terça-feira, 8 de abril de 2014

[Opinião] “Quando Aqui Estavas” de Daisy Whitney (Edições ASA)

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Sinopse:

A mãe de Danny perdeu a batalha de cinco anos contra o cancro, três semanas antes de ele acabar o secundário - o dia porque ela mais esperara.

Agora Danny fica sozinho, apenas com as suas memórias, o seu cão, e a ex-namorada que lhe destroçou o coração. Não sabe o que fazer com a casa, o que dizer no da formatura, e muito menos como viver ou ser feliz. Então uma carta de uma amiga da mãe em Tóquio fá-lo largar tudo e viajar até ao outro lado do mundo para descobrir os segredos da mãe – e perceber por que motivo os seus últimos meses foram tão cheios de alegria. Porém, não é capaz de encontrar as respostas ou de fugir às complexidades da sua relação com Holland apenas por atravessar o oceano. Porém, entre as flores de cerejeira, os templos e as multidões da cidade de néon, e com a ajuda de uma jovem japonesa amiga da mãe, começa a ver que talvez não tenha sido a magia antiga ou os tratamentos místicos que faziam a mãe regressar ao Japão. Talvez o segredo de como viver resida na forma como ela morreu. E como amou.

Ficha Técnica:

Ano da Edição / Impressão / 2014
Número Páginas / 248
ISBN / 9789892325897
Editora / ASA

Opinião:

Há livros que nos marcam pela sua proximidade da realidade. Este foi um desses livros.

Quantos de nós não conhecemos alguém que lutou contra o cancro? É algo que nos toca a todos. Muitos livros abordam esta temática, mas sempre mais virados para a luta, para enaltecer os esforços do doente. Este romance foge um pouco a essa abordagem. Fala dos que ficam, dos que sentem a falta dos que sucumbem à doença e o que fazem para sobreviver e tentar avançar com a sua vida.

Danny é um rapaz como tantos outros, a quem a vida não sorriu, em primeiro perdeu o pai e depois a mãe vítima de cancro. Vê-se sozinho neste mundo, sem qualquer apoio. Ele está sem rumo e não sabe o que fazer, que decisões tomar. Vemo-lo ao longo do livro a tentar seguir os passos da sua mãe e a redescobrir-se a si próprio. Muitas surpresas aguardam-no ao longo do livro, umas boas e outras más, como é a vida
.
Inicialmente, não compreendi bem a Holland, a cada momento parecia que havia algo por contar, algo que deveria ser dito pela autora. Esta personagem sempre me pareceu insegura e não sabia bem o motivo. Apesar de ter um papel secundário no romance torna-se bastante importante.

Kana, por seu lado, é bastante atractiva e divertida. Ela é responsável pelos momentos mais divertidos e ajuda a expandir bastante os horizontes do Danny. Esta foi sem dúvida a minha personagem preferida.


Ler este livro foi bastante emotivo para mim, porque na minha adolescência conheci uma pessoa que passou por uma história semelhante, e revivi alguns momentos nessa leitura. Um excelente livro que se lê compulsivamente, escrito de uma forma simples e na primeira pessoa.
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