segunda-feira, 1 de julho de 2013

[Opinião] “O Meu Avô foi para o Céu” de Maria Teresa Maia Gonzalez (Editorial Presença)

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Sinopse:

O Tim está quase a fazer nove anos. Mora com os pais e os dois irmãos. Frequenta a escola, adora andar de skate, sonha ter um canguru como animal de estimação e tenciona ser astronauta. Todos os dias visita os avós maternos, que moram muito perto, e costuma ficar a ver o avô a trabalhar numa oficina que tem na garagem. Na verdade, o avô Jerónimo e o Tim são grandes companheiros! E por causa dessa grande cumplicidade entre os dois, aquele dia foi o pior da vida do Tim... Quando o avô morreu! Foi nessa altura que a avó Paula lhe fez um desafio inesperado!

Ficha Técnica:

Coleção: Estrela do Mar
Nº na Coleção: 144
Data 1ª Edição: 06/06/2013
Nº de Edição:
ISBN: 978-972-23-5085-3
Nº de Páginas: 80
Dimensões: 135x205mm
Peso: 97g
Para mais informações, aqui.

Opinião:

“O Meu Avô foi para o Céu” é um pequeno livro narra a morte sob o ponto de vista de uma criança, o Tim. Este livro está em passatempo aqui no Blog.

Maria Teresa Maia Gonzalez consegue capturar com bastante realismo a visão de uma criança. Neste acompanhamos toda a relação que Tim tem com o seu avô e como este lida com as suas diversas fases da vida e como lida com a perda.

A linguagem que a autora utilizou é simples e adaptada à faixa etária na qual o narrador se insere. É um livro muito comovente, e no qual esperamos sempre que aconteça um milagre que salve o avô, apesar de sabermos previamente que isso não acontece.

A avó Paula é a mãe da minha mãe e (ao contrário da minha mãe) ri-se bué e tem uma grande imaginação, sobretudo para contar fábulas, que são histórias de animais, e enfeitar bolos. Na verdade, foi ela quem me deu a ideia de escrever esta história, que é a minha. Mais lá à frente conto porquê…

Neste pequeno excerto confirmamos que o narrador é uma criança pouco versada na linguagem portuguesa e repleto de expressões utilizadas no dia-a-dia que dão mais realismo à narrativa.

Todas as personagens são realistas e credíveis. Parece-me bem provável que uma criança escrevesse este livro.


É um livro muito interessante que nos ajuda a explicar aos mais pequenos uma coisa tão estranha como a morte.
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