quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

[Opinião] “Mar de Sentidos” de José Luis Outono (Edições Vieira da Silva)

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Sinopse:
O livro  "MAR DE SENTIDOS"  é uma obra poética, que reporta a um período de criatividade, nos últimos vinte anos.
Apresenta pela primeira vez, prosa poética, que poderá indiciar um novo ciclo nos futuros trabalhos. Quem sabe, juntando outra arte às palavras que se mostram.
Neste livro, juntam-se três formas de poetar. O rasgar da palavra, nos sulcos do amor humano e de ( im) possível partilha a dois, a eterna observação do mar cúmplice e, a visão urbana e paisagista de momentos próprios.
Ficha técnica:
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 128
Editor: Edições Vieira da Silva
ISBN: 9789898545572
Coleção: Outono
Opinião:
“Mar de sentidos” é o segundo livro de poesia da autoria de José Luís Outono. Este autor apresenta diferentes estilos de poemas, todos com rima livre.
O livro é constituído por poemas com um fio condutor, que por vezes não é perceptível à primeira. Os poemas têm diferentes dimensões e características. O que lhe confere uma grande diversidade.
“Sabor da Poesia
Poesia é
A veia apócrifa
De quem ensaia escrevê-la

Solidão de encontros
Em sementes de desejo
Nos vazios da lavra criativa

Poesia é
Um nascer mimado
Olhares falésia e prenhe de ousadias”

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Passatempo Papillon

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Passatempo Papillon/Blog "O Sofá dos livros"
O passatempo é o marcador de livros ao lado, o qual foi gentilmente cedido pela Papilllon.

Regras:
1 -Ser seguidor do blog "O Sofá dos Livros"
2 - Ser seguidor da página do Facebook do blog.
3 - Ser seguidor da página do Facebook da Papillon
4 - Morar no território nacional (Continente e ilhas)
5 - Partilhar o passatempo
6 - Apenas uma participação por pessoa.
7 - Válido até 5 de Março de 2013




[Opinião] “O eco do silêncio” de Cecílias Vilas Boas (Esfera do Caos)

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Análise do livro
Sinpse:
O eco do silêncio é prazer, paixão, sonho. São aromas inebriantes, que fazem as delícias do corpo e do espírito. São os toques aveludados das pétalas das rosas. É o grito às entranhas da terra e é o pássaro de olhar puro que voa na melancolia da noite. São perfumes de gerânios e é o místico nevoeiro que abraça os bosques, nas noites em que as sílabas dormem. São os violinos suspensos das asas das nuvens. “Sabes, amor? Trazes no teu sorriso rosado o desfolhar dos meus lábios…”
Com esta obra mergulhamos nas profundezas da alma, numa procura incessante da essência do ser. Ela é uma busca de um tempo sem tempo, de um reviver e de um morrer consentidos. Ela é, também, a pele frágil do sentimento, de que se reveste a palavra, e as rosáceas duma trilha que se chama vida, e uma viagem aos nossos lugares mais recônditos, através de metáforas que desventram o que de mais genuíno possuímos – o sentir.
“O livro O eco do silêncio, de Cecília Vilas Boas, é a afirmação de uma poetisa capaz de transmitir, com excelência, sentimentos e afectos que, correndo nas suas veias, lhe invadem a alma. O seu romantismo interior, por vezes atormentado, expressa-se com elegância em emoções e sonhos que são vivenciados, como ecos, no seu silêncio interior. Uma leitura a não perder.”Joaquim António Machado Caetano, Professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa
SOBRE A AUTORA:
Cecília Vilas Boas. Nasceu em Paio Pires, mas vive em Lisboa há mais de duas décadas. É secretária de Administração numa empresa de Engenharia de Transportes. Descobriu recentemente o prazer da escrita, e até hoje não parou. Publicou a sua primeira obra, Âmbar e Mel - Janelas de Poesia, em 2011. Como co-autora, participou na antologia poética Entre o Sono e o Sonho e, mais recentemente, na colectânea Contos do Nosso Tempo. Deu a conhecer a sua escrita publicamente no blogue «OceanoAzul.Sonhos», permitindo aí que as palavras se soltem de si e vagueiem pelo mundo literário. “A poesia dá-me as asas metafóricas de que preciso para continuar a sonhar. É na escrita que marco encontros sigilosos com o meu ser, ouvindo-o e dando-lhe voz, através das palavras.Sou, muitas vezes, o vazio, o desencanto e a ausência de mim própria. Mas também a esperança, a força, o sonho e a tranquilidade. A poesia é o sândalo do meu espírito, onde busco as emoções desprovidas de escudos. É o recanto onde aprendo a silenciar momentos e a ouvir a voz da minha alma. Recolho-me no silêncio das palavras, para me encontrar e, assim, sair de mim.”

Ficha técnica:

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 96
Editor: Esfera do Caos
ISBN: 9789896800734
Coleção: Esfera Contemporânea

Opinião:

“O eco do silêncio” é um livro de poesia,  este inicia-se de uma forma um pouco negra e negativa. Acabando com um tom mais feliz e mais positivo.
A imagem da capa apesar de simples é visualmente forte.
Os poemas são, na sua maioria de verso e rima livres, onde a métrica é deixada em segundo plano, permitindo uma maior liberdade artística da autora. Os poemas têm dimensões diferentes, desde os mais pequenos aos maiores.
“Invento-te
Invento-te nas horas aladas, que vogam sem pouso
Decifro-te em cada ondular silêncioso,
A cada toque de brisa que acaricia a minha pele
Sou-te sem saber, no restolho extasiante de cada alvorada…”
É um livro que se pode ler em diferentes alturas e em diferentes estados de espírito.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Andréa del Fuego em Portugal

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Vencedora do Prémio Saramago é novidade  de última hora no Correntes d’Escritas.

A vencedora do mais recente Prémio Literário José Saramago, a escritora brasileira Andréa del Fuego, vai estar presente na edição deste ano do Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim. Esta é uma novidade de última hora, que, sem dúvida, enriquece o mais reconhecido encontro literário português. A Porto Editora publicou, em Portugal, em abril de 2012, Os Malaquias, o romance que valeu à autora o prémio atribuído pela Fundação Círculo de Leitores e que distingue escritores de língua portuguesa com idade não superior a trinta e cinco anos (nomes tão marcantes como Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe ou José Luís Peixoto estão entre os vencedores). Pílar del Rio, membro do júri, enalteceu o «estilo conciso»,as «frases que golpeiam» e «a beleza sem artifícios» da obra. Vasco Graça Moura, também jurado, destacou o «ritmo muito seguro, perturbante e por vezes quase alucinatório». O escritor José Luís Peixoto, por sua vez, considerou  Os Malaquias um romance «magistral». A obra foi também finalista, em 2011, do Prémio São Paulo de Literatura e do prestigiado Prémio Jabuti, na categoria romance.
Andréa del Fuego nasceu em São Paulo, em 1975. É autora da trilogia de contos  Minto enquanto posso (2004),  Nego tudo (2005) e  Engano Seu (2007). Escreveu também os juvenis  Sociedade da Caveira de Cristal (2008) e Quase Caio (2008). Integra, entre outras, as antologias Os cem menores contos brasileiros do século e  30 mulheres estão fazendo a nova literatura brasileira. No Correntes d’Escritas, Andréa del Fuego participará numa mesa intitulada “Os meus textos não têm serventia” e na qual estará, entre outros autores, o também vencedor do Prémio Saramago, João Tordo.

Lançamentos da Civilização de fevereiro de 2013

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LANÇAMENTOS: FEVEREIRO 2013

1. FICÇÃO/NÃO FICÇÃO

A Herdade – Jane Smiley [ESTE ROMANCE VENCEU O PULITZER E O NATIONAL BOOK CRITICS’ CIRCLE AWARD]

SINOPSE: O romance A Herdade, best-seller vencedor do prémio Pulitzer, foi escrito por uma das maiores romancistas americanas da atualidade. A propriedade de Larry Cook é a maior de Zebulon County, Iowa, e um reflexo do seu trabalho e perseverança. De um momento para o outro, Larry, um homem orgulhoso e possessivo, decide reformar-se e doar a propriedade às suas três filhas, numa atitude pouco típica do seu temperamento. Ginny e Rose, as filhas mais velhas, ficam surpreendidas com a atitude do pai mas ansiosas por aceitar. Caroline, a mais nova, tem algumas dúvidas e, de imediato, o pai exclui-a. Em A Herdade, Jane Smiley transpõe a história de O Rei Lear para a atualidade e, ao fazer isso, lança uma nova luz sobre o original de Shakespeare ao mesmo tempo que o transforma de forma subtil. Este romance surpreendente foi galardoado com os dois prémios literários mais prestigiados da América, o Prémio Pulitzer para ficção e o National Book Critics’ Circle Award.
PÁGINAS: 456 | TRADUÇÃO: Helena Lopes | CAPA MOLE | PVP: 15,90 €

Como Tudo Começou – Penelope Lively [AUTORA RECEBEU BOOKER PRIZE EM 1987; NOMEADO PARA IMPAC]

SINOPSE: Quando Charlotte é assaltada e fratura a anca, a sua filha Rose não pode acompanhar o patrão, Lord Peters, a Manchester, por isso a sobrinha dele, Marion, tem de ir no seu lugar; Marion envia ao amante uma mensagem escrita que é intercetada pela mulher… e isto é apenas o início de uma cadeia de acontecimentos que irão alterar várias vidas.
Neste romance sedutor, absorvente e escrito de forma brilhante, Penelope Lively mostra-nos como um simples acontecimento acidental pode significar a destruição e salvação de um casamento, uma oportunidade que aparece e depois desaparece, o encontro entre dois amantes que de outra forma nunca se teriam conhecido e a mudança irrevogável de várias vidas. Divertido, humano, comovente e astucioso, Como Tudo Começou é um trabalho brilhante de uma autora que está no seu melhor.
PÁGINAS: 264 | TRADUÇÃO: Odete Martins | CAPA MOLE | PVP: 16,50 €

Depois – Rosamund Lupton [AUTORA DO BESTSELLER IRMÃ; ENTROU PARA TOP 10 SUNDAY TIMES E AMAZON]
SINOPSE: É um incêndio e eles estão lá dentro. Eles estão lá dentro… Fumo negro mancha o céu azul de verão. Uma escola está a arder. E uma mãe, Grace, vê o fumo e corre. Sabe que Jenny, a sua filha adolescente, está lá dentro. Corre para o edifício em chamas para a salvar. Depois, Grace tem de descobrir a identidade do autor do incêndio e proteger a sua família da pessoa que continua determinada a destruí-los a todos. Depois, tem de forçar os limites da sua força física e descobrir que o amor não conhece limites.
PÁGINAS: 432 | TRADUÇÃO: Odete Martins | CAPA MOLE | PVP: 16,90 €



2. FICÇÃO JUVENIL

O Trio da Dama Negra (Sherlock, Lupin e Eu #1) – Irene Adler [PERSONAGEM FICCIONADA NOS CONTOS DE CONAN DOYLE; NA VERDADE, QUEM ASSINA A COLEÇÃO É O FAMOSO PIERDOMENICO BACCALARIO]

SINOPSE: Sherlock Holmes, Arsène Lupin e Irene Adler conhecem-se em Saint-Malo, por volta de 1870. Deveriam estar de férias, mas o destino trocou-lhes as voltas e os três veem-se envolvidos num crime: um colar de diamantes desaparece, é encontrado um homem sem vida na praia e uma silhueta escura aparece e desaparece sobre os telhados da cidade. A polícia está desorientada. Alguém terá de resolver o mistério…
PÁGINAS: 224 | TRADUÇÃO: Francesco Mai | CAPA MOLE | PVP: 9,20 €

O Segredo de Skye (As Irmãs da Caixa de Chocolate #2) – Cathy Cassidy

SINOPSE: Quando Scott, Jack e Emily descobrem que está a ser rodado um filme no casarão das redondezas, não resistem a ir ver. Mas quando a deslumbrante atriz principal desaparece, os amigos apercebem-se de que têm um novo mistério para desvendar! Será que a estrela do filme foi raptada por um fã louco? Será que fugiu com o namorado? Ou ter-se-á aventurado no sótão do casarão e perturbado o lendário fantasma que o assombra? Este é o segundo intrigante mistério de uma nova série de fantásticas aventuras!
PÁGINAS: 336 | TRADUÇÃO: Mafalda Acebey | CAPA MOLE | PVP: 8,50 €

Trinta por uma Linha – António Torrado

SINOPSE: Neste livro da autoria de António Torrado reúnem-se trinta contos pequenos, muito divertidos, muito engraçados. Desde a Aldinha que gosta tanto da escola que decide ensinar as formigas a ler; A gota de água que não quer cair em qualquer lugar; A bolacha Maria que não queria ser simplesmente Maria, queria ter mais nomes próprios e apelidos, e muito mais. As histórias são ligadas por uma linha que, desde a capa á contracapa passa por todas as páginas do livro, faz nós e corrupios, brinca com as histórias, entra nelas e estrutura toda a ilustração de Cristina Malaquias.
PÁGINAS: 112 | ILUSTRADOR: Cristina Malaquias | CAPA DURA | PVP: 13,99 €

[Opinião] “O Caso do Justinho”de Luis Bárbara (Edições Vieira da Silva)

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Sinopse:
Um professor de história desempregado, é contratado por um informático muito talentoso, para escrever um guião para um jogo de vídeo. Durante o processo de investigação, o informático revela que, quando procurava construir um holograma, o programa deslocou uma célula de tempo. Procura então convencer o historiador, a recuar no tempo até ao final do reinado de D. João II, para conseguir uma moeda de ouro, o “Justinho”, de que não havia chegado nenhum exemplar à nossa época.
No entremeio, a filha do informático com dezoito anos apaixona-se pelo historiador e há algumas cenas maliciosas entre os dois.
O informático, entre outros recursos, dispõe de uma “máquina de aprender” que ensina ao historiador algumas artes marciais. Outro dos aparelhos inventados é uma máquina, a “Teia”, ou só “T”, composta por nanomáquinas que protege, com eficácia, o corpo de quem a usa e domina.
O historiador lá se dispõe a ir ao fim do século XV e, na cidade de Évora, onde a ação decorre, consegue arranjar as moedas.
Durante as três semanas que está na época de D. João II, ocorrem algumas aventuras, porque as fações do Rei e da Nobreza, desconfiam à vez da missão do historiador. Consegue no entanto, mercê da cumplicidade de um ourives judeu, recuperar duas modas do “Justinho”.
O regresso ao século XXI dá-se no tempo previsto. Mas o imprevisto acontece: as leis do espaço tempo de Einstein, também influenciam a quem se desloca no passado. Três semanas no século XV corresponderam a três anos no século XXI. Esta aproximação de idades permite que a aventura acabe bem em todos os campos, nomeadamente no casamento entre a bela filha do informático e o historiador.
Ficha técnica:
Autor: Luís Bárbara
Coleção: contrabandista do tempo
ISBN: 978-989-8545-99-2
Depósito Legal: 350767/12
Número de páginas: 360
Opinião:
A sinopse de “O Caso do Justinho” despertou-me a curiosidade devido a abordar dois temas que gosto, ficção cientifica e história. A ideia de Luís Bárbara foi muito interessante e a forma como pensou em unir estes dois é muito interessante, apesar denão ser original.
Quando comecei a ler achei uma obordagem interessante, e a ligação com a realidade ao explicar o problema do desemprego entre os professores.
Luis Bárbara consegue criar diálogos muito realistas, utilizando termos e formas muito próprias de falar do Alentejo. O que torna a leitura muito interessante. Mas quando passamos para a parte do narrador, uma vez que o autor escolheu que era a personagem principal a contar tudo,  acaba por tomar a narração em linguagem corrente e algumas descrições em enumerações. “(…) enquanto os olhos lhe espelhavam por detrás de uns óculos de armações de massa pretos, que lehe ocupavam meio rosto, uma cara de ossos salientes, que fazia encovar as faces, olhos para o escuro, sobrancelhas pouco acentuadas, nariz a fazer lembrar um magrebino, lábios pronunciados bem desenhados e diria que prontos a sorrir, não sabia era o tipo do sorriso.”
As personagens em si são bem trabalhadas e bastante reais. Com os seus medos e dramas. Com uma enorme vontade de obterem o que querem.
A acção é lenta e torna a leitura dificil e morosa. O final parece um pouco forçado numa tentativa de acabar tudo bem e o personagem principal ter um prémio e tudo acabar feliz.
Em resumo, é um livro com uma ideia interessante, mas que necessitava ainda de algum trabalho.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Entrevista ao Miguel Aires-Lisboa

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Olá,
Eu hoje trago-vos uma entrevista a um autor português, O Miguel Aires-Lisboa. O seu livro "100 graus celsius" já foi criticado aqui no blog.
Espero que gostem.














1.       “100 graus Celsius” não é o seu primeiro romance. Qual foi o tema do primeiro?

               É de facto o meu primeiro romance.

2.       Sempre teve paixão pela ficção científica?

Sim. E por “romance noir” e anti-heróis que para mim são muito mais interessantes do que os heróis clássicos impolutos de armadura brilhante. Os anti-heróis têm defeitos e virtudes, são tão humanos como qualquer um de nós. E são bem mais românticos.

3.       Como gere a vida profissional com a escrita?

Bem, até porque actualmente a escrita está algo inactiva.

4.       Para o seu livro fez muita pesquisa?

Fiz muita pesquisa. A astronomia e a física não são as minhas áreas profissionais. Tinha que criar factos plausíveis, sob o ponto de vista científico, e depois ficcioná-los. Essa é a ficção científica que eu gosto mais, a que pode alterar a nossa percepção do real. E gostei muito de criar a linha narrativa.

5.       De onde surgiu a ideia?

Em primeiro lugar, foi a resposta à pergunta “O que é que eu gostava de ver num filme de ficção científica e ainda não vi?”. Depois foi o facto de vivermos numa economia global falaciosa que assenta na exploração e no comércio do petróleo, que neste momento já é praticamente dispensável. Num futuro não muito distante, o bem mais precioso vai ser mesmo a água. Penso que nessa altura as regras que se aplicam actualmente ao comércio do petróleo serão as aplicadas ao comércio da água, com o melhor e o pior dos seres humanos a vir ao de cima. 

6.       O livro é deixado em aberto, vai ter continuação?

Ainda não sei… É engraçado, não considero que seja um final tão em aberto quanto isso. Mas o livro tem uma prequela e faz parte dum projecto global que gostaria de concluir um dia e que passa por uma reedição do “100 Graus Celsius”.




7.       O livro começa com um tom pessimista, e acaba com uma luz ao final do túnel por assim dizer. Pode-se entender que é como vê o mundo?

É verdade. Acredito que por muito má que a nossa realidade nos pareça, se recorrermos ao melhor de nós, e que é sempre a nossa capacidade de criar, podemos superar qualquer problema. Nunca podemos deixar de acreditar nisto, é um dever que temos perante nós próprios e perante as pessoas para as quais somos importantes.

8.       Qual é a sua personagem principal?

Lourenço Rios. Mas fico contente por existir essa dúvida, é sinal que as personagens têm profundidade e complexidade.

9.       Quanto tempo demorou a escrever o livro?

Quase três anos, entre 2006 e 2009.

10.   Como tem sido a recepção do público?

Boa, sobretudo tendo em consideração as limitações da Editora. Não é fácil a primeira edição duma primeira obra numa Editora independente.


Agradeço o convite e a oportunidade de falar sobre o meu livro. Espero que gostem tanto de o ler como eu gostei de o escrever.