quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Resultado do Passatempo "O Intruso"
Olá a todos,
Este foi o primeiro passatempo do blog.
Obrigada pelas participações. Mas só pode haver um vencedor a feliz contemplada é a Ester Almeida do Porto.
Parabéns
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
[Opinião] "O Circo dos Sonhos"de Erin Morgenstern (Civilização Editora)
Sinopse:
Um misterioso circo itinerante chega sem aviso e sem ser precedido por anúncios ou publicidade. Um dia, simplesmente aparece. No interior das tendas de lona às listas pretas e brancas vive-se uma experiência absolutamente única e avassaladora. Chama-se Le Cirque des Rêves (O Circo dos Sonhos) e só está aberto à noite.Mas nos bastidores vive-se uma competição feroz - um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, que foram treinados desde crianças exclusivamente para este fim pelos seus caprichosos mestres. Sem o saberem, este é um jogo onde apenas um pode sobreviver, e o circo não é mais do que o palco de uma incrível batalha de imaginação e determinação. Apesar de tudo, e sem o conseguirem evitar, Celia e Marco mergulham de cabeça no amor - um amor profundo e mágico que faz as luzes tremerem e a divisão aquecer sempre que se aproximam um do outro.
Amor verdadeiro ou não, o jogo tem de continuar e o destino de todos os envolvidos, desde os extraordinários artistas do circo até aos seus mentores, está em causa, assente num equilíbrio tão instável quanto o dos corajosos acrobatas lá no alto.
Escrito numa prosa rica e sedutora, este romance arrebatador é uma dádiva para os sentidos e para o coração. O Circo dos Sonhos é uma obra fascinante que fará com que o mundo real pareça mágico, e o mundo mágico, real.
Ficha Técnica:
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 464
Editor: Livraria Civilização Editora
ISBN: 9789722634267
Opinião:
A minha curiosidade por este livro nasceu primeiro com a capa, e depois com a sinopse. Quando o livro me chegou às mão senti imediatamente uma vontade enorme de o ler e mergulhar no mundo que Erin criou. O início é bastante enigmático e este tom é mantido por todo o livro, o que torna a sua leitura viciante. Somos imediatamente levados para a época vitoriana onde os circos estavam em voga e eram aguardados com grande ansiedade pelas populações, que corriam para os ver.
O que mais neste livro foi a subtileza do que é relacionado com a magia, esta acontece mesmo nos olhos dos comuns mortais, que a confundem com ilusionismo. O confronto entre as duas personagens não é directo, aquelas lutas de relâmpagos e de bolas de fogo que a literatura fantástica nos habituou são, aqui, inexistentes. A magia é subtil e o confronto algo belo e delicado. Com pequenas coisas que aparecem do ar e são adoradas. É um jogo de perícia e de vontades.
Todas as personagens, principais e secundárias, são ricas e profundas. Demonstrado todo o trabalho de construção da autora.
Acompanhamos o crescimento de Célia e Marco, alheios ao que o futuro lhes reserva e intimamente ligados um ao outro. O amor é inevitável. O que os separa é o egoísmo dos seus professores e o jogo que tem de continuar, até um deles ser vencedor, e isso à custa do quê? Conseguirão ser felizes? As respostas apenas se encontram nas últimas páginas, num final surpreendente e emocionante. Que vai muito além do esperado, levando o livro para um nível superior.
Todas as personagens, principais e secundárias, são ricas e profundas. Demonstrado todo o trabalho de construção da autora.
Acompanhamos o crescimento de Célia e Marco, alheios ao que o futuro lhes reserva e intimamente ligados um ao outro. O amor é inevitável. O que os separa é o egoísmo dos seus professores e o jogo que tem de continuar, até um deles ser vencedor, e isso à custa do quê? Conseguirão ser felizes? As respostas apenas se encontram nas últimas páginas, num final surpreendente e emocionante. Que vai muito além do esperado, levando o livro para um nível superior.
"O Circo dos Sonhos" é um livro com leitura fácil, descrições requintadas e onde acção que flui naturalmente. Como romance de estreia, Erin não podia ter feito melhor. Colocou a fasquia numa posição elevada para um segundo romance, aguardo ansiosamente por novidades.
Novidade Editora Nascente
Para conseguirmos encontrar o equilíbrio e a tão almejada felicidade, torna-se urgente recuperar valores humanos fundamentais princípios ancestrais – sem os quais o mundo se irá desmoronar.
É Possível Ser Feliz propõe uma reflexão fundamentada sobre a necessidade de conduzirmos as nossas vidas de forma consciente, prestando uma atenção particular à qualidade dos nossos pensamentos e às intenções que estão por detrás das nossas ações. Este guia precioso mostra como iniciar um processo individual de clarificação interior e alcançar a paz de espírito. Sugere e explica em detalhe as melhores técnicas e caminhos, como a meditação. O caminho da felicidade é uma escolha, uma atitude perante a vida que está seguramente ao seu alcance.
O lançamento de É Possível Ser Feliz realizado no Porto foi um sucesso, e a autora vem agora a Lisboa para fazer nova sessão de lançamento (Fnac CC Vasco da Gama, 15 de dezembro, 17 horas), estando disponível, naturalmente, para entrevistas. Miguel Viana, irmão da autora, fará novamente as honras na sessão. Miguel Viana é embaixador da L’Oréal em Portugal e um dos mais conhecidos hair stylists do país, cujo trabalho é igualmente reconhecido no estrangeiro.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
O Fim - Parte 1
Manuel
ainda se lembrava daquele dia como se fosse ontem, era véspera de Natal e a
alegria reinava na casa Um aroma a especiarias e doces o lar dos seus avós,
completando o espírito natalício que invadia os espíritos de todos os
habitantes. Os risos das crianças ecoavam nas paredes, elas corriam felizes
enquanto aguardavam a visita do Pai Natal, o qual traria as suas prendas. Na
cozinha a avó Maria preparava os últimos doces enquanto as outras mulheres
preparavam a ceia. O avô Fernando fumava na sala e bebia o seu Bourbon na sala,
enquanto conversava com os filhos e genros. A cor das paredes alterava-se com
as luzes da enorme e velha árvore de Natal que ocupava o seu tradicional lugar junto
à janela, para que todos os que passavam a pudessem ver. No presépio repousava
nas palhinhas o Deus-Menino recém-nascido, sob o olhar protector dos seus pais,
José e Maria.
O
tema central da conversa era a crise que se alargava à escala mundial. Cada vez
mais países entravam-se em risco de falência como se um qualquer poder oculto
estivesse a manobrar a economia como se de uma marioneta se tratasse. Filipe, o
mais velho, perdera o emprego e sem este provavelmente também ficaria sem a
casa. O governo havia aumentado os impostos em tudo e cortara naquilo que
achava supérfluo, como era o caso da cultura. Os bilhetes de cinema estavam a
preços astronómicos, e a população, pobre e explorada, não tinha dinheiro para
os pagar. Os livros haviam deixado de ser um prazer acessível, as peças de
teatro e bailados eram raros uma vez que haviam perdido o apoio financeiro que
suportava a maioria dos custos. Quem possuía livros fora obrigado a registá-los
no recém-criado Ministério do Livro.
Apesar
da crise, o avô Fernando havia comprado prendas para todos. Existia o habitual
par de peúgas e, para além disso, livros para todos. Desta vez não conseguira
comprar na libraria exemplares novos, visitou um dos poucos alfarrabistas que
ainda tinham as portas abertas e comprou aqueles que achou ideais para cada um
deles. Ele tinha um dom, conseguia escolher o livro perfeito para cada um ler
num momento particular da sua vida. Se estavam desanimados e em baixo, Fernando
escolhia o livro perfeito para levantar o espírito da pessoa em causa.
Aquele
era um dia para se esquecerem os problemas. Era um dia para se estar com a
família e desfrutar dos poucos momentos felizes que ainda lhes restavam.
A
avó Maria tirou do baú a velha toalha que bordara quando ainda era solteira, lá
permaneceu por um ano em repouso. A mesa era pobre mas estava cheia, para além
do bacalhau, também tinham perú, para quem não apreciava peixe. Este fora
providenciado pelo Senhor Antunes, velho colega da escola do avô Fernando, o
qual possuía uma quinta. Os doces, esses, estavam na mesa da sola, bem
escondidos do gato que passeava tentando partilhar da consoada.
Estavam
todos sentados à mesa, riam-se e partilhavam a ceia, enquanto o gordo gato
tentava surripiar algo. No Natal esqueciam todas as preocupações e tristezas,
era um momento para a família. As luzes da árvore reluziam pintando as paredes
de diversas cores.
Mas,
durou pouco, homens armados deitaram a porta abaixo e entraram pela casa
adentro. Apontaram a arma ao seu avô Fernando.
-
Diga-me onde eles estão! – Gritou o primeiro homem encapuçado.
-
Não sei do que falam. – Começou o avô Fernando assustado. – É Natal, tenho aqui
as crianças. Por favor baixem as vossas armas.
-
Devia ter pensado nisso mais cedo. Antes de quebrar a lei, não lhe pergunto novamente.
Onde estão os livros?
- Eu
não tenho livros nenhuns! – Resmungou o avô Fernando.
Este
apenas queria fazer com os homens partissem.
-
Nós sabemos que os tem, um dos seus comparsas deu com a língua nos dentes. Você
negou-se a os ir registar quando o ordenaram e agora tem-los guardados algures.
Pois as coisas vão funcionar assim, ou nos diz as coisas a bem ou nos diz as
coisas a mal. O que os seus netinhos diriam se nós o arrastássemos para fora de
casa em frente deles hein. Nós temos o pavio curto podemos fazer mal a algum
inocente que aqui está. Pense bem! – Insistiu o homem.
- Eu
já lhes disse que não sei de nada! – Resistiu o avô Fernando.
-
Bem, então vai ser do modo difícil. Levem-no… - Respondeu o homem. O pai do
Manuel, Tomás e os seus irmãos mexeram-se para impedir o pior. – Matem quem
interferir.
O
avô Fernando fez sinal aos filhos para ficarem quietos. Se ficassem feridos ou
morressem não ia mudar nada. Era ele quem os outros queriam. Se os acompanhasse
a sua família ficaria em segurança. Essa seria a última vez que ele o veria, a
sair com ar altivo de sua casa, sem receio, nem gritos, nem medo.
(Continua...)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Entrevista à Carina Rosa.
- A primeira entrevista aqui no blog vai ser à escritora Carina Rosa, autora do livro "O Intruso", editado pela Chiado Editora. o qual foi criticado aqui no Blog. E também está em passatempo. Vamos passar à entrevista.
O Sofá dos LivrosComo te sentes ao ver o teu primeiro livro editado?Carina Rosa
É uma satisfação e um orgulho muito grande. Na verdade, nunca esperei chegar até aqui quando comecei a escrever a primeira linha da obra. Nem pensei que fosse tudo tão rápido, desde o início do livro à sua publicação. Quando vi a capa do livro pela primeira vez, nem me pareceu real e questionei-me como era possível ter chegado até ali. É gratificante ver uma história que criei a partir de uma folha de papel em branco ser lançada para o mundo e vê-la reconhecida e apreciada.O Sofá dos LivrosUm sonho tornado realidade então. Como te surgiu a ideia para este livro?Carina RosaSem dúvida. Desde criança que gosto de escrever. Costumava dizer à minha mãe, ainda muito nova, que queria ser escritora. Recordo-me de ela me dizer que isso não era de todo uma profissão estável e que eu devia escolher algo ligado às letras. Por isso acabei por seguir o curso de Ciências da Comunicação, e também pelo facto de trabalhar em jornalismo de imprensa, acabei por ficar inevitavelmente ligada à literatura. Acho que podia ter começado muito mais cedo, apenas não acreditava em mim o suficiente. Desta vez, decidi de facto seguir este sonho e fiquei surpreendida quando o vi concretizado.Quando comecei a escrever a obra, estava um pouco perdida quanto ao tema. Só sabia que queria escrever. Depois de escrever algumas linhas de pensamentos que me iam surgindo, completamente aleatórios, sem um rumo definido, comecei a pensar naquilo que mais me fascinava. Naquilo que eu mais gostava de pensar, falar e escrever. Sempre fui fã de romances, mas também do oculto, do desconhecido, do suspense. E acabei por perceber que só poderia começar por uma junção de todas essas vertentes. A partir daí, a história foi surgindo e acabou por se tornar num vício tão grande que acabei por terminá-la no prazo de um mês e meio.O Sofá dos LivrosO título "O intruso" pode ser de uma forma tomado em dois sentidos. O rodrigo como invasor da vida de sara, ou o Martim como invasor daquela relação doentia. Qual deles para ti é o intruso?Carina RosaÉ uma pergunta engraçada e pertinente. De facto, quando pensei no título, tinha em mente «A Sombra», porque para mim o Rodrigo não era mais do que isso. Escolhi «O Intruso» porque era um título mais pesado, mais forte, e na verdade, dentro de mim tive sempre a ideia de que o Rodrigo não era de todo um intruso, nem deveria ser. Porque para ele, ele está sempre, ao longo da história, a ocupar o lugar que sempre lhe pertenceu. Neste caso, o intruso seria o Martim, mas dadas as cricunstâncias e a própria decisão da Sara, ao escolher um caminho e um homem para amar, o intruso não poderia ser outra pessoa senão o Rodrigo. E ao longo da história, vai-se percebendo que afinal de contas, o Rodrigo é a personagem a mais. A carta fora do baralho. Vai-se percebendo que apesar de tudo aquilo que o liga à Sara, ele é apenas o passado. Não o presente.O Sofá dos LivrosA tua experiência enquanto jornalista auxiliou-te no processo criativo?Carina RosaTalvez um pouco, no que toca à fluidez da escrita e do pensamento. No entanto, o jornalismo é uma profissão muito fechada, em que não há espaço para imaginar, para criar. No jornalismo, temos de basear-nos em factos reais e seguir concretamente as regras do código deontológico. Não há espaço para a ficção. Basicamente, é um processo de investigação sobre alguma coisa que outra pessoa criou. Ao escrever, sinto uma liberdade impossível de sentir no jornalismo.O Sofá dos LivrosSão complementares então. Baseaste-te nalguma tragédia conhecida?Carina RosaNão. Toda a história é fictícia, embora algumas personagens tenham um pouco de mim, principalmente a Sara. Um simples ponto da personalidade ou um mero pensamento. O que seja. É interessante que algumas pessoas já me disseram que lhes pareceu estranho conhecerem-me como me conhecem e imaginarem algumas partes da história saírem da minha cabeça (risos). No entanto, outras pessoas já me disseram que me encontraram em algumas partes da história. O que significa que algumas pessoas conhecem um lado de nós, outras conhecem um outro lado e apenas algumas conhecem quase tudo. Porque penso que apenas nós mesmos nos conhecemos completamente.O Sofá dos LivrosJá tens algum novo livro na gaveta pronto para ver a luz do dia?Carina RosaSim. Já tenho vários (risos). Neste momento, estou a escrever o meu quarto romance e estou a gostar muito. Mas cada coisa a seu tempo. O segundo e o terceiro já estão nas mãos dos meus mais recentes agentes, o coordenador do jornal O ALGARVE, onde trabalho, e a ex-directora desse mesmo órgão de comunicação social, que me apoiaram sempre desde o primeiro momento, no que toca a críticas e melhorias das minhas obras. É claro que estou ansiosa que vejam a luz do dia, mas quero deixar assentar esta primeira obra. Quero que seja conhecida, reconhecida e apreciada pelos leitores. E para isso, preciso de tempo. Não quero lançar obras em cima de outras. Quero fazer as coisas com tempo e rigor, porque só assim posso ter sucesso.O Sofá dos LivrosO final do livro deixa a entender que algo mais vai acontecer. sentes vontade de revisitar as personagens?Carina RosaOutra pergunta interessante. Quando terminei a obra, não tive qualquer vontade de continuá-la. Acho que certas coisas devem ficar assim mesmo. No ar, no suspense, indeterminadas. Na verdade, acho que há uma certa magia nisso. No facto de ficar ao critério de cada um. Na imaginação de cada um. É claro que cada história é uma história e certas histórias não podem ter outro destino senão terminar definitivamente. Quando terminei «O Intruso», não achei que fosse o caso desta. E a opinião entre o continuar e o não continuar divide-se também entre os meus dois agentes, que têm opiniões opostas. Neste momento, a pedido de algumas pessoas, que fazem questão em ver a obra continuada, talvez leve esse pensamento em consideração. Um dia. Mas para ser sincera, tenho tantas histórias na minha mente que gostaria de ver escritas que o meu desejo é escrever sempre coisas diferentes.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
"Anna Karenina" de Leão Tolstoi em cinema
Temos visto na televisão a publicidade a este novo filme de um clássico da literatura, este livro será criticado em breve no blog. A Publicações Europa-América tem um passatempo para quem comprar este livro online.
Título: Anna Karenina
Autor: Leão Tolstoi
Colecção: Clássicos
Preço: 38.62€
Pp.: 872
*Um clássico intemporal!*
Por entre o frio de Moscovo e as neblinas geladas de São Petersburgo, uma história de amor imortal que nasce com um simples olhar. Uma paixão trágica que tudo abandona para se dedicar ao amor de um único homem. Uma heroína tão intensa e comovedora como Madame Bovary e a Dama das Camélias, que eternizou o nome de Leão Tolstoi colocando-o na galeria dos grandes génios da literatura universal.
/«Já se disse que a obra de Shakespeare, a de Balzac e a de Tolstoi são os três maiores monumentos erguidos pela Humanidade à própria Humanidade. Estou cada vez mais convencido de que isso é verdade!»/ André Maurois
Agora numa nova adaptação cinematográfica de Joe Wright, realizador de /Orgulho e Preconceito/ e /Expiação,/ com Keira Knightley e Jude Law, nos principais papéis, Aaron Taylor-Johson e Kelly Macdonald.
Leia o livro. Veja o Filme.
Estreia a 6 de Dezembro nos cinemas Zon Lusomundo!
Autor: Leão Tolstoi
Colecção: Clássicos
Preço: 38.62€
Pp.: 872
*Um clássico intemporal!*
Por entre o frio de Moscovo e as neblinas geladas de São Petersburgo, uma história de amor imortal que nasce com um simples olhar. Uma paixão trágica que tudo abandona para se dedicar ao amor de um único homem. Uma heroína tão intensa e comovedora como Madame Bovary e a Dama das Camélias, que eternizou o nome de Leão Tolstoi colocando-o na galeria dos grandes génios da literatura universal.
/«Já se disse que a obra de Shakespeare, a de Balzac e a de Tolstoi são os três maiores monumentos erguidos pela Humanidade à própria Humanidade. Estou cada vez mais convencido de que isso é verdade!»/ André Maurois
Agora numa nova adaptação cinematográfica de Joe Wright, realizador de /Orgulho e Preconceito/ e /Expiação,/ com Keira Knightley e Jude Law, nos principais papéis, Aaron Taylor-Johson e Kelly Macdonald.
Leia o livro. Veja o Filme.
Estreia a 6 de Dezembro nos cinemas Zon Lusomundo!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
[Opinião] "O Intruso" de Carina Rosa
Sinopse:
Sara é uma mulher deprimida e
atormentada por um passado trágico. A casa que outrora pensara ser um refúgio
contra as lembranças de uma vida que desejava esquecer, é agora um antro de
sombras que a perseguem.
O reencontro com Martim, um rosto
que lhe é de alguma forma familiar, de um passado longínquo, provoca-lhe uma
avalanche de sentimentos que poderão mudar a sua vida para sempre. Mas o
passado nunca poderá ser apagado e Sara vê-se obrigada a tomar decisões que
podem fazer a derradeira diferença ente a vida e a morte.
Poderá Martim salvá-la de uma
realidade que foge ao seu alcance? Ou poderá afundá-la ainda mais naquele poço
sem fundo, em que não há saída possível, senão a morte?
A autora:
Nasceu em Lisboa, mas desde
sempre que vive no Algarve, mais concretamente há 26 anos, na cidade de Loulé,
distrito de Faro.
As suas competências ao nível da
escrita revelaram-se desde cedo, ainda no primeiro ciclo. E como forma de
complementar as várias vertentes deste Mundo ligado à arte, dedicou grande
parte da sua vida à Ginástica Acrobática, pelo Louletano Desportos Clube. Aos
18 anos, chegou a integrar a Selecção Nacional de Trampolins e Desportos
Acrobáticos, participando em várias competições internacionais, nomeadamente no
Campeonato do Mundo, da Europa, e Taça do Mundo. Mas a paixão pela escrita
acabou por levar a melhor em termos profissionais.
Licenciou-se em Ciências da
Comunicação pela Universidade do Algarve e desde 2008 que se dedica ao
jornalismo de imprensa. Depois de uma passagem pelo Jornal Carteia, em
Quarteira, onde trabalhou durante um ano, é agora jornalista a tempo inteiro no
semanário O ALGARVE, o jornal mais antigo da região e o terceiro mais antigo do
País.
Escrever um livro era um sonho
que começa agora a tomar forma. O Intruso é o seu primeiro romance.
Ficha técnica:
Autor: Carina Rosa
Colecção: Viagens Na Ficção
Páginas: 190
Data de publicação: Outubro de 2012
Género: Romance
Preço: 12,00 €
ISBN: 978-989-697-783-2
Opinião:
Este romance de estreia de Carina
Rosa é surpreendente.”O Intruso” é um livro empolgante que nos deixa sem
folego. O suspense mantem-se até A última página e com um final que nos deixa a
desejar por mais. De leitura rápida, não conseguimos deixar de ler e chegar às
últimas palavras.
As personagens que a autora criou
são ricas e maduras. Estão bem desenvolvidas e com problemas e sentimentos reais.
Sara é uma mulher atormentada
pelo seu passado que a persegue há cinco anos. Recusa-se a viver, apenas
sobrevive. Uma série de percalços engraçados faz com que conheça Martim. Um homem
maduro e com uma personalidade extremamente forte e mulherengo. Será que Martim
poderá trazê-la de volta à vida e afastar os fantasmas que a perseguem? Ou será
que Rodrigo levará a melhor?
A autora leva a obsessão ao
limite e cria um thriller viciante e emocionante.
Com uma escrita simples, repleto
de acção, é um livro a não perder. Podem habilitar-se a ganhar um exemplar aqui
no blog no passatempo.
Subscrever:
Comentários (Atom)






