quinta-feira, 26 de junho de 2014

[Opinião] “O Lugar do Coração” de Emily Giffin (Porto Editora)

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Sinopse:

Marian Cladwell é uma produtora de televisão de 36 anos que vive uma ‘vida de sonho’ em Nova Iorque.
Com uma carreira fulgurante e uma relação amorosa perfeita, todos à sua volta - e também ela própria - consideram que Marian tem a vida que sempre quis ter.
Mas, uma noite, alguém lhe bate à porta … e ela dá de caras com Kirby Rose, uma rapariga de 18 anos que traz a chave para um passado que Marian pensava ter encerrado há muitos anos.
A partir deste momento, toda a organizada e bem-sucedida vida de Marian será profundamente abalada com o reavivar de memórias e de uma antiga paixão que parecem ameaçar tudo o que ela construiu.
Marian e Kirby embarcam assim num processo de redescoberta e de reavaliação e vão perceber que o lugar a que verdadeiramente pertencemos é, por vezes, o menos óbvio e provável.

Ficha Técnica:

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 408
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04617-8

Opinião:

O mais recente romance de Emily Griffin intitula-se “O Lugar do Coração”, uma das mais recentes apostas da Porto editora e que é o terceiro livro desta autora publicado por esta editora.

O que mais me cativou nesta história foi o facto desta poder ser a vida de uma amiga nossa, da nossa filha ou de uma qualquer pessoa que passe por nós na rua. Não é inverosímil que uma criança que tenha sido dada para adopção acabe por bater à porta da pessoa que, por um ou outro motivo, teve de a dar para a adopção. O realismo é tal que a autora consegue envolver de uma forma bastante eficaz e positiva os leitores que se conseguem identificar com bastante facilidade com algum dos personagens tão bem trabalhados por esta.

Marian é uma mulher muito forte e desde as primeiras páginas do livro nos parece muito segura de si e muito forte. Mas ao longo do romance vamos conhecendo o seu lado mais frágil e nos apercebemos das suas inseguranças, as quais ocultou durante anos de todos os que a conheciam com bastante mestria e facilidade. Por seu lado Kirby é uma adolescente que sempre se sentiu alienada dos outros e sempre se interrogou acerca da sua origem e de onde viria, queria saber quem eram os seus pais o que levou a a darem para a adopção. Esta vai florir ao longo do romance e descobrir que a vida nem sempre é preto e branco.
Das duas personagens masculinas na vida de Marian, o Conrad e o Peter, a inha preferida é o Conrad. Este é um homem muito mais simples e sem qualquer pretensão nem egocentrismo e isso torna-o, na minha opinião, mais atraente e também a descrição que a autora faz deste nos deixa imediatamente de queixo caído e embasbacadas. Por seu lado Peter, acaba por me parecer muito egocêntrico em relação à situação que a Marian está a passar e não lhe dá o apoio que deveria, caso gostasse mesmo dela.

A grande aposta desta autora foi escrever o romance na primeira pessoa e no ponto de vista da mãe e da filha, isto permite ao leitor uma maior introspecção e ligação com ambas e nos deixa com uma melhor compreensão dos acontecimentos e das motivações.

Ao longo do romance temos momentos emotivos. Há alturas em que sorrimos e outras em que nos deixa perto das lágrimas e isso é o que faz uma boa história ser memorável. Este é um dos livros que me vai sempre apetecer reler.
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