domingo, 27 de janeiro de 2013

[Opinião] “O Filho de Ninguém” de Olivia Darko (Chiado Editora)

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Sinopse:

Justino viveu isolado do mundo os primeiros 26 anos da sua vida, tendo apenas a mãe por companhia.
Quando faz a transição para a vida em sociedade, os lapsos de memória que sempre o tinham acompanhado recomeçam, mais fortes e menos espaçados, e assaltam-no memórias de vivências que não tem a certeza de serem reais, mas que se tornam cada vez mais vívidas e perturbadoras.
A aproximação de uma mulher, Sofia, provoca um turbilhão de emoções contraditórias que o conduzem a um caminho sem retorno, e o único fim possível acaba por ser a descoberta da terrível verdade que estava enterrada no seu subconsciente.

Ficha Técnica:

Colecção: Viagens Na Ficção
Páginas: 97
Data de publicação: Março de 2012
Género: Ficção
ISBN: 978-989-697-500-5

Opinião:

Olivia Darko é o pseudónimo de Débora Afonso, e “O Filho de Ninguém” é o seu romance de estreia. O livro começa de uma forma muito interessante, “Mais cinco minutos e tudo estaria acabado.” Desta forma a autora agarra de imediato o leitor.  
Justino é um homem com vinte e seis anos que viveu a sua vida toda isolado do mundo, isso trouxe-lhe consequências, uma dependência doentia da mãe e incapacidade de se relacionar socialmente. Não se sabe quem é o seu pai, este é um segredo que a sua mãe guarda às sete chaves. Para além disso, ele sofre de lapsos de memória. Faltam-lhe momentos da sua vida, nos quais não sabe o que faz. Quando conhece Sofia, começa a relembrar uma mulher Marta. Mas será esta real ou apenas fruto da sua mente? Recordações violentas assombram-no e ele não sabe distinguir a realidade da ficção.
Com poucas personagens, a autora conseguiu criar um romance interessante e um thriller intenso. Temos de saber o que vai acontecer a cada personagem. Estas são unidades completas, bem desenvolvidas e com vida própria que é maior do que a que está escrita no papel.
As descrições que a autora faz são curtas e directas como por exemplo, “A estrada de terra batida por onde tinham vindo transformava-se numa alameda ladeada por enormes carvalhos, cuja imponência contrastava com o colorido das imensas flores dos jardins.”
A conclusão da história tem um twist interessante e traz um sabor agridoce. Apenas tenho um reparo negativo, gostava que este tivesse mais páginas.
No geral é um livro interessante com profundidade e de fácil leitura.
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