quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Novidade Circulo de Leitores

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Pela primeira vez em 400 anos, será publicada toda a obra de Padre António Vieira, uma edição do Círculo de Leitores
Na véspera do 405.º aniversário do nascimento de Padre António Vieira, temos o prazer de anunciar que o Círculo de Leitores publicará a obra completa de Padre António Vieira. Composta por trinta volumes, inclui cartas, sermões, profecias, política, teatro, sendo muitos destes textos ainda inéditos.
A série, cujos três primeiros volumes estarão disponíveis no Círculo de Leitores em abril –, é dirigida por José Eduardo Franco e Pedro Calafate e envolveu o trabalho de uma vasta equipa de investigadores de Portugal e do Brasil. A Santa Casa da Misericórdia apoia o trabalho de investigação que sustenta esta edição, através de um protocolo celebrado com a Universidade de Lisboa que será assinado amanhã, no Instituto de São Pedro de Alcântara.
Esta obra reflete um trabalho rigoroso e aturado, um regresso às fontes manuscritas e impressas, com recurso a diversos arquivos pelo mundo em busca de documentos nunca publicados – como é o caso de A Chave dos Profetas.


«É de facto o maior prosador – direi mais, é o maior artista – da língua portuguesa.»
Fernando Pessoa


Sobre os coordenadores da obra:
Pedro Calafate, historiador e professor catedrático da Universidade de Lisboa, especialista no estudo do barroco e do racionalismo iluminista do século XVIII. Foi distinguido com o Prémio Aboim Sande Lemos da Universidade Católica Portuguesa pela obra «A Ideia de Natureza no século XVIII em Portugal». Professor convidado nas Universidades de Viena e Copenhaga.
José Eduardo Franco, historiador, ensaísta e poeta. Especialista na temática dos Jesuítas em Portugal, completou o seu doutoramento pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. Faz parte do Centro de Literaturas de Expressão Portuguesa das Universidades de Lisboa, estando envolvido em vários projetos de investigação sobre os grandes mitos portugueses.

Vasco Ricardo ao vivo e a cores

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A Pastelaria Studios tem o prazer de vos convidar a todos para duas tardes dedicadas aos romances de Vasco Ricardo.
Vasco Ricardo fará uma apresentação e sessão de autógrafos das suas obras “O Diplomata” e “A Trama da Estrela”:
- Dia 9 de Fevereiro na Fnac Santa Catarina no Porto pelas 17h30
- Dia 10 de Fevereiro na Fnac Gaiashopping em Gaia pelas 17h00

[Opinião] “O Indesejado” de Sarah Waters (Editorial Bizâncio)

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Ficha Técnica:

Finalista do Booker Prize 2009
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 480
Editor: Bizâncio
ISBN: 9789725304679
Coleção: Montanha Mágica

Sinopse:

Num Verão poeirento depois da guerra, na zona rural de Warwickshire, um médico é chamado para ir ver uma doente a uma casa isolada chamada Hundreds Hall. É nela que vive a família Ayres há mais de dois séculos. A casa de traça georgiana, outrora bela e imponente, está agora em declínio, com a alvenaria a cair, os jardins sufocados pelas ervas e o relógio do estábulo parado para sempre nas vinte para as nove. Os seus proprietários — mãe, filha e filho — tentam adaptar-se a uma sociedade em mudança, e apaziguar os seus próprios conflitos. Mas estarão os Ayres assombrados por algo mais sinistro do que um modo de vida que está a desaparecer?

Opinião:

A minha curiosidade em ler este livro foi aguçada pelo título, “O indesejado”. Mas em quem é que se baseia a autora para esse título? No Dr. Farady, o narrador, ou noutra entidade que apenas se manifesta de uma forma subtil?
Hundreds Hall é-nos apresentado inicialmente como uma enorme mansão, mas ao longo da narrativa esta se vai tornando mais escura e repleta de mistério e perigos. Algo vagueia pelos corredores à noite e vai influenciar as vidas de todas as personagens do romance.
A autora é bastante descritiva, o que torna a acção lenta e a leitura pesada e morosa, ideal para quem gosta de penetrar no mundo em que as personagens vivem. A história em si é cativante e faz com que o leitor tenha interesse em continuar a leitura até à ultima página. O final é surpreendente, eu estava à espera de uma conclusão e nada do que previa aconteceu, o que é, na minha opinião, um ponto positivo.
Como foi referido acima, a história é narrada na primeira pessoa, se por um lado limita um pouco o ponto de vista dos acontecimentos globais, por outro permite uma maior interacção do leitor com o romance em si.
As personagens que Sarah Waters criou são extremamente realistas e com uma realidade surpreendente. Os traumas que atravessaram marcaram a sua existência e deixaram cicatrizes bem visíveis, não só físicas como psicológicas, que afectam todas as suas decisões. Ela podia ter caído nos estereótipos comuns mas conseguiu afastar-se deles.
É um romance intenso que nos põe a olhar por cima do ombro para vermos o que não está lá, e nos dá arrepios na espinha.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

[Opinião] “Uma Promessa de Felicidade” de Anita Shreve (Porto Editora)

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Sinopse:

Margaret e Patrick estão casados há apenas alguns meses quando decidem partir para o Quénia, convencidos de que irão viver uma grande aventura em África. No entanto, Margaret depressa se apercebe de que não conhece os costumes complexos do seu novo lar e tão-pouco o homem que tem ao seu lado.
Quando, certo dia, um casal inglês os convida para escalar o monte Quénia, eles aceitam, entusiasmados, o desafio. Porém, durante a árdua subida, ocorre um terrível acidente e, no rescaldo da tragédia, Margaret ver-se-á enredada numa teia de dúvidas sobre o que se passou realmente na montanha. Estes acontecimentos, que a irão afetar profundamente, terão consequências indeléveis no seu casamento.
Uma Promessa de Felicidade retrata-nos a relação de um casal, o impacto definitivo da tragédia e a natureza esquiva do perdão. Com uma linguagem soberba e uma enorme profundidade, Anita Shreve conduz-nos pelas paisagens exóticas de África, numa viagem até ao interior de nós mesmos.

Ficha Técnica:

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 272
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04551-5

Opinião:

Quando li a sinopse deste livro a minha curiosidade aguçou-se. Este aborda a vida de um casal recém-casado que se muda para o Quénia por causa do trabalho de Patrick enquanto Investigador de doenças tropicais.
A perda da inocência por parte das personagens após uma tragédia é o ponto de viragem do livro e que provoca uma alteração na vida perfeita das personagens. A subida ao Monte Quénia, tomada por todos como uma diversão torna-se um pesadelo. Margaret é a mais lenta e que tem mais dificuldades na subida, ignorada pelo próprio marido durante o percurso apenas encontra conforto e encorajamento em Artur, que pode ter ou não ter segundas intensões. Uma expedição mal preparada que acaba por acabar em catástrofe. A personagem principal, Margaret tenta superar a vida enquanto a vida lhe traz mais surpresas e tragédias.
Este foi o primeiro livro que li desta autora, da qual a Porto Editora já publicou outros dois títulos, “Testemunho” e “A Ilha dos Desencontros”. Fiquei bastante satisfeita com esta leitura porque vai para além da vida do casal, a autora também nos mostra a realidade da vida em África e as diferenças sociais entre as classes sociais e entre as diferentes etnias. E também do confronto entre culturas, como é o caso dos ocidentais e os massai.
Os conflitos internos das personagens estão bem descritos e as suas personalidades bem vincadas. Bem como os confrontos entre elas e os efeitos que os acontecimentos têm em cada uma. Margaret é uma mulher que tem as suas inseguranças e tenta se encontrar ao longo do livro, perseguindo os seus interesses e os seus ideais. A procura do equilibro torna-se uma obsessão, assim como salvar o casamento com Patrick.
A sua procura leva-a a aceitar um trabalho onde vai ser confrontada com a complexidade da política queniana e com a corrupção. Com duas novas tragédias ela é separada do seu colega Rafiq, por quem começa a desenvolver sentimentos e que cria mais um atrito no seu casamento já de si fragilizado.
As descrições das paisagens africanas são pormenorizadas, muito realistas possivelmente baseadas no que viu durante os três anos que viveu em Nairobi, no Quénia.
“Uma manada de antílopes-anões atravessou velozmente à frente do carro e ela teve a sensação de estar a assistir a um filme em cinerama da sua infância. Estavam rodeados pelo som de insectos, mas Rafiq ia mantendo uma velocidade suficiente para evitar a entrada daquelas densas nuvens no carro. De vez em quando, Margaret tinha de enxotar uma mosca curiosa. O cheiro dominante recordava-lhe cânhamo.”
Esta citação é apenas um exemplo de como as suas descrições abrangem todos os sentidos, transportando-nos para aquelas paisagens exóticas.
Um livro surpreendente com um final inesperado, que encanta o leitor

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Muito Obrigada

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Este post tem como objectivo agradecer a todos seguidores do Blog que aumentaram os números para 219 seguidores e mais de 5000 visitas no blog. Muito obrigada a todos, espero que continuem a seguir e que gostem do que ainda vai acontecer.