quarta-feira, 25 de março de 2015

[Opinião] "Hotel Sunrise" de Victoria Hislop (Porto Editora)

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Sinopse:

Famagusta, no Chipre, é uma cidade dourada pelo calor e pela sorte, o resort mais requisitado do Mediterrâneo. Um casal ambicioso decide abrir um hotel que prime pela sua exclusividade, onde gregos e cipriotas turcos trabalhem em harmonia.

Duas famílias vizinhas, os Georgious e os Özkans, encontram-se entre os muitos que se radicaram em Famagusta para fugir aos anos de inquietação e violência étnica que proliferam na ilha. No entanto, sob a fachada de glamour e riqueza da cidade, a tensão ferve em lume brando…

Quando um golpe dos gregos lança a cidade no caos, o Chipre vê-se a braços com um conflito de proporções dramáticas. A Turquia avança para proteger a minoria cipriota turca e Famagusta sucumbe sob os bombardeamentos. Quarenta mil pessoas fogem dos avanços das tropas.


Na cidade deserta, restam apenas duas famílias. Esta é a sua história.

Ficha Técnica:


Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 352
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04730-4

Opinião:

Ainda há pouco tempo, vi um documentário na televisão acerca da Famagusta e quando li a sinopse deste romance achei que seria interessante ler e o livro suplantou as minhas expectativas. Eu já tinha lido o "A Ilha" desta autora e tinha adorado e portanto tinha uma fasquia elevada para este livro e portanto também tinha um pouco de receio que a autora falhasse e que "Hotel Sunrise" não fosse um livro tão bom.

Vitoria Hislop, leva-nos numa viagem por um mundo cheio de movimento, de projetos e de promessas que não chegaram a ser cumpridas. Neste livro vemos como as vidas das personagens podem mudar de um momento para o outro (tal como na vida real).

Um dos aspectos que mais me chamou a atenção foram as referências históricas e todo o trabalho de pesquisa que a autora teve de fazer para que a história estivesse correcta e não induzir o leitor em erro.

Aphroditi é descrita pela autora como uma mulher sensual e bela tal como a Deusa que lhe deu o nome. Ao longo do livro ela parece-nos uma contradição, por vezes ela quer ser mais do que lhe dão crédito, outras comporta-se exactamente como esperam dela.  Esta personagem evolui bastante ao logo do livro e vai-nos surpreender.

A personagem que mais detestei foi o Savvas o marido de Aphroditi, achei-o demasiado egoísta e arrogante, Repleto de ideias de grandeza e que dava pouca importância à mulher, tratando-a como um objecto que possuía.

Os momentos mais dramáticos são descritos nos capítulos pós-ocupação, quando as duas famílias estão isoladas e têm de depender uns dos outros e confiarem. Estes momentos dão emoção à história e não vão deixar os leitores indiferentes. Eu senti o coração apertado em vários momentos o longo da história.

LilianaNovais
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