sexta-feira, 26 de julho de 2013

[Opinião] “Deslumbrante” de Madeline Hunter (Edições Asa)

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Sinopse:

Numa época em que a reputação de uma mulher é o seu bem mais precioso, Audrianna desafia todas as convenções. Ela é uma jovem determinada, independente… e disposta a tudo para aniquilar o seu adversário, o altivo Lord Sebastian Sommerhayes. A uni-los está um homem: o pai de Audrianna, que morreu envolto nas malhas de uma conspiração. Para Audrianna, essa tragédia significou o fim da sua inocência. Para Sebastian, que liderou a investigação, foi apenas uma morte merecida. Audrianna jurou limpar o nome do pai, mas nunca esperou sentir um desejo tão avassalador pelo homem que o arrasou. A busca pela verdade vai levá-la demasiado longe numa sociedade que é implacável perante a ousadia feminina. Ao ver-se mergulhada num escândalo que pode ser-lhe fatal, Audrianna tem apenas uma inconcebível opção…

Deslumbrante é o primeiro volume da série As Flores Mais Raras. Mais uma apaixonante e sensual saga histórica pela mão da Rainha do Romance.

Ficha Técnica:

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 320
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892323725

Opinião:

Este é o primeiro livro da Madeline Hunter que li, a autora é conhecida pelos seus romances. As histórias de época com passagens mais quentes estão em voga, de momento, e cada vez mais proliferam na literatura. O que não torna este livro único. A capa chama a atenção pela sua simplicidade.

Neste primeiro romance, Madeline Hunter apresenta-nos as várias personagens que vão figurar nos livros seguintes, sendo que a história centra-se em Lord Sebastian e Audrianna. Eles conhecem-se por acaso e daí a história parte. Numa época de convenções e honra, Audrianna rompe com o que seria esperado dela e é uma mulher independente, isso atrai o Lord Sebastian e o confunde. O livro começa com um tom de suspense e com uma evolução rápida da acção, a meio do romance esse tom esvanece e a autora centra-se mais na relação entre as duas personagens principais, acabando no mesmo tom acelerado da acção nos últimos capítulos.

A autora descreve os momentos mais íntimos de uma forma mais discreta do que alguns dos seus colegas de tema, acabando por deixar muito à imaginação do leitor, e quem tem uma mente fértil consegue imaginar o que se segue em certos momentos. A relação entre os dois personagens cresce ao longo da história de uma forma que seria natural na época, já que imensos casamentos eram de conveniência e de honra, o que fazia com que o amor, tão apreciado na nossa época, fosse deixado em segundo plano. Havia muito a ideia de que o amor aprendia-se com o tempo e não era aquela paixão violenta e arrebatadora.

As descrições da autora são curtas e directas. A autora não se deixa levar pelos momentos e segue a sua história não perdendo o seu objectivo final que é mostrar algo mais do que a relação entre os dois personagens principais.

As amigas que vão protagonizar os volumes seguintes, não foram muito exploradas neste volume, mas fiquei com imensa curiosidade de ver o que a autora reservou para a Celia. A personagem que achei mais detestável foi a mãe de Sebastian, era perfeitamente intragável, por vezes desejei que a Audrianna lhe fizesse frente de outra forma, mas tal não aconteceu.

Foi um livro que gostei de ler, mesmo não fazendo parte dos meus hábitos de leitura, tornou-se uma boa excepção.


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