suspeitas de poder eclodir, a qualquer momento, uma nefasta ofensiva de ninfas."

Ficha técnica:

Colecção: Esfera Contemporânea / 40
Páginas:384
Data de Publicação: Outubro de 2012
PVP: 17,90 euros
ISBN: 978-989-680-072-7

Opinião:

José Teles Lacerda define-se com este livro como um contador de histórias. Aproveitando factos históricos criou contos que o avô Vicente conta ao seu neto Bernardino Gávea. Seguimos os serões do contador de histórias enquanto ele viaja no tempo para uma época de epopeias portuguesas, no século XVI.
As personagens que o autor criou têm vida própria. Mesmo as que apenas existem na cabeça do avô Vicente. Têm as suas personalidades bem vincadas e com capacidade de decisão próprias. As que habitam na época dos descobrimentos, são muito dominadas pelas suas superstições, pelo que este livro toca muito na parte sobrenatural. O Demónio, as sereias e dragões são apenas alguns dos “monstros” referidos no livro. O autor também refere as tribulações que os cristãos novos sofreram em Portugal, na época dos descobrimentos.
O livro em si tem um desenvolvimento lento e um ritmo constante. Sem grandes momentos de climax. É um livro harmonioso e calmo.
Quanto à linguagem que o autor utiliza, é adequada à época em que se insere a acção, acabando assim por enriquecer o vocabulário do leitor.
Enquanto livro de estreia José Teles Lacerda encontra-se de parabéns.