terça-feira, 20 de janeiro de 2015

[Opinião] "Sob o Céu que não Existe" de Veronica Rossi (Planeta)

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Sinopse:

O mundo mantinha-os separados, mas o destino reuniu-os. Aria viveu toda a vida no Casulo protegido de Reverie. Este era o seu mundo e nunca pensou sobre o que estaria para lá das fronteiras. Mas, quando a mãe desaparece, Aria vê-se confrontada a sair para o exterior para a procurar, e a sobrevivência no deserto o tempo suficiente para a encontrar parece impossível. Então Aria encontra um estranho chamado Perry. Ele também está à procura de alguém. 

Mas é um Externo, um Selvagem, contudo é a única pessoa capaz de a manter viva na travessia do deserto. E se conseguirem sobreviver serão a esperança um do outro para encontrar respostas às perguntas que vão surgindo à medida que se vão conhecendo.

Ficha Técnica:


Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 296
Editor: Editorial Planeta

ISBN: 9789896573447

Opinião:

Quem me conhece e segue o blog sabe que eu tenho predilecção pela autora Anne Bishop. E sei o que estão a pensar. "O que é que a Veronica Rossi tem a ver com esta autora?" A resposta é simples: A forma como nos apresentam o seu mundo, como atiram o leitor para meio da acção sem qualquer tipo de apresentação. Isto pode levar o leitor a estranhar as coisas e também acaba por dar um outro sentido à leitura, difícil no início e depois damos por nós completamente integrados nestes mundos como se sempre fizéssemos parte dele. Daí a a minha ponte entre estas duas autoras que nos apresentam as suas obras desta forma e que nos deixam sem fôlego com o evoluir a velocidades estonteantes.

Neste primeiro volume acabamos por mergulhar num mundo futurista e completamente alienígena em que tudo parece estranho e que algo mudou e que criou as mais diferentes pessoas e sociedades. E cabe a nós, aos leitores penetrarmos na história e verificar como as coisas são, na realidade.

A história é narrada do ponto de vista das duas personagens principais e que são o foco central da autora. A primeira é a Aria, a qual conhecemos logo no primeiro capítulo e que nos identificamos imediatamente, inicialmente ela parece-nos muito inocente e com alguma fragilidade, sentimos uma grande afinidade com esta personagem. Ao longo do livro vamos vendo-a a crescer e sair da sua bolha. A segunda personagem é o Perry, um personagem estranho e com muito a se descobrir, esta personagem é bastante misteriosa e acabamos por ter de o descobrir através dos actos que ele comete.

O final em aberto deixa-nos em suspenso e aguça a curiosidade, deixando-nos um pouco frustrados e a pensar "Agora não, não pode acabar agora". Aguardo ansiosamente pela continuação deste livro.
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